Receba novas matérias via e-mail adicionando o endereço

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Chegou o fim da depressão!


A depressão parece ter chegado ao fundo do poço. Os indicadores econômicos do segundo trimestre que está a fechar, indicam números positivos. Timidamente, mas positivos. Eu já afirmei em matérias anteriores de que o fim da depressão só poderia confirmar com o crescimento do PIB em dois trimestres consecutivos. É o que está para ser anunciado até o final deste mês. Felizmente. 

Nenhuma nova medida foi anunciada pela equipe econômica que justifique mudança no rumo. No entanto, a própria falta de notícia de medidas parece ser o principal fator que está movendo a economia no sentido ascendente. Timidamente, mas ascendente. A normalidade ou falta de notícias é um dos indicadores de que o País está caminhando. Tropegamente, mas caminhando. 

No momento, os indicadores negativos como o número de desempregados que ascendem a 14 milhões e o número de inadimplentes ter atingido a marca recorde de 61 milhões de pessoas, correspondente a 40% da população adulta, mostram claramente que o quadro da economia "desolador" ou "desesperador".  Por outro lado, a queda da inflação para patamar próximo ao centro da meta de 4,5%, apesar de ter alcançado com enorme sacrifício da população, estimula o setor produtivo a voltar a investir.

Embora, os juros reais Selic pago pelo governo via títulos da dívida pública serem a segunda mais alta do mundo dentre 40 maiores economias, ficando atrás apenas da Rússia, os juros nominais Selic são os mais baixa dos últimos dois anos pelo menos.  Na próxima reunião do COPOM, o Banco Central deve anunciar juros Selic nominais algo como 9,5%. Psicologicamente, para os investidores institucionais, é um número mágico, abaixo de 10% ou 1 dígito. 

Na outra ponta, a crise política que o País vive pós "grampo" do Temer, tem "puxado" o dólar para cima, alcançando o patamar de R$ 3,30.  Ao contrário do que se apregoa no mercado financeiro e pelos analistas econômicos, o "dólar alto" ou o "real desvalorizado" estimula a economia do País. Dólar alto estimula as exportações e desestimula as importações. O dólar alto cria emprego dentro do País, deixando de criar emprego fora do País. No meu entender, o dólar deveria estar mais alto do que atuais R$ 3,30, para acelerar ainda mais o crescimento do País. Fica sugestão para o Banco Central, executor da política monetária. 

Com Temer ou sem Temer, com Meirelles ou sem Meirelles, o País vai voltando à normalidade, independente das reformas estruturantes que vão ficando para o "próximo governo". Juntos, a população vai demonstrando que o Brasil é capaz de encontrar o seu próprio destino independente de quem esteja no comando do País. 

Nada de salvador da pátria!  Nada de ponte para o futuro!

Chegou o fim da depressão! 

Ossami Sakamori

3 comentários:

  1. O governo brasileiro é centralizador. Se o governo deixasse os(as) brasileiros(as) trabalhar em paz nem cairíamos no poço, muito menos ficar no fundo do mesmo. Conclusão: o governo só atrapalha a nossa vida.

    ResponderExcluir
  2. Desde 1500 o Brasil anda numa montanha-russa...

    ResponderExcluir

Não há censura ou moderação nos comentários postados aqui.
De acordo com a legislação em vigor, o editor deste blog é responsável solidário pelos comentários postados aqui, inclusive de anônimos.