segunda-feira, 22 de dezembro de 2014

Petrobras. Venina ou Graça Foster


Assisti ontem, no programa Fantástico, a entrevista da ex-gerente da Petrobras Venina Velosa da Fonseca que disse ter informado pessoalmente à Graça Foster sobre irregularidade em contratos da Companhia, ainda quando ela ocupava posição de diretora da área de Gás e Energia.

Não tem o que duvidar da Venina Fonseca. A Venina disse ter entregue o computador para o Ministério Público Federal que apura a Operação Lava Jato, onde está armazenado todo material, entre os quais os e-mails trocados com diretores envolvidos na investigação.

O mesmo programa Fantástico, mostrou na sequência da entrevista da Venina, o desmentido da Petrobras sobre todas denúncias feitas pela Venina Fonseca. A própria Rede Globo parecia estar mais interessado em defender os envolvidos na denúncia da Venina do que dar credibilidade à própria denúncia. 

Presidente Dilma, na entrevista de hoje de manhã, vai na linha traçada pelo marqueteiro João Santana, condenando a corrupção na Petrobras dizendo estar surpresa com o tamanho do desvio. Dilma confirmou o nome da Graça Foster a continuar como presidente da Petrobras. A Rede Globo, neste momento, transmite entrevista da Graça Foster se defendendo das denúncias da Venina Fonseca. 


Já comentei nas matérias anteriores de que o esquema montado pelo marqueteiro João Santana é colocar Dilma na posição de "vítima", de "coitadinha", de que todo esquema de "petrolão" ocorreu sem o seu conhecimento, apesar de ter a Petrobras sob sua órbita de influência nos últimos 12 anos. A Rede Globo faz o jogo da Dilma, como sempre, colocando ela fazendo o papel do xerife da moralidade. 

Para mim, isto tudo está ficando uma nojeira só! Realmente, a facção criminosa tomou conta dos poderes da República.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori






domingo, 21 de dezembro de 2014

Dilma chora como crocodilo!


Segundo pesquisas de opinião divulgadas, o povo brasileiro está otimista com a perspectiva do ano de 2015. Ainda, as pesquisas apontam aprovação do nome da presidente Dilma compatíveis com nível de votação que obteve nas eleições de outubro. O povo aprova o governo Dilma, por enquanto.

O marqueteiro João Santana é especialista em sensibilizar a população conduzindo os passos da Dilma para mostrar ao povo o que realmente ela não é. Como aconteceu durante o esse primeiro mandato, a imprensa impressa e televisiva, apenas retransmite a imagem e o discurso lido no teleprompter, sem tecer comentários.

A Rede Globo, o Estadão e a Folha de São Paulo, seguem rigorosamente a orientação do marqueteiro João Santana. Explica-se. A mídia falada, impressa e televisiva, com dois olhos voltados para a verba publicitária do governo federal e de empresas estatais, não querem correr o risco de ficar alijados. O governo federal e empresas estatais federais gastam cerca de R$ 2 bilhões por ano para fazer propaganda enganosa dos seus feitos.

Diante do escândalo de ladroagem na Petrobras revelado pela Operação Lava Jato envolvendo membros do PT e de seus aliados PMDB e PP, na primeira etapa, o marqueteiro João Santana parece optar em "blindar" a Dilma do escândalo de proporções nunca visto antes. 

Aproveitando a fragilidade da Dilma no momento que os rastros da ladroagem está chegando cada vez mais próximo das portas do Palácio do Planalto, a tática do João Santana parece ser de tornar a figura da Dilma como a "coitadinha" ou a "vítima" da ladroagem que ela própria é a própria chefe da facção criminosa que a pratica.

O PT, também, numa ação coordenada vai "punir" os nomes envolvidos na ladroagem da Petrobras. Foi a fórmula encontrada pelo partido de sustentação do governo federal. Melhor punir os 8 envolvidos na Operação Lava Jato do que "queimar" o nome da presidente Dilma. Assim, a Dilma, vai sair como "vítima" da ladroagem da Petrobras, pensa o marqueteiro João Santana.

O povo, sobretudo os analfabetos funcionais, vão entrar na onda do marqueteiro João Santana, vai achar mesmo que a Dilma é vítima de uma "trama" dos agentes públicos e parlamentares de sustentação do governo. Nos próximos dias, inclusive na posse, verá a Dilma em lágrimas e vozes embargadas combatendo a corrupção como se ela não fizesse parte dela.

Prestem atenção. Vai rolar muitas lágrimas, de crocodilo, da Dilma nos próximos eventos.

Ossami Sakamori





sábado, 20 de dezembro de 2014

CNV: O princípio do contraditório

Simples reprodução:

Autor Rômulo Bini Pereira
General do Exército R/1

Crédito da imagem : Veja

Em 1987 o Congresso Nacional deu início aos trabalhos legislativos que culminaram na elaboração da nova Constituição brasileira, promulgada em 5 de outubro de 1988. Por mais de 15 meses intensos debates foram realizados pelos congressistas, não sendo, entretanto, observada nenhuma referência ou simples menção à Lei da Anistia (Lei nº 6.683, de 28 de agosto de 1979). As lideranças políticas da época consideraram que, além de ser uma via pra reconciliação nacional, a lei era um compromisso político acordado, no passado, por seus antecessores e efetivamente cumpria a sua missão encerrando um ciclo de luta fratricida.  O Supremo Tribunal Federal (STF), em 2010, diante do mesmo consenso político de que ela seria ampla, geral e irrestrita, validou a Lei ada Anistia, mantendo-a sem alteração no seu conteúdo.

Em novembro de 2011, a presidente Dilma Rousseff sancionou a Lei nº 12.528, instituindo a Comissão Nacional da Verdade (CNV) "a fim de efetivar o direito à memória e à verdade histórica e promover a reconciliação nacional". Novamente nenhuma referência ou menção à Lei da Anistia foi observada em seus artigos. Após três anos de trabalhos e elevados custos, o que se pode deduzir do relatório final da comissão é que a memória é unilateral, a verdade aparece pela metade e a reconciliação está a cada dia mais distante e difícil.  A imparcialidade preconizada pela lei não foi atendida e o maniqueísmo está presente, a propalar que existe o "lado bom", o seu, e o "lado mau", o outro.  E, ainda - sem surpresas para quem acompanha o tema -, o relatório propõe que a Lei da Anistia seja reformulada, responsabilizando criminalmente os agentes do Estado, um escopo obsessivo das esquerdas brasileiras. A bilateralidade da lei seria, então, revogada.

Já que foi reeleita, a presidente Dilma poderia esforçar-se, exatamente como fez no primeiro mandato, no sentido de também ser criada outra comissão com idênticos parâmetros ao da Lei nº 12.528, atendendo, no mínimo, ao princípio universal da justiça: o contraditório. Estaria dando uma demonstração de seu espírito democrático ao mundo, em particular a nós, brasileiros. Essa nova lei poderia denominar-se Segunda Comissão Nacional da Verdade, com a sigla SCNV, tão a gosto de muitos intelectuais, e teria o mesmo caráter pluralista e os mesmos recursos dados à CNV. Seria constituída por militares e civis comprometidos com os ideais democráticos. A título de cooperação, seis "recomendações" poderiam ser úteis nos trabalhos a serem conduzidos pela SCNV. A saber:

1) Que seja definitivamente esclarecido ao povo brasileiro que tipo de democracia as organizações terroristas almejavam: um de caráter ocidental ou uma do proletariado, esta à semelhança dos antigos regimes russo, chinês ou albanês, ou então dos atuais regimes cubano e bolivarianos.

2) Que sejam registrados os países que apoiaram a luta armada em nosso país com recursos financeiros e cursos de guerrilha a partir de 1960 e a relação dos que se especializaram nas ações terroristas.

3) Que sejam apontadas as lideranças de esquerda (vivas e mortas) que, irresponsavelmente empregaram jovens idealistas despreparados par tais ações de guerrilha, urbana ou rural.

4) Que sejam detalhados todos os crimes - mais de 200 - perpetrados por essas organizações de esquerda antes e depois do Ato Institucional nº 5 (AI-5), tais como atentados, sequestros com mortes, assassinatos bárbaros de inocentes e de militares estrangeiros, justiciamentos, roubos a bancos, instituições e casas de governantes, bem como o nome completo e o codinome dos que cometeram tais crimes.

5) Que sejam apurados somente fatos, e não versões. A atual comissão especializou-se em criar versões que tiveram enorme repercussão em toda a mídia. Envenenaram um presidente, assassinaram outro, acusaram um general de ter sido subornados, criaram organizações militares especializados em torturas, fornos crematórios, casas de terror, acidentes com artistas e até a utilização de répteis peçonhentos em interrogatórios, sem contar os testemunhos de pessoas inidôneas e psicologicamente doentias.

6) Finalmente, a nova comissão deveria rever os milhares de indenizações e salários pagos aos perseguidos pelo regime militar. Um verdadeiro festival de benesses em que o lema das esquerdas foi seguido à risca. "Se for preso ou interrogado, diga que foi torturado". E o total pago já atinge a cifra dos bilhões, tudo na conta do cidadão brasileiro. Uma vantajosa venda de ideais e um lucrativo investimento que deverá ser dado a conhecer à sociedade brasileira.

Caso seja aceita essa sugestão, o seu conceito junto aos três chefes militares e a admiração que este lhe devotam terão significativo aumento.

A SCNV deverá apresentar o seu relatório em curto prazo. Ele se tornará uma peça fundamental para que o povo brasileiro seja esclarecido das razões pelas quais o segmento militar foi levado a defender o Estado brasileiro. Seria a verdade do outro lado. A comparação dos dois relatórios revelaria como a Lei da Anistia foi sábia. Ela tornou viável uma transição conciliadora e pacífica entre os dois lados confrontantes, por mais de 30 anos.

Nos momentos críticos que atravessamos, com a economia fragilizada, escândalos de corrupção diários e o País dividido eleitoralmente, a Comissão Nacional da Verdade veio agravar a atual crise brasileira, quebrando qualquer possibilidade de conciliação. É de perguntar como seus integrantes - ditos intelectuais, mas extasiados pelas ideologias de esquerda e pela notoriedade - não perceberam que suas ações poderiam fomentar ainda mais o clima de desunião presente no Pais. Agora, se desejavam o agravamento da crise, com consequências imprevisíveis, a conclusão é clara: estariam ponde em prática o que preconizam os intelectuais gramscistas do Foro de São Paulo.

Rômulo Bini Pereira
General de Exército R/1 e foi chefe do Estado Maior da Defesa





sexta-feira, 19 de dezembro de 2014

Brasil terá rombo de US$ 86,2 bilhões!


O déficit da balança de conta corrente no mês de novembro registrou déficit de US$ 9,3 bilhões. O Banco Central reviu a projeção da balança de conta corrente do ano de 2014 para US$ 86,2 bilhões. 

Para leigos entenderem, a balança de conta corrente de um país é o resultado de transação de um país com o mundo. Na coluna de entrada tem os dólares auferidos com exportação de produtos primários e manufaturados. Na coluna de saída tem os dólares gastos com importações de produtos de consumo, de manufaturados, serviços diversos como fretes, juros pagos aos agiotas estrangeiros e royalties, basicamente. 

Em resumo, o Brasil vai necessitar de US$ 86,2 bilhões para cobrir o rombo da balança de conta corrente. Isto é grave! Se não houver entrada de capital estrangeiro seria necessário queimar (gastar) a reserva cambial em dólares.

O país tinha ontem, reserva cambial de US$ 374 bilhões. No entanto, como o Banco Central vem emitindo o swap cambial tradicional que nada mais é do que dólar "fake", no montante de US$ 100 bilhões, a reserva líquida é de cerca de US$ 274 bilhões. Como o país tem compromissos de curto prazo referente ao pagamento da dívida externa dos setores público e privado, a reserva disponível não é exatamente os US$ 274 bilhões. O Putin faz o mesmo, lança mão de swap cambial para segurar o rublo.

A situação do Brasil é a mesma do sujeito que fatura menos do que gasta. Como o sujeito gastador, o Brasil tenta compensar o déficit da balança de conta  corrente atraindo investimentos estrangeiros de duas formas. A primeira forma é buscando investimentos estrangeiros diretos (IED) para produção de bens manufaturados no país. A segunda fonte é o capital estrangeiro especulativo dos agiotas internacionais que trazem os dólares apenas para auferir os juros reais, a segunda mais alta entre 40 maiores economias do mundo. Com recente crise cambial, os juros reais mais altos do mundo passou a ser dos russos. 

Literalmente, o Brasil está quebrado! O total da receita não cobre o que gasta. Para cobrir o rombo da balança de pagamentos, busca capital estrangeiro bom e ruim. O capital estrangeiro bom é o de investimento direto e o capital ruim é o de aplicação em títulos do Tesouro brasileiro. O segundo tipo de investimento é nocivo ao país, porque a qualquer crise econômica os agiotas internacionais deixam de aplicar em títulos do Tesouro brasileiro e rapidamente os dólares revoam para os países de origem ou para praça mais confiável. 

Nos estamos a assistir uma prévia da crise russa no Brasil. Aquele país está com crise cambial em função da baixa acentuada de preço de petróleo no mercado internacional. O Brasil está com situação de baixo crescimento e de corrupção desenfreada tal qual a Rússia do Putin. Apesar de o país ter reserva cambial confortável, há grande possibilidade de haver "ataque especulativo" pelos agiotas internacionais, aproveitando o momento de crise política econômica que passa o Brasil.  Ingredientes para isso não faltam.

Dilma, os erros graves começam a aparecer. Falta de aviso não foi. Há quase 3 anos, este blog já alertou sobre o grave equívoco na formulação da política econômica. A coisa vai piorar muito mais ainda. Não basta Levy para tentar consertar os erros. Dilma, pode se preparar que você vai ter que derramar muitas lágrimas, de crocodilo.


Dilma, Brasil gasta mais que pode!

Ossami Sakamori






Dilma, lágrima de crocodilo!


Presidente Dilma Rousseff foi diplomada, ontem, no TSE como presidente da República. No noticiário divulgado nas redes de televisão, mostrou Dilma fragilizada. No meio de tantas denúncias sobre a Petrobras e instauração de processos penais contra integrantes dos diretores da Companhia resultado da Operação Lava Jato e o rastro da investigação chegando ao seu nome, imagino que o seu nervo esteja à flor da pele.

O discurso lido no teleprompter, certamente, preparado pelo marqueteiro João Santana, Dilma afirmou que Brasil e Petrobras são maiores que qualquer crise.  Disse também com dose de emoção de que terá que fechar todas as portas para a corrupção. Disse ainda que deve punir as pessoas, não destruir as empresas. Foi discurso elaborado pelo marqueteiro João Saldanha para o povo escutar.


O Estadão de hoje traz notícia de que na relação de denunciados pelo Paulo Roberto Costa conta consta nome do ex-chefe da Casa Civil Antonio Palocci e 27 outros políticos, sendo 10 nomes do PP, 8 do PT, 1 do PSB e 1 do PSDB. Os nomes do PSB e do PSDB já divulgados anteriormente, é do Eduardo Campos e do Sérgio Guerra, respectivamente. Curiosamente, ambos nomes da oposição não tem como fazer suas defesas porque faleceram recentemente.

Se a Dilma pode enganar o povo culpando os outros pela corrupção que ocorreu na Petrobras, não engana a este blogueiro e os leitores deste. Nem tão pouco vai enganar o SEC e Departamento da Justiça americana.  A verdade aparecerá, inexoravelmente. 

Dilma Rousseff é chefe da corrupção na Petrobras. Desde 2003 Dilma foi e é responsável direta ou indiretamente pela administração da Petrobras, não respondendo apenas atos praticados entre abril e dezembro de 2010, quando ela se afastou da presidência do Conselho de Administração para se candidatar ao cargo de presidente da República. Dilma foi ministra de Minas e Energia e chefe da Casa Civil do governo Lula. Dilma foi presidente do Conselho de Administração que autorizou a compra superfaturada da refinaria do Pasadena, já apontado pelo TCU e CGU.

Dilma culpa os diretores da Petrobras e dos políticos que davam e dão sustentação ao governo na sua primeira gestão como presidente da República pelos malfeitos. Todos os diretores da Petrobras envolvidos passou pelo crivo da Dilma como ministra de Minas e Energia ou como chefe da Casa Civil do governo Lula para serem nomeados. Todos os nomes envolvidos, Antonio Palocci e 27 outros políticos denunciados pela Operação Lava jato deram sustentação ao primeiro mandato entre 2011 e 2014.

A realidade é que uma "facção criminosa" tomou conta do Palácio do Planalto para ladroagem do dinheiro público nos diversos órgãos públicos e empresas estatais, entre os quais a Petrobras.  Dilma é responsável direta ou indiretamente com a ladroagem que ela abominou em discurso da diplomação. Isto faz parte da manobra, já conhecida, aplicada pelo seu antecessor Luís Inácio Lula da Silva, a de negar até debaixo d'água de que "não sabia de nada".

A estratégia da Dilma, orientada por seu antecessor Lula e pelo marqueteiro João Saldanha, de se excluir da responsabilidade das ladroagens não pega mais. Se o Judiciário brasileiro não incluir Dilma na condição de réu, certamente o Departamento de Justiça americana a condenará como responsável pela corrupção. Não adianta, Dilma fazer fita na televisão com vozes embargadas pregando prisão para os corruptos e corruptores. 

Todos os rastros da ladroagem leva à porta do Palácio do Planalto. Os ratos que estão mendigando os ministérios, os parlamentares da base aliada, vão abandoná-la no primeiro momento quando verem os seus nomes denunciados no STF.   A saída para nós vai ser o pedido de "impeachment" no decorrer do ano de 2015, conforme o andamento dos processos da Operação Lava Jato. A situação política da Dilma é insustentável.


Dilma, lágrima de crocodilo! Eu, éin?

Ossami Sakamori




quarta-feira, 17 de dezembro de 2014

Brasil pode sofrer ataque especulativo!


A imprensa e os analistas econômicos estão quietos sobre a crise cambial russa, evitando comentar sobre repercussão dela na economia brasileira. 

Apesar do aumento da taxa básica de juros dos títulos do governo em 6,5% passando de 10,5% para 17%, o rublo vem desvalorizando acentuadamente. O rublo caiu 11% frente ao dólar nessa terça-feira, sendo a queda diária mais aguda desde crise financeira de 1998. A moeda já acumula desvalorização de mais de 50% neste ano.

No rastro da última crise cambial russa em 1999, o Brasil sofreu "ataque especulativo" fazendo o dólar ser cotado no pico a R$ 2,16 que corrigido para hoje seria como R$ 5,50. O Armínio Fraga presidente "ad hoc" do Banco Central elevou a taxa Selic para o incrível patamar de 44,95% ao ano, para o país não entrar no "default", junto com a Rússia.

Crédito da imagem: Exame

Outra experiência brasileira no câmbio foi em outubro de 2002 com a eleição do Lula para presidente da República. O dólar bateu em R$ 3,82, que corrigido pela inflação, seria como se fosse o dólar cotado a R$ 8,00. Foi preciso que o Lula, mesmo antes da posse, nomeasse o banqueiro tucano Henrique Meirelles para  o cargo de presidente do Banco Central para acalmar o mercado.

O Brasil encontra-se numa situação semelhante às duas crises citadas, a da crise cambial russa em 1999 e da crise de falta de credibilidade do governo do PT em 2002. Os especuladores internacionais, aproveitam dos momentos de fragilidade da situação econômica/ política do país para fazer "ataque especulativo".


O Brasil da Dilma reúne todas condições para sofrer o "ataque especulativo" na esteira do "ataque especulativo" que enfrenta a Rússia do Putin. O Brasil está sem credibilidade com os escândalos da Petrobras e com as gambiarras feitas para fechamento da conta fiscal de 2014. Ingredientes não faltam.

Pode sim, o Brasil sofrer "ataque especulativo" !

Ossami Sakamori




terça-feira, 16 de dezembro de 2014

As ações da Petrobras despencam!



Crédito da imagem : Estadão

Ontem, segunda-feira, as ações da Petrobras depencaram. As ações ON e PN da Companhia chegou a cair 10% em relação ao fechamento de sexta-feira. As ações ON fechou cotado a R$ 8,54 e as ações PN fechou cotado a R$ 9,18.

A queda das ações da Petrobras já era prevista com cenário desfavorável à Companhia, sobretudo em função do andamento da Operação Lava Jato e a queda do preço internacional do petróleo. Este blog publicou matéria sobre a Companhia em 09/12/2014 e 12/12/2914, respectivamente com os títulos: "Petrobras virou mico" e "Petrobras está afundando". Vale a pena ler o que foi dito naquelas matérias, antecipando as notícias da grande imprensa.


Ontem a noite, The Economist.com, publicou extensa matéria sobre a situação da Petrobras, destacando o depoimento da Venina Veloso publicada no Valor Econômico de 12/12/2014. Disse The Economist.com que a Petrobras até a pouco tempo era orgulho do Brasil. Disse também, que a Petrobras está envolvido em esquema de suborno de R$ 10 bilhões revelado pela Polícia Federal e a imprensa.

A Operação Lava Jato ainda está longe de terminar. Falta ainda investigar as ladroagem na Transpetro cujo diretor era nomeado do PMDB, Sérgio Machado. O importante, ainda falta revelar os nomes dos deputados e senadores beneficiários do esquema de corrupção, por terem os mesmos foro privilegiado. As investigações sobre os parlamentares vão atravessar o ano de 2015. Enquanto isto, a Petrobras ficará de mãos atadas em relação aos investimentos tanto na área de refino como na área de exploração de petróleo. Literalmente, a Petrobras vai parar.

Não tem como diagnosticar o contrário. As ações da Petrobras continuará caindo, com ligeiras recuperações no meio do caminho, por conta dos especuladores que aproveitam da situação para ganhar dinheiro com a variação expressiva das cotações das ações da Companhia. O momento não é para pequenos investidores movimentar as ações da Petrobras. 

Ossami Sakamori



segunda-feira, 15 de dezembro de 2014

Levy fará confisco da poupança?

Joaquim Levy, ministro de Fazenda da Dilma

Há insistente boato sobre confisco da poupança nas redes sociais e na imprensa marginal. Em sucessivas matérias venho afirmando de que esta possibilidade é quase nula. Digo, quase nula, em função do pensamento do novo ministro Joaquim Levy e o quase vem da mente doentia da Dilma. A medida se for  tomada, seria como colocar por terra o plano de recuperação da credibilidade do Brasil no cenário internacional. Eu já disse que a medida seria como cuspir para cima conscientemente. 

O povo brasileiro ficou traumatizado pelo confisco de todos ativos disponíveis na medida econômica impactante do governo Collor. Vamos com calma. O cenário econômico à época era bem diferente, era saída da desastrado Plano Cruzado do Sarney. Lembrando que no último mês do governo Sarney a inflação bateu 80% ao mês. Estamos, no cenário de inflação batendo no teto de 6,5% ao ano, o que é bem diverso daquele quadro vivido.

Zélia Cardoso de Melo, ministra de Fazenda do Collor

Há um ponto de discórdia entre o pensamento do novo ministro Joaquim Levy e a própria presidente Dilma, quando a utilização do dinheiro da poupança para financiar o programa Minha Casa Minha Vida.  O pensamento do Joaquim Levy expresso em mídia é de que os recursos da caderneta de poupança de liquidez imediata não deve financiar programa de longo prazo como é o programa Minha Casa Minha Vida. Neste ponto Joaquim Levy tem toda razão. Pelo Joaquim Levy, a capitação via caderneta de poupança para financiar investimentos de longo prazo não será levado ao efeito.

O fato é que a aplicação em poupança no cenário previsto para o ano de 2015 é totalmente inadequado para aplicação em volume de recursos expressivos. Conforme já alterado o cálculo do rendimento da poupança, a aplicação perde de longe de aplicações em outros rendimento de renda fixa.  A aplicação no Tesouro Direto vai ser uma das melhores aplicações para volume acima de R$ 50 mil, pelo menos para o ano de 2015.  O Tesouro Direto é remunerado com rendimento baseado na taxa de juros Selic. Com a taxa de juros Selic, já sinalizado pelo Banco Central, deverá remunerar 12% ao ano bruto, sem dúvida, será aplicação segura que repõe eventual inflação alta.

Investimento certo e seguro

A política econômica (sic) da presidente Dilma encomendada ao ministro Joaquim Levy está longe de ser unanimidade dentro da equipe econômica, sobretudo aos que fazem parte do PT. Digamos que haverá confronte entre o "tucano" Joaquim Levy e os outros ministros "petistas". O nome forte do lado petista é a atual ministra do Planejamento Miriam Belchior. O mercado financeiro está de olho nisso. A recuperação da credibilidade do governo Dilma não se resume no nome do ministro da Fazenda, mas sim na sintonia de execução da política econômica pelos diversos ministros da área econômica e dos bancos de fomento federal.

Miriam Belchior, economista de confiança da Dilma

Pelo precedente de atitudes tomadas pela presidente Dilma, intempestivamente, duvido que Joaquim Levy possa levar a termo o seu pensamento econômico "tucano".  Dilma é inconsequente, é incompetente e centralizador. Afirmo que a gestão econômica do segundo mandado da Dilma será um desastre! Dilma só tem cabeça para a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" da população. Isto é ideia fixa da Dilma que não encontra ressonância na cabeça do Joaquim Levy.

Crédito da imagem : Agência Globo

O que se sabe de antemão, diante do quadro apresentado, é que a economia do Brasil, em 2015, será um desastre!

Ossami Sakamori



domingo, 14 de dezembro de 2014

Dá para ser feliz, assim?


Contrastando com o ano de 2013, este final de ano vai ser triste, muito triste. Explico minha angústia e indignação. No ano de 2013 houve enfim o desfecho do julgamento do processo "mensalão", graças ao esforço e coragem do então presidente do STF Joaquim Barbosa. 



Este final do ano, sobretudo nos últimos meses, as notícias sobre ladroagem na Petrobras tomou conta dos noticiários da grande imprensa. O povo denominou-a de "petrolão", a ladroagem na Petrobras. O esquema de ladroagem só está sendo desvendado pelo juiz federal de primeira instância Sérgio Moro, graças a sua coragem em enfrentar o esquema da "facção criminosa" que tomou conta do país há 12 anos.



Pela explanação do procurador do MPF - Ministério Público Federal, as investigações da Operação Lava Jato, nessa primeira fase, apenas investigou as duas diretorias da Petrobras, quais sejam as subordinados ao Paulo Roberto Costa e Renato Duque, respectivamente a do Abastecimento e do Serviço. Ainda segundo o procurador do MPF, o Paulo Roberto Costa fez arrecadação para o PP no montante de R$ 250 milhões e Renato Duque para o PT no montante de R$ 650 milhões. Tudo produto da ladroagem na Petrobras.



Não se sabe ainda o tamanho do buraco, mesmo nas áreas investigadas pelo MPF. O ex-gerente executivo da diretoria de Serviço Pedro Berusco, subordinado ao diretor Renato Duque, fez acordo de "delação premiada" prometendo devolver US$ 97 milhões, equivalente a cerca de R$ 260 milhões que estariam em seu nome pessoal.



Agora aparece, segundo o jornal Valor Econômico, do grupo econômico dos Marinhos, uma figura do segundo escalão denunciando e confirmando o esquema do "petrolão", revelando outras ladroagens que era desconhecido do público. Trata-se da geóloga Venina Veloso Fonseca lotado na área de Abastecimento da Petrobras. Segundo Venina, após o relato do que vinha acontecendo na área da diretoria de Abastecimento, para o então diretor Paulo Roberto Costa, teria recebido advertência pelo mesmo, apontando ao foto do Lula: "Você quer derrubar todo mundo?"



A geóloga Venina, entre outras denúncias aponta a cobrança sub-faturada de óleo no exterior, sobretudo em Singapura, onde esteve lotado como chefe da unidade da Petrobras. Segundo a Venina, o sub-faturamento era de cerca de 15% do valor da venda. Ainda segundo Valor Econômico, a Petrobras já teria corrigido a irregularidade.



Outra denúncia da Venina que me deixou estarrecido é de que a Petrobras teria pago, através da diretoria de Abastecimento da Petrobras, R$ 54 milhões para agência de propaganda de serviços não executados.  Isto me lembrou bem sobre o serviço de locação de computadores por uma empresa de Santa Catarina para com o PT no montante de R$ 24 milhões. Não fosse uma empresa montada em setembro deste ano, no decorrer da Campanha de Dilma, sendo o proprietário um motorista de ônibus, não causaria tanta dúvida. 



Na outra ponta, no lado do contribuinte, a Dilma nomeou um ministro da Fazenda, tucano, Joaquim Levy para entre outras medidas fazer voltar a CIDE sobre os combustíveis e algumas outras medidas que deverão reforçar a caixa do Tesouro na tentativa de gerar superávit primário de 1,2% na execução orçamentária de 2015. 



A Dilma é leniente com os diretores da Petrobras, apesar de tanta evidência, mantendo os nos respectivos cargos, mas busca suprir o rombo causado pela ladroagem dos cofres públicos indo direto nos nossos bolsos, os dos contribuintes. Enquanto isso, Dilma vai tirar férias na Base Naval de Aratu em Salvador, pagas com dinheiro nosso, o dos contribuintes.



Dá para ser feliz, assim?

Ossami Sakamori
@SakaSakamori




sexta-feira, 12 de dezembro de 2014

Seremos felizes em 2015 com Dilma presidente ?

Seremos tão felizes em 2015, como parecem os três?

Há clima de apreensão sobre o destino do país para o próximo ano. A presidente Dilma nomeou o novo ministro da Fazenda Joaquim Levy para tentar acalmar o mercado. Nada disso serviu para acabar com a expectativa do mercado financeiro e do povo brasileiro. No entanto, nas entrelinhas de entrevistas dadas pelo presidente do Banco Central dá para "adivinhar" o que será o Brasil no próximo ano. 

Para facilitar a compreensão dos temas, vou enumerar em tópicos principais, motivos de preocupação dos empresários e do povo brasileiro.

Dólar.  

A moeda americana deverá seguir a trajetória ascendente dos últimos dias. O dólar comercial deve ultrapassar o limite psicológico de R$ 3,00 já no início do ano, isto se não acontecer ainda neste final do ano. O dólar turismo deverá estar contado ao redor de R$ 3,20, acompanhando a cotação do dólar comercial. 

Lembrando que o valor corrigido do dólar, desde a implantação do Plano Real, corrigindo pela inflação do período e descontando a inflação americana do mesmo período, o dólar comercial deveria estar cotado a R$ 3,10. Isto é apenas referência, já que o dólar é flutuante. 

A pressão pela alta do dólar vem da recuperação da economia americana que voltou a crescer acima de 2,5% ao ano. Se consolidada esta posição de crescimento, no primeiro trimestre do ano que vem, é certo que os EUA aumentarão a remuneração dos seus títulos de curto prazo dos atuais 0,25% para algo em torno de 2,0%. Caso consolide esta situação, haverá migração de investimentos estrangeiros em títulos públicos brasileiros para os EUA, provocando a subida do dólar.

Não há sinalização de que o Banco Central continue com a intervenção no mercado de câmbio, via venda de títulos denominados "swap cambial tradicional", o dólar "fake". Atualmente, o Banco Central trabalha com o estoque de US$ 100 bilhões em títulos cuja remuneração é baseado na variação cambial. É uma sofisma para segurar o dólar, sem ter que queimar a reserva cambial brasileira, hoje em torno de US$ 375 bilhões.

Selic.

A taxa básica de juros, Selic, deverá estar acima de 12%, pelo menos no ano de 2015. Vai depender muito da revoada dos agiotas internacionais que estão posicionados em títulos públicos brasileiros. No momento, o Brasil pratica uma das maiores taxa de juros entre os 40 países com maiores economias do cenário internacional.  A conta é simples. Se o Tesouro paga 12% ao ano de juros para inflação de 6,5% ao ano, os juros reais corresponde a 5,5% ao ano. 

Há um equívoco na concepção dos formuladores da política econômica que utiliza somente a taxa de juros como instrumento de combate à inflação. Esquecem o ministro da Fazenda e presidente do Banco Central de que a inflação é causado pela expansão da base monetária. Sendo assim, o instrumento mais adequado para conter o consumo desenfreado seria o aumento do depósito compulsório dos bancos.  O fato é que o governo petista tem dado privilégio ao setor bancário, por isso, não penaliza os bancos. O setor bancário nunca ganhou tanto dinheiro nos 12 anos do governo petista.  Para o setor bancário, quanto pior crise, mais ganha dinheiro.

Confisco.

Há rumor e desconfiança do povo brasileiro de que possa haver confisco de poupança e de outras aplicações à moda "Collor". Em tese, esta medida imaginada pela população vai contra a preocupação da Dilma de recuperar a credibilidade do Brasil perante o mundo. É como cuspir para cima. O efeito deste tipo de medida é devastador. Se Dilma pretendesse uma solução heterodoxa, não teria nomeado o "tucano" Joaquim Levy para a Fazenda.  Posso afirmar, sem medo de errar que não haverá confisco de poupança ao estilo Collor. Poderá, eventualmente, mudar alguma regras para aplicação pelos bancos captadores.

Gasolina.

Apesar de preço internacional do petróleo ter caído nos últimos 12 meses em cerca de 40% e a Dilma ter aumentado o preço dos combustíveis logo após as eleições, o governo Dilma será forçado ao aumento do preço dos combustíveis em função da valorização do dólar e da ladroagem na Petrobras.

Já é consenso de que a Dilma vai editar medidas para a volta da alíquota do CIDE - Contribuição de Intervenção do Domínio Econômico ao redor de 10% sobre o preço de combustíveis na refinaria. 

Somado a valorização do dólar e necessidade do governo de arrecadar mais para cumprir a meta fiscal de 2015, é certo que virá o aumento de combustíveis no primeiro semestre do ano de 2015.

A arrecadação extra, também, servirá para Petrobras cobrir os rombos decorrentes da ladroagem descoberto na Operação Lava Jato e cobrir os investimentos micos da exploração do "pré-sal".  Lembrando que neste final de ano, a Petrobras necessitou de reforço de R$ 9 bilhões para poder fechar o caixa em azul. Vem mais contas para o contribuinte pagar.

Inflação.

As últimas declarações do Alexandre Tombini, presidente do Banco Central, dá a entender que o governo trabalhará com inflação no teto da meta, com alguns deslize anunciados ultrapassando o teto de 6,5% ao ano.  Avisados já fomos!

Com o ajuste do câmbio no patamar mais elevado, com aumento de taxa de juros básicos e aumento de tarifas administradas acima da inflação, é inexorável que a inflação ultrapasse, pelo menos no primeiro semestre, rompendo o teto da meta, e perigosamente aproximando de dois dígitos.

Nem precisa de muita inteligência para saber que no primeiro semestre, a inflação chegará bem próximo de 10% ao ano. 

Consumo.

Diante do quadro mostrado, o incentivo ao consumo, como foi feito equivocadamente no primeiro mandato da Dilma, seria como tiro no pé. Todo esforço para o ajuste fiscal pretendido pelo ministro Joaquim Levy da Fazenda, Nelson Barbosa do Planejamento e Alexandre Tombini do Banco Central irá água baixo. Estimular o consumo no próximo ano é pedir para Joaquim Levy sair. 

Emprego.

A criação de novos empregos para a situação descrita acima não ocorrerá. Poderá ter algum setor que se beneficie desta nova matriz econômica, como o setor agrícola e setor de mineração, mas o restante dos setores que compõe o PIB estará em recessão ou em compasso de espera, não vislumbrando criação líquida de novos postos de trabalho. Ah! Ia me esquecendo, o setor bancário agradece o caos da economia!

Bolsa Família e Bolsa Empresário.

Apesar de ministro Joaquim Levy ter dito que deverá cortar os programas sociais, isto não acontecerá. A pressão da Dilma para manutenção do programa Bolsa Família e a manutenção do programa PSI, Bolsa Empresário, deverá ser suficientemente determinante para manutenção dos nomes da equipe econômica no poder. Viro mico, se Joaquim Levy e Nelson Barbosa cortarem os dois programas carros chefes do governo petista. 

Conclusão.

No entanto, com a presidente que só pensa na manutenção da sua popularidade, pode ser que tudo que foi dito acima, não se cumpra e o Brasil continuar a viver o "caos" da desorganização da economia, tão somente para manutenção da a "sensação do bem estar" e da "sensação do poder de compra" do povo.

Eis a situação econômica do país a deslumbrar no ano de 2015. Quanto ao ano de 2016, só Deus sabe.

Ossami Sakamori




Petrobrás está afundando!

Petrobras afundando !

Não adiante, só notícia ruim para Petrobras e de sobra para nós contribuintes. Nem sei por onde começar a matéria de hoje, de tantas notícias ruins. Vamos começar, então, pela operação socorro de R$ 9 bilhões do Tesouro para tapar o buraco da Companhia.

Foi anunciado ontem de que o Tesouro vai avalizar a capitação de R$ 9 bilhões pela Petrobras para reforçar a caixa da Companhia. O rombo decorre do fornecimento de gás para as usinas térmicas que por sua vez vem sendo subvencionado pela Eletrobras.  Grosso modo, o empréstimo decorre da dívida da Eletrobras de R$ 3 bilhões que não consegue honrar. Acrescente a isso a necessidade de fazer caixa para honrar outros passivos da Petrobras. Enfim, a dívida de R$ 9 bilhões da Companhia vai sobrar para nós, contribuintes.

Por outro lado, na operação Lava Jato, houve oferecimento de denúncia de 36 pessoas, entre elas o Paulo Roberto Costa, Alberto Youssef e diretores das empreiteiras envolvidos. Segundo o procurador de justiça do caso, a Operação Lava Jato vai prosseguir, agora, nas demais diretorias da Petrobras. O processo vai ser longo e penoso para Companhia, sobretudo se mantido a Graça Foster na presidência da Companhia. Dima já sinalizou que vai mantê-la no cargo custe o que custar. Como a Petrobras tem controle acionário da União, afinal a conta vai sobrar para nos, contribuintes.

Esse beijo vai sair caro!

Lá de Nova York, a notícia é de que mais 5 escritório de advogacia entraram com ação de reparação de prejuízo na compra de ADRs da Petrobras, no período de maio de 2010 a novembro de 2014. Segundo notícias vindo de lá, a ação vai ser julgado num pacote só. Como já houve julgamento favorável aos prejudicados em ação semelhante de uma companhia americana, o julgamento deve ocorrer nos próximos 2 anos, na minha avaliação.

No front interno, os empregados dos empreiteiros e dos subempreiteiros, das obras dos empreiteiros envolvidos na Operação Lava Jato, estão acionando a Petrobras por ser o contratante principal. Não se sabe exatamente quantos operários estão ou estarão nesse processo de dispensa involuntária. O fato que o prejuízo será arcada pela Petrobras. Claro, a conta vai sobrar para nós, contribuintes.

A última notícia ruim de hoje, é que o preço internacional do petróleo continuam caindo. Ontem, o óleo pesado, WTI, fechou a US$ 63 o barril. Lembrando que o custo de exploração do nosso pré-sal varia entre US$ 45 a US$ 70, segundo institutos independentes. A projeção dos analistas é que o preço deve cair ao nível de óleo leve Brent a US$ 60 e WTI a US$ 55, para os próximos 2 anos. Diante do fato novo, os investimentos no pré-sal ficarão postergados e o royalties do óleo pré-sal para educação e saúde ficarão cada vez mais como miragem do Lula e Dilma. 

Literalmente, a Petrobras está afundando!

Ossami Sakamori