quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

Brasil tem futuro?


Na data de ontem, dia 17 de fevereiro, lancei um e-book no espaço cedido gratuitamente pelo Google, sob o título : Brasil tem futuro?  Certamente, não serei o primeiro e nem o último a discorrer matéria sobre um tema tão importante como este. Apesar de ter suspendido o acesso para o endereço a mim consignado, o Conselho do Google, acatou o meu pedido de reconsideração e o e-book está com o acesso liberado para qualquer interessado.

Bem, o assunto já está superado, felizmente. Mas tratarei do assunto do meu e-book e o motivo pelo qual resolvi transformar em matéria apartado deste blog. 

Este blog tem feito oposição ao governo do PT e especificamente ao governo Dilma, desde 15 de fevereiro de 2012, portanto há 4 anos. Quando iniciamos este blog, a presidente Dilma estava com 77% de aprovação do seu nome, considerado entre bom e ótimo. Independente do índice de aprovação, o governo Dilma  estava cometendo equívoco ou um erro sistêmico na política econômica. 

Não vou me alongar aqui, os detalhes do equívoco da política econômica. Foram cansativos 1999 matérias que versava sobre a política econômica equivocada e sobre ladroagem na Petrobras. Foi preciso mais de 3 anos para que a imprensa em geral, os economistas de renome e os articulistas econômicos, a iniciar críticas à política econômica da presidente Dilma. Este blog já vinha alertando o governo Dilma, sobre o equívoco da política econômica, havia 3 anos. Igualmente, este blog já falava na ladroagem na Petrobras, sem que houvesse ecos no meio dos formadores de opinião.

O fato é que, o Brasil de 2015 viveu os momentos mais negros da história recente. O País entrou em retração de 3,8% no PIB, segundo Banco Central, em 2015. O Banco Central e os agentes econômicos esperam igual índice para o ano de 2016. A alerta do equívoco na política econômica, não serviu para nada. O Brasil viveu e viverá os piores momentos na sua vida econômica e social. E de quebra, a presidente Dilma está com índice de aprovação abaixo de 10%. Não há sustentação política da presidente Dilma. 

Há possibilidade de cassação do mandato da presidente Dilma, pelo TSE, até agosto deste ano. Havendo a cassação da chapa Dilma/ Temer, haverá novas eleições para o cargo de presidente e seu vice, 90 dias após a renúncia ou cassação. Certamente, a política econômica virá à discussão pelos candidatos ao cargo de presidente da República. É aqui que mora o perigo!

Os parlamentares da oposição criticam a política econômica equivocada da presidente Dilma, mas não sabem o que estão falando. Os parlamentares e especificamente os candidatos à vacância de cargos da presidência e vice, nem sabem o que estão a falar. Para simplificar o debate, já nomeiam antecipadamente o ministro da Fazenda quando ganhar eleições para a presidência da República. No meu entender, isto não basta. 

Não basta aos candidatos à presidência fazer nomeação antecipadas do ministro da Fazenda. É necessário que o futuro presidente da República tenha conhecimento da macro economia e as alternativas para tirar o País do atoleiro que se meteu.

De princípio, os candidatos à presidência defendem os "3 eixos" da política econômica. Os eixos em discussão entre os candidatos são: equilíbrio fiscal, Banco Central independente e câmbio flutuante. Pensamento tão simplista a mim parece infantil. Mais do que infantil, este tipo de conceito da política econômica que levaram os sucessivos governos a equívocos, pela ignorância, pela incompetência e até pela má fé. Fico preocupado que muitos candidatos ao ministros da Fazenda, estão vendendo "ilusões" ao povo. 

O Brasil tem futuro, sim! Mas, que o presidente faça primeiro o dever de casa e elabore um plano de desenvolvimento sustentável ao País. O "roteiro" a seguir está apresentado no e-book: Brasil tem futuro?. 

Mias importante do que isto é que os formadores de opinião conhecerem as alternativas que levem o Brasil ao desenvolvimento sustentável, até para cobrar posturas dos candidatos à presidência da República. 

Ossami Sakamori










@Japa_Saka


Os Lusíadas


Por professora Ana Paula de Araújo.

"Os lusíadas" de Camões é mais que uma obra literária, pode-se dizer que é uma obra de arte, tal foi o emprenho do autor em mantê-la com esta regularidade formal. Considerado o maior poema épico da língua portuguesa, foi publicada em 1572, com apoio do Rei Dom Sebastião. 

O poema conta a história sobre perigosas viagens marítimas e a descoberta de novas terras, povos e culturas, exaltando o homem navegador, aventureiro, cavalheiro e amante, é destemido e bravo, e enfrenta mares desconhecidos em busca dos seus objetivos. 

Como foi típico do Renascimento, o poema não poderia deixar a característica antropocentrista de exaltação do homem e de suas faculdades mentais, psicológicas. Em plena expansão marítima de Portugal e de toda a Europa o sentimento conquistador e e heroico era completamente oportuno para ser incutido na literatura da época.

Além de narrar o caminho para a descoberta das índias, a epopeia fala sobre as grandes navegações, o império português no Oriente, os reis e heróis de Portugal, dentre outros fatos que o tornaram um poema histórico, enciclopédico. Em paralelo, desenvolve-se também uma história mitológica, envolvendo lutas entre os deuses do Olimpo: Vênus e Marte, Baco e Netuno.

Em "Os Lusíadas" podemos encontrar ideais renascentistas, imperialistas e nacionalistas, cristãos e pagãos, épicos e líricos, ufanistas e críticos, clássicos e barrocos. Com esta quantidade de contrapontos que se cruzam, Camões foi reconhecido como grande literato, elaborando uma obra com uma linguagem muito rica.

O texto acima foi reproduzido na forma como foi exposta pela professora Ana Paula Araújo, disponível no Google. 

Nota: 

Hoje, estou de luto. Meu recém lançado e-book: "Brasil tem Solução?" foi removido por seu conteúdo não estar de acordo com os "Termos de Aceitação do Acordo de hospedagem. O pedido de reconsideração está em processo de análise. 

Ossami Sakamori












quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Tenha dó de nós, Dr. Janot !

Crédito da imagem: Estadão.

Para o Procurador Geral da República Rodrigo Janot, as condutas apontadas pelo PSDB nos processos que correm contra o registro da chapa Dilma/ Temer, "ou não tiveram o grau de ilicitudes atribuídos, ou não os beneficiaram diretamente ou tiveram pouquíssimos desdobramentos".

Disse ainda, o Rodrigo Janot, na sua argumentação no processo que corre no TSE, "para que se possa concretamente falar em cassação de diploma ou mandato de um presidente da República em "tão amplo cenário de eleitores", as condutas a ele atribuídas devem ser, já à primeira vista, gravíssimas, a ponto de impossibilitar qualquer questionamento sobre sua influência nefasta. E não é o contexto desenhado neste processo".

Por outro lado, o juiz federal Sérgio Moro, respondendo questionamento do TSE sobre a questão apresentada pelo PSDB, no processo de cassação de mandato da chapa Dilma/ Temer, foi categórico em afirmar  que houve sim o uso de dinheiro da "propina da Petrobras", na campanha da Dilma em 2014. O juiz federal Sérgio Moro, ainda, aponta as testemunhas, como serem passíveis de serem ouvidos pelo TSE, para consolidar o seu entendimento sobre o assunto.

Data vênia opinião do Procurador Geral da República, independente do voto que a chapa Dilma/ Temer tenha alcançado no pleito de 2014, o pífio apoio popular da presidente Dilma, menos de 10% da população, cai por terra a argumentação de que Dilma/ Temer tenha sido eleito pela ampla maioria da população. 

Pelo Procurador Geral da República Rodrigo Janot o Brasil viverá os piores crise de credibilidade de um presidente da República e País esperar por "convulsão social". O Procurador Geral da República deve estar vivendo no "mundo da lua", totalmente dissociado da realidade brasileira.

No entanto, em parecer ao TSE, o vice  Procurador Geral eleitoral Eugênio José de Aragão, contrariou a opinião do Procurador Geral Rodrigo Janot e deu parecer favorável ao compartilhamento de provas da Operação Lava Jato no processo de cassação da chapa aberto pelo PSDB, contra a presidente Dilma Rousseff e o vice Michel Temer. 

Aproveitando. Acho estranho que para o Doutor Janot só tem Eduardo Cunha como recebedor de propina da Petrobras. Doutor Janot, não tem outros, como Renan Calheiros, presidente do Congresso Nacional, e quase uma centena de outros beneficiários do esquema de propina da Petrobras? Doutor Janot, o chefe da facção criminosa se chama Lula da Silva e seu lugar tenente Dilma.



Tenha dó do povo, Dr. Janot !
Ossami Sakamori











@Japa_Saka

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

A quebra do mito Armínio Fraga.

Crédito da imagem: Estadão
Armínio Fraga ex-presidente do Banco Central no governo FHC e diretor do mesmo no governo Fernando Collor entre 1991 a 1992, estava indicado pelo candidato Aécio Neves como ministro da Fazenda, se vencesse eleições de 2014. 

Armínio disse ao jornal Estado de que se tivesse no governo, promoveria uma grande mudança no regime econômico e alerta que o Brasil está correndo bastante risco.

Armínio Fraga disse ao Estadão que, com a chegada do presidente Lula, parecia que o Brasil havia achado um caminho bom, com mudanças no lado social, e sem seguir a cartilha do PT, sem quebrar o Brasil. A frustração hoje é muito grande porque o Brasil chegou a bater na trave, afirmou ele. 

Para Fraga, o Brasil perdeu o rumo durante o governo Lula, e acordou num “pesadelo de um país paralisado, com um modelo ruim que não está sendo corrigido”, se referindo ao governo da Dilma. Em perguntado pelo repórter do Estado se ele via alguma esperança no Brasil, respondeu, secamente: "decrescente".

Armínio Fraga é empresário e operador do mercado financeiro, ex-diretor do Banco central no Fernando Collor, ex-presidente do Banco Central do Fernando Henrique e ex-indicado ao cargo de ministro da Fazenda pelo candidato Aécio Neves. Foi também principal executivo do mega investidor húngaro-americano George Soros.

Armínio carrega no seu currículo o "bloqueio da poupança" no governo Collor como diretor do Banco Central e como presidente do mesma instituição no FHC, pagou o juro Selic mais alto dentro do Plano Real (45%). Credencial não falta para "não ocupar" o cargo de ministro da Fazenda de nenhum governo, neste ou no futuro. 

Um cidadão que se diz "decrescente" em relação ao futuro do Brasil, não merece ocupar cargos em qualquer governo.  

Armínio Fraga não é solução para o Brasil !

Ossami Sakamori


matrix. Reforma tributária, já!


O último tema de uma série de matérias sobre nova "matrix" econômica, é o mais espinhoso, é sobre a reforma tributária. Trata-se da reforma tributária e um ampla revisão do pacto federativo, em outras palavras, a simplificação tributária. Uma nova repartição dos tributos no País entre as entes federadas, terá que fazer parte obrigatória da agenda política do novo governo. A atual carga tributária no País tem feito o "custo Brasil" ser um dos mais altos do mundo.

A atual repartição de tributos entre os entes federados, grosso modo, 60% para União, 25% para estados e 15% para municípios, deve mudar. Pelo nível de concentração do bolo da receita da União, configura a "centralização" do poder. O modelo vai na contra mão da boa norma de administração pública que seria a "descentralização" do poder. A extensão territorial do Brasil exige que haja descentralização dos atos do governo. É um projeto para ser implementado ao longo do tempo, mas terá que fazer uma hora, terá!

Outro problema é o emaranhado de leis sobre tributos, sobretudo em nível federal. Há mais de 80 impostos, contribuições e tarifas, em sua maioria na esfera do governo federal. A complexidade das leis sobre o tributo é demonstrado pelos R$ bilhões discutido em nível do Carf - Conselho Administrativo de Recursos Fiscais, o que é uma anomalia. 

Para começar, não deveria existir o Carf. O Conselho é mais uma instância para grandes devedores discutirem os tributos "sonegados" para efeito de "protelação" dos pagamentos. Os contribuintes ganham no Conselho, em querendo, até 10 naos de prazos, até que a discussão termine. Com extinção do Carf, a discussão, se houver, deverá ser decidido diretamente em nível do judiciário. Desta forma, evitaria corrupção para "aliviar" o pagamento de impostos mediante pagamento de "propinas". 

Há muita dificuldade de ordem administrativa e fiscal de reduzir o número de impostos, contribuições e tarifas, mas é uma tarefa que em algum momento deverá ser feito. Após período de transição, deveria terminar em: 

Na área federal:

Imposto de Renda
Imposto de Produtos Industrializados - IPI
Imposto sobre Operações Financeiras - IOF
Imposto sobre Geração de Energia - IGE (novo).
Contribuição Social. 

Na área estadual:

Imposto de Circulação de Mercadorias - ICMS
Imposto de Propriedade de Veículos Automotores - IPVA
Imposto sobre Operações imobiliárias - ITBI

Na área municipal:

Imposto sobre Serviços - ISS
Imposto territorial - IPTU

A simplificação tributária e a reforma tributária envolvendo entres da federação não é tarefa fácil, mas deve estabelecer uma meta e implantar gradualmente, num horizonte razoável.

Com a simplificação tributária, e centralização dos dados entre os fiscos federal, estadual e municipal em mesmo Cadastro Geral de Contribuintes - CGC, eliminaria a sonegação e facilitaria a fiscalização. Não vejo motivo porque cada ente da federação tem os seus cadastros próprios sem conexão de dados com outros níveis de esfera administrativa. 

O Brasil não aguenta mais o aumento da carga tributária. A simplificação tributária, poderá trazer aumento na arrecadação, sem que haja necessidade de aumento de carga tributária. Mas, isto é uma tarefa para ser implementado ao longo de 10 anos, imagino. A tarefa não é fácil, mas é necessária. 

Reforma tributária, já!

Ossami Sakamori












segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

SOS PETROS!


Mais uma década sob o comando de diretorias nomeadas com base em interesses político-partidários e sindicais conduziram a Petros à situação patrimonial mais preocupantes de sua história.

Nossa fundação já teve outros momentos difíceis, com o registro de grandes déficits atuariais. Mas esses déficits resultavam muito mais de falta de aporte da patrocinadora do que perdas decorrentes de má aplicação de patrimônio.

O que ocorre hoje é diferente. Embora a versão oficial queira atribuir a verdadeira calamidade que se abateu sobre o nosso patrimônio a questões puramente conjunturais, a realidade é bem outra. A ação deletéria de gestões voltadas para o atendimento de interesses alheios aos objetivos da fundação alterou o perfil de investimentos aumentando o risco e diminuindo acentuadamente a liquidez. Investimentos seguros em renda fixa que atendiam à meta atuarial foram liquidados para adquirir posições em renda variável sem liquidez, sem perspectivas de proventos compatíveis com a meta atuarial e sujeitas a riscos muito maiores. Vários desses investimentos simplesmente fracassaram e viraram pó, acarretando prejuízos na casa de bilhões de reais.

No momento em que a bolsa de valores começou a refletir de forma mais sustentada a crise pela qual atravessa o país, a fragilidade e a temeridade da política de investimentos imposta de fora para dentro na Petros apareceu em toda a sua magnitude. Refém de uma carteira de renda variável altamente concentrada e de baixa liquidez, a Petros viu seu patrimônio minguar rapidamente sem muita margem – e sem nenhuma iniciativa, diga-se de passagem – para limitar as perdas. Em dezembro de 2013 algumas manobras que levaram à supervalorização de ativos evitaram que o déficit superasse 10% das provisões. Em dezembro de 2014 uma manobra atuarial reduziu o déficit em 4 bilhões de reais, usando o truque de aumentar radicalmente a taxa de mortalidade. Evitou-se assim, mais uma vez, que o déficit superasse os 10% o que, pela regra então vigente, obrigaria ao equacionamento com contribuições paritárias da patrocinadora e participantes.

Quando 2015 começou, já havia a certeza de que o ano terminaria com déficit – o terceiro consecutivo. A necessidade de equacionamento prevaleceria. Veio à tona o movimento no sentido de alterar a regra de equacionamento, o que poderia vir a postergar a necessidade de aportes extraordinários. A regra foi mudada, mas a essa altura o déficit já havia explodido, de maneira que a nova regra atenuou, mas não conseguiu evitar a necessidade de equacionamento.

Paralelo a isso, e já no início do ano, a casa literalmente caiu dentro da Petros, e a diretoria foi substituída, sendo nomeado presidente o sr. Henrique Jäger, cidadão sem qualquer experiência prévia na gestão de fundos de pensão. Suas maiores credenciais eram sua filiação ao PT e o exercício de uma assessoria na FUP. Mais um participante do mesmo grupo que havia trazido nosso patrimônio à situação em que se encontrava.

Em pouco tempo, o sr. Jäger mostrou a que veio. Retardou a divulgação dos resultados de 2014 o máximo que pode. Aceitou sem contestação um acordo espúrio entre a Petrobras e a FUP que onerou a fundação em 2,9 bilhões de reais sem qualquer contrapartida da patrocinadora. Chamado a depor na CPI dos fundos de pensão, dissimulou os fatos de forma a iludir os deputados, dando-lhes uma impressão falsa das verdadeiras causas dos problemas da fundação que dirigia. E, sobretudo, não se mostrou capaz de agir minimamente para deter as perdas de patrimônio que estavam ocorrendo. Pior: continuou a colocar os recursos dos participantes em investimentos de retorno para lá de duvidoso, como a encrencada usina de Belo Monte e a Invepar, uma empresa colossalmente endividada e deficitária. Não satisfeito, continua a descumprir com sua obrigação legal de informar os participantes. O último relatório divulgado é o de outubro de 2015, quando o déficit já superava os 15 bilhões de reais, mais do que duplicando nos seis meses de sua gestão. De lá para cá, os angustiados participantes são mantidos em total ignorância quanto a suas perspectivas. A única coisa que sabemos é que perderemos parte de nossos proventos a partir de 2017, sem qualquer estimativa de a quanto montará esse desfalque.

Frente a esse quadro, nós, um pequeno grupo de participantes que vimos acompanhando, há anos, as peripécias danosas da gestão sindicalista na Petros, criamos um abaixo assinado solicitando ao presidente da Petrobras e ao presidente do Conselho Deliberativo da Petros a não recondução da atual diretoria. No momento em que estas linhas são escritas, cerca de 1300 participantes já o assinaram.

Vem agora a AMBEP, maior associação a congregar participantes da Petros, por meio de nota pública, manifestar seu desagrado com relação a essa iniciativa e desqualificar seus autores, acusando-os de serem movidos por razões indignas.

É estranho a AMBEP opor-se a uma iniciativa em tudo compatível com a atual situação – afinal de contas o déficit da Petros mais do que dobrou nos primeiros 6 meses da administração do sr. Jäger, quadro que certamente se agravou mais ainda depois dos últimos dados divulgados. Esse fato em si, independente de qualquer abaixo assinado, obriga o Conselho Deliberativo a considerar seriamente a não recondução da diretoria. A AMBEP tem sido patrocinadora da luta que o grupo autor da iniciativa, subsidiando a maioria de suas viagens a Brasília onde atuam junto aos parlamentares na defesa da Petros. Isto mostra que a AMBEP sabe da nossa posição e até agora concordava com ela. A AMBEP prepara ações na justiça baseadas em nossas análises e denúncias para tentar minimizar o impacto do déficit sobre os assistidos. E o que está sendo proposto é uma iniciativa civilizada, democrática e oportuna, já que é em março que o Conselho delibera sobre a recondução. O que, então, justificaria à AMBEP posicionar-se contra ela de forma tão contundente?

Mais estranho ainda, é ter a AMBEP se arvorado a interpretar nossa motivação, atribuindo a iniciativa de pedir a substituição do sr. Jäger a uma correspondência que o mesmo enviou a Petros que intimidava a um de nós. Isto é absolutamente falso. Jamais os autores tomariam essa iniciativa por motivo tão restrito. Não somos crianças irresponsáveis para solicitar apoio coletivo dos participantes motivados por questão pessoal entre o presidente da Petros e um seu participante, questão essa, aliás, sem qualquer repercussão importante. Nós criamos o abaixo assinado porque, tendo analisado por anos a fio a gestão da Petros, concluímos que a do sr. Jäger é mera continuação das gestões anteriores, onde ação gerencial não obedece a critérios técnicos, mas a critérios políticos, ao compadrio, ou a qualquer outro critério, menos os que garantem aos participantes o recebimento até o fim de suas vidas do benefício que contrataram e pelo qual pagaram. Lutar pela modificação desse quadro por meios civilizados é de uma legitimidade indiscutível. Se a AMBEP se opôs a ele, foi para defender não só o sr. Jäger como o tipo de gestão que foi inculcado à Petros com o resultado que hoje a todos sobressalta.

Ao inventar uma interpretação falsa de nossos motivos, a AMBEP nos desqualifica, colocando-nos perante os participantes da Petros como irresponsáveis que mobilizam a todos em defesa de questiúnculas pessoais. O que pode ter levado a AMBEP a tentar ferir de morte seus próprios soldados, justamente os mais combativos na luta que ela até agora patrocinou?

Seja qual for a resposta a essa pergunta, é certo que a AMBEP decidiu por limites à luta em defesa dos participantes em que estava engajada.

Não submeteremos nossa luta a esses limites.

Abdo Gavinho,
Domingos de Saboya,
Raul Rechden,
Sérgio Salgado

Assine a petição: SOS Petros

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Dilma é "zika presidente" !

Crédito da imagem: Estadão

Pela falta de aceitação do seu governo pela população, presidente Dilma passa à ofensiva, programando exposição à mídia através de um tema muito delicado, sem solução no curto prazo, o combate aos mosquitos aedes aegypti, transmissor do "vírus zika". O marqueteiro orientou Dilma fazer campanha contra "zika vírus", o que não é exatamente o objetivo desta campanha, creio. 

A presidente Dilma afirmou "erradicar o zika vírus", como se com apenas campanha de esclarecimento erradicasse o vetor da doença que é o mosquito "aedes aegypti". O mosquito que transmite o "zika vírus" é o mesmo que transmite a doença de "dengue". Missão impossível "erradicar" o mosquito aedes aegypti, se não conseguiu erradicar nos últimos 13 anos do governo do PT. 

Lembro-me que há discussão sobre a "dengue" transmitido pelo mesmo mosquito, o "aedes aegypti", há pelo menos 10 anos, no Brasil. O surto da dengue iniciou no governo Lula da Silva, mas nada de concreto foi feito para "erradicar" o mosquito. A comunidade científica internacional desenvolveu a "vacina contra dengue", que terá comercialização liberada para próximos 6 meses. Vamos lembrar que a "dengue" foi descoberto pelo menos há 20 anos!

Segundo relato dos "infectologistas", a vacina contra "zika vírus", só ficará disponível para comercialização, no prazo de 5 anos. O que se noticia é que a "descoberta" da vacina está a acontecer nos próximos 12 meses. Os infectologistas informam que há rígido protocolo à seguir para que a vacina seja liberado para comercialização. E ponto final. Não haverá vacina nos próximos 5 anos!

O que os infectologistas afirmam é que com a disseminação da doença provocada pelo "zika vírus" na maioria da população, acontecerá a "resistência natural" da população contra "zika vírus". O que afirmou o ministro da Saúde sobre o tema do "zika vírus" é verdadeiro: sobre os adolescentes contraírem a doença para ficarem "resistentes" à doença. Apenas, concordo com a opinião pública, a forma como foi colocado à ideia do ministro, em forma de "deboche". 

Foi preciso o ministro da Fazenda Nelson Barbosa afirmar que não faltará verbas para "zika vírus", para acalmar a comunidade científica brasileira que desenvolvem a vacina contra "zika vírus". 

O efeito "pirotécnico" da presença dos militares, 200 mil homens ontem e mais 50 mil homens entre amanhã e quinta-feira, vai custar ao Tesouro nada menos que R$ 136 milhões. O ministro da Fazenda vir ao público afirmar que não vai cortar as verbas, das pesquisas da vacina contra "zika vírus", no valor de R$ 8 milhões, chega aos raios da indecência. 

A Dilma é uma "zika presidente" que mente que a "zika vírus" será erradicada. 

Ossami Sakamori











sábado, 13 de fevereiro de 2016

matrix. Brasil viverá crise de energia elétrica!


Apesar do projeto de reestruturação do setor elétrico na década de 1990, o novo modelo não garantiu a suficiente expansão da oferta de energia elétrica, e que levou o País a um grande racionamento de energia em 2001. Foi então que à partir de 2004 foram feitos ajustes no modelo com o intuito de reduzir os riscos de falta de energia e melhorar o monitoramento e controle do sistema elétrico no País.

No entanto, a Lei 12.783/2013, as empresas geradoras e transmissoras puderam renovar antecipadamente seus contratos de concessão desde que seus preços fossem regulados pela Aneel. O governo Dilma promoveu a mais desastrada medida de "redução tarifária", em 2013, com fim único de angariar a "popularidade" da presidente Dilma, visando a reeleições de 2014. O resultado todos sabem, deu no que deu. Os preços artificialmente deprimidos, voltaram à realidade tarifária à partir de 2014, provocando aumentos que chegaram a 50%, numa "tacada" só. 

O sistema elétrico nacional tem 136.000 MW de potência instalada, distribuídos da seguinte forma:

a) Micro Usinas Hidroelétricas...........      326 MW
b) Central Geradora Eolielétrica........   5.832 MW 
c) Pequenas Centrais Hidroelétricas.   4.783 MW
d) Usinas Solares..............................         15 MW
e) Usinas Hidroelétricas....................  84.703 MW
f) Usinas Térmicas............................   38.372 MW
g) Usina Nuclear...............................     1.990 MW

O pico de consumo de energia no Brasil ocorreu em janeiro de 2014, com 84.000 MW. Aparentemente, há aparente o "não uso" da potência disponível, mas não é. As usinas hidroelétricas dependem do regime de chuvas, o que torna refém de condições climáticas específicas como o do efeito "El niño". 

O sistema elétrico nacional depende muito da geração hidroelétrica, conforme demonstrado na tabela acima. A geração hidroelétrica depende dos níveis de reservatórios, que por sua vez depende do regime de chuvas. O País, só não teve racionamento de energia no ano de 2015, por conta da retração da demanda e utilização da geração de usinas térmicas à plena carga. A hidroeletricidade é uma energia limpa, mas tem o inconveniente de não poder contar com capacidade plena ao longo do ano e ao longo do tempo. 

Historicamente, o consumo de energia está acima do índice de crescimento econômico do País. O acréscimo está justificado pela utilização cada vez mais intensivo de energia elétrica no cotidiano da população. O crescimento da demanda de energia indica de certa forma o nível de desenvolvimento do País.  

Se, mesmo no ano de retração da economia, em 2015, estavam praticamente utilizando 100% da capacidade das térmicas, é de supor, pela lógica, que haverá "gargalo" na oferta de energia elétrica, se houver qualquer crescimento econômico, ao invés de retração da economia. O sistema elétrico brasileiro, já está utilizando quase a totalidade da disponibilidade elétrica, nos picos. 

No próximo ano, deverá entrar em operação a Usina Hidroelétrica de Belo Monte, com capacidade instalada de 11.000 MW e oferta média de energia de cerca de 4.500 MW. Estima-se que haja cerca de 50.000 MW de Usinas hidroelétricas possíveis de serem construídos em todo território nacional. Nenhuma Usina hidroelétrica de porte estão programados para serem construídos nos próximos anos. Inexoravelmente, o País viverá novos "apagões". Além de tudo, há limite de oferta de "hidroeletricidade" no horizonte próximo. 

Qualquer plano de desenvolvimento do País esbarra na oferta de energia elétrica. Pela falta de planejamento dos sucessivos governos, o Brasil viverá "crise de crescimento" em função da falta de oferta de energia elétrica. Isto já é demais para minha cabeça! Vamos lembrar que a atual presidente da República é especialista em "energia", segundo o seu currículo. Imagine, se Dilma não fosse especialista do setor!

Brasil viverá crise de energia elétrica!

Nota: O levantamento dos dados teve a contribuição do engenheiro Sérgio Resende @Slaresende

Ossami Sakamori












sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Lula e Dilma, seus lugares são na Papuda!

Dilma, dois são para mim, dois são para você!
Lula da Silva e Dilma Rousseff acertam em São Paulo, hoje, a estratégia para tentar "isolar" o Palácio do Planalto do efeitos das investigações que recaem sobre a figura do primeiro. Ficou claro que a presidente Dilma, também, rabo preso nas Operações sob investigações, se não fosse, não teira utilizado o avião presidencial para acertar os detalhes com o ex-presidente. Utilizou-se do "nosso avião" para combinar sobre extensão das maracutaias de ambos.

Vai dar "zika" na vida do Lula da Silva. O advogado Nilo Batista vai integrar definitivamente à equipe de advogados que cuidam dos processos que envolvem o ex-presidente às ladroagens. O Lula da Silva estava sendo defendido, até dezembro do ano passado, pelos advogados Roberto Teixeira e Cristiano Zanin, o primeiro deles, compadre do ex-presidente. Lula da Silva é investigado em diversos crimes que envolvem dinheiro público, o nosso dinheiro.

Lula da Silva é investigado em três frentes. A primeira investigação corre na Justiça Federal do Distrito Federal referente à operação Zelotes. O ex-presidente é acusado de favorecer às montadoras de veículos, através de venda de Medidas Provisórias que teve "desonerações" de impostos, no volume estimado em R$ 1,3 bilhão. 

Lula da Silva é investigado, também, pelo Ministério Público de São Paulo, caso "Bancoop", a cooperativa dos bancários para construção de moradias. Pelo Ministério Público, o Lula da Silva é investigado pela "ocultação de patrimônio", no caso conhecido como "triplex de Guarujá". A suspeita é que Lula da Silva tenha utilizado um "off shore" em nome de "laranja" para esconder o patrimônio, que ele afirma que não pertence a ele apesar de todas evidências. 

Lula da Silva é investigado, em "segredo de justiça", pela Polícia Federal e Ministério Público de Curitiba, sobre crimes de "ocultação de patrimônio", lavagem de dinheiro e recebimento de benefícios patrimoniais, no "sítio de Atibaia", conforme já noticiamos aqui sob o título Lula da Silva vai ser condenado pelo Sérgio Moro . 

Para o advogado Nilo Batista, todas investigações "são tentativa de neutralizar uma "liderança política" (sic). Segundo o advogado, "não há perspectiva de ação criminal concreta, o que existem são coisas imaginativas, tentativas fantasiosas e até ridículas de relacionar fatos" (sic). Isto é versão construída pelo Lula da Silva e advogados.

Data vênia, opinião do advogado Nilo Batista, quem está querendo "politizar" o assunto de um "crime comum" é o próprio Lula da Silva. O ex-presidente está tentando jogar esta tese para ver se "cola". A mente doentia de "se achar acima das leis" é característica do Lula da Silva. O advogado Nilo Batista faz à vontade do seu novo e milionário cliente Lula da Silva. O ex-presidente pratica os crimes do "colarinho branco", tal qual o lendário "gangster"  de Chicago. Os atos e as defesas são as mais fantasiosas (sic meu) possíveis. São histórias para "boi dormir". 



Lula, a paciência do povo já esgotou! Lula e Dilma, seus lugares são na Papuda!

Ossami Sakamori














@Japa_Saka

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

matrix. O gargalo da infraestrutura no Brasil


O País tem dinheiro para transferência de renda dos mais pobres para os mais ricos, mas não tem dinheiro para investir em infraestrutura. O investimento muito aquém da necessidade do País, na infraestrutura, é um dos fatores que leva à falta de competitividade dos nossos produtos no exterior. Como regra, o dinheiro público é muito mal aplicado no Brasil. 

Como já foram objetos de matérias anteriores, dentro da nova matrix da política econômica, os subsídios às empresas brasileiras representa cerca de R$ 50 bilhões e a transferência de renda via política de juros representa outros R$ 200 bilhões. No total a soma de transferência de rendas, soma R$ 250 bilhões, no ano corrente, mantido os indicadores atuais. É exatamente o recurso que falta para investimento em infraestrutura. 

Vamos lembrar que o resultado do investimento em infraestrutura não vem imediatamente após a aplicação de recursos. Qualquer obra de infraestrutura tem prazo de maturação média de 5 anos. O Brasil está postergando o investimento em infraestrutura por escolha errada da matriz (matrix) econômica. O País, só não está vivendo o gargalo do investimentos em infraestrutura porque o PIB do ano de 2014 terminou estável e PIB de 2015 foi negativo em 3,6%. 

O governo Dilma fala em retomada do investimento, mas não se fala em investimento em infraestrutura. A crise da infraestrutura está anunciada para os anos de crescimento. Vamos lembrar que o prazo de maturação de investimento em infraestrutura é de, média, 5 anos. Não há como elaborar "plano de emergência" para investimento em infraestrutura. A continuar o descaso na área de infraestrutura, o Brasil está fadado ao crescimento pífio nos próximos anos. 

O "formato" idealizado pelo governo para investimento na área de infraestrutura por via de PPP - Parceria Público Privado não atende a necessidade do País. A iniciativa privada não tem R$ 250 bilhões por ano para investir em infraestrutura, com baixo retorno. O governo só pensa em privatizar a área de infraestrutura com único intuito de arrecadar o "prêmio" no leilão de concessões. Todas concessões na área de infraestrutura, o compromisso de realização de investimentos é ao longo prazo, geralmente coincidindo com o período de "concessão".

O conjunto de governos, federal, estadual e municipal, deverá retornar aos níveis de investimento do período do "milagre brasileiro" em torno de 5% do PIB ao ano, com risco de País, "não poder crescer" nos níveis adequados para necessidade de um país continental. Sem investimento em infraestrutura, o Brasil está fadado ao crescimento "pífio".

Não posso acreditar que os sucessivos governos, dos últimos 21 anos, estivessem pensando somente na arrecadação dos "prêmios" de privatização ou concessões, para cobrir tão somente o "déficit primário". Isto é gravíssimo! Falta visão de longo prazo para quem pensa no Brasil de amanhã, próspero e desenvolvido. 

Não adianta mudar o governante, se não mudar a matriz (matrix) econômica e estabelecer um plano de desenvolvimento sustentável. 

Ossami Sakamori












quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Caminhante sou...


O tempo passa...
passa como uma fagulha a apagar.
Nada fica, apenas memória do tempo que não volta.

Caminhante sou...
caminho que não tem volta.
Não há como voltar atrás e pegar outra trilha.

Apenas volto os olhos ao passado...
passado de glorias e derrotas.
Derrotas que constroem e glorias que dignificam.

Valeu a pena o caminhar...
caminhar na praia deserta faz pensar sobre a vida.
Encontrar pedregulhos e belas ondas fazem parte.

Momentos inesquecíveis...
inesquecíveis momento de bem querer.
Pessoas que passam deixando indeléveis lembranças.

Há pedregulhos, muitas pedras...
pedras que fazem nos fortalecer as musculaturas.
Vejo sociedade vivendo como se nada fosse humana.

Não tenho mais forças como antes...
como antes contribuía para o futuro das gerações.
Estamos a construir gerações sem identidade.

Tem areias e praias lindas...
lindas paisagens faz renascer as esperanças.
Descanso e vejo quão infinito é o horizonte.

As jovens senhorinhas me alcançam...
alcançam para me entregar os momentos da vida.
Elas se vão porque há caminhos a percorrer.

Muito obrigado...
obrigado é a palavra que repito no meu caminhar.
Agradecer aos que trazem a alegria de viver.  

Há esperança no horizonte...
No horizonte vejo azul do céu e paz no coração.
A esperança pode estar na companhia que me faz a alegria do caminhar.


Dedico este verso a todos e todas que compartilham os momentos preciosos do meu caminhar. 

Ossami Sakamori











@SakaSakamori