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quarta-feira, 7 de abril de 2021

Brasil crescerá 3,7% em 2021, segundo FMI

 

O Fundo Monetário Internacional - FMI, revisou o crescimento econômico do  mundo em 2021 para 6%, 0,5% acima da previsão anterior de janeiro.  A perspectiva para o Brasil, segundo FMI, é crescimento de 3,7% em 2021, menor que a média mundial.  Para os Estados Unidos, com um pacote de estímulo de US$ 1,9 trilhão, a expectativa de crescimento é de 6,4% neste ano e 3,5% em 2022.  Para a China, o FMI prevê crescimento de 8,4%, apesar da meta do governo chinês ser de 6,1% em 2021.  

          O mercado financeiro comemora a previsão do FMI para crescimento dor principais parceiros do Brasil, os Estados Unidos e a China, que são os carros chefes do mundo. Os Estados Unidos e a China continuam sendo a primeira e a segunda maior potência econômica do mundo.  O crescimento de ambos os países que darão a sustentação ao crescimento do Brasil em 3,7% em 2021, segundo FMI.  Ainda assim, o crescimento do Brasil está abaixo da previsão de crescimento do mundo previsto em 6%.  Assim, o País continuará caindo na classificação de maiores economia do mundo.  Desde, 2014, o Brasil saiu de 8ª economia do mundo para 12ª classificação.   A confirmar a previsão do FMI, o Brasil deverá ocupar a 14ª posição no final de 2021.  

          O crescimento econômico do Brasil em 3,7% não cobre nem a perde de PIB em 2020 que foi de 4,1%.  O motivo para o atraso em relação a outros países em desenvolvimento é que o País está "patinando" desde a pior crise econômica de 2015, que culminou com o impeachment da presidente Dilma Rousseff.  De 2014 até 2020, o País regrediu no seu valor de PIB em termos reais, em dólar americano, cerca de 23,5%.  Pela previsão do FMI, que quase sempre acerta, o Brasil nem vai recuperar a perda de PIB de 2020, que foi de 4,1%.   

            Nas matérias anteriores, aponto os motivos que levaram o País ao "status quo" de hoje, um crescimento pífio e número espantoso de trabalhadores em situações vulneráveis, 64 milhões, onde apenas 36 milhões de trabalhadores com carteira assinada e funcionários públicos em 3 níveis de governo, sustentam o País.  Grosso modo, 1 trabalhador formal sustenta 2 trabalhadores em situações vulneráveis.  

          O ministro da Economia, Paulo Guedes, assumiu o cargo prometendo reformas estruturantes como a previdenciária e tributária, mas está a dever na promessa.  A reforma previdenciária foi aprovada no primeiro ano do mandato do presidente Bolsonaro, porque já pegou ela madura para ser votada no Congresso Nacional.  No ano que passou, 2020, com desculpa da pandemia Covid-19, a reforma tributária, essencial para atrair os investidores produtivos ficou para o segundo plano. Tomara que minha previsão não se confirme e a reforma tributária, que inclui a simplificação burocrática, seja aprovada ainda em 2021, para entrar em vigor em 2022.  

          O crescimento previsto de 3,7% para 2021, pelo FMI, não é motivo para comemorações, mas sim, para reflexão de como o Brasil com tamanha extensão territorial, cerca de 1/3 agriculturável, está regredindo frente a outros países com muito menos potencial.  

           Ossami Sakamori


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