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sexta-feira, 12 de agosto de 2016

Meirelles dirige o Brasil como uma casa bancária.

Crédito da imagem: Reuters

Henrique Meirelles, ministro da Fazenda afirmou, num evento ocorrido em São Paulo, de que a meta fiscal de R$ 170 bilhões deverá ser cumprida. Seria estranho, menos de três meses após estabelecer a meta, viesse ao público dizer que não poderá ser cumprida. É coisa de País sem timoneiro que coloque o navio ao porto seguro. O navio está à deriva!

Esta semana, o ministro chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha tinha afirmado que a meta fiscal de R$ 170 bilhões já estaria comprometida. Nas matérias anteriores já manifestei minha preocupação em governo Temer não conseguir fechar a meta fiscal deste ano, com possibilidade de deixar o rombo para o "restos a pagar", isto é o pagamento para o ano que vem. Tendo mais 4 meses para terminar o ano, o que eu afirmei vai se concretizar, infelizmente.

O Meirelles embora tenha dito que não é necessários adotar medidas complementares, admitiu que se houver necessidades, "algumas medidas" serão tomadas. Custe o que custar a meta fiscal será cumprida, segundo o Meirelles. Significa, pelo quadro apresentado, de que haverá medida de aumento de impostos ou contribuições ainda este ano. Provavelmente, a CIDE deverá sofrer aumento logo após eleições, trazendo como consequência o aumento de combustíveis. 

Atrás do cumprimento de meta fiscal de 2016 com o rombo de R$ 170,5 bilhões, esconde a necessidade de balizar os gastos de 2017, corrigido pela inflação, conforme o PEC do teto dos gastos. O PEC do "teto dos gastos", que na verdade funciona como "piso dos gastos", prevê para o próximo ano os gastos em R$ 170,5 bilhões, corrigido pela inflação. O PEC, na prática, revoga a Lei da Responsabilidade Fiscal que exige do Orçamento Fiscal, o equilíbrio de receitas e despesas e inaugura o descumprimento do equilíbrio fiscal.

O governo Temer, não difere de nenhum outro governo, se sujeita à vontade da equipe econômica, representante do "establishment". Meirelles, só para lembrar, o ministro da Fazenda do governo Temer, é banqueiro, antes de ser ministro da Fazenda do País. 

Meirelles dirige o Brasil como uma casa bancária. 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

8 comentários:

  1. continuamos esperando q Deus ns mande a mares calmos ; Bom dia !

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  2. Se bem conheço as artimanhas de nossos dirigentes, após a queda da má dama se preparem para todo tipo de medidas impopulares criticadas e que serão postas em práticas. Alguém tem dúvida?
    Desativaram a guilhotina e a política da sucuri (aperta e solta até sufocar e matar) continua firme e forte (sempre que necessário dissimulada mas não morta...).

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    1. É só acabar as Olimpíadas e o impeachment e o povo vai pagar cada centavo da festança, com multa, juros e correção.

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  3. JÁ QUE ELE ADMINISTRA O PAÍS FEITO UM BANCO, POR ACASO, NÃO TERIA UM PDV?
    PARA OS QUE NÃO SABEM, PDV É PLANO DE DEMISSÃO VOLUNTÁRIA. O PIÃO PEDE AS CONTAS E LEVA UMA GRANA RAZOÁVEL
    ASSIM, EU PEDIRIA DEMISSÃO DO BRASIL E COM A GRANA IRIA PARA O EXTERIOR. PODE SER ATÉ PARAGUAI

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    1. Concordo.
      Poderiam nos aceitar fora do Brasil e eu sou candidato a tal nas mesmas condições enunciadas.

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  4. Pois é, Sr Sakamori. o bom empregador é aquele que, para diminuir os custos da sua empresa, prefere diminuir seus lucros a ter que demitir empregados. Henrique Meireles é um mau empregador pois prefere ver brasileiros(as)desempregados(as) enquanto os bancos nacionais e internacionais lucram assustadoramente.

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  5. Roubos, propinas, super faturamento de obras, incapacidade administrativa, super salários para algumas categorias, bilhões em campanhas eleitorais para beneficiar vagabundos safados, isenções fiscais, etc, etc e etc. NADA DISSO INTERESSA.


    A CULPA É DOS BENEFÍCIOS MISERÁVEIS DA PREVIDÊNCIA.


    VOCÊS SÃO É UM BANDO DE FILHO DA PUTA

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    1. Resumiu tudo.
      Por isso somos uma republiqueta, mico internacional.

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