sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Superávit primário 2014. Mais uma enganação da Dilma!

Não entendi bem o estardalhaço feito em cima do anúncio da meta de superávit primário em R$ 44 bilhões.  Número menor que o superávit primário alcançado pelo governo em 2013 de R$ 75 bilhões.  Os números se referem apenas a parte do governo federal, excluídos os superávit primário dos estados e municípios que devem comparecer com o restante para alcançar R$ 88 bilhões.  

Primeiro de tudo, vamos lembrar que o superávit primário é o que o governo propõe de gerar saldo entre receitas e despesas nas contas do governo para tentar pagar os juros da dívida.  No caso o Tesouro propõe separar das receitas R$ 44 bilhões para pagamento de "parte" de juros.  Os juros vincendos em 2014, em tese, seria em torno de R$ 235 bilhões se considerarmos a dívida líquida do Tesouro, no conceito do BC.  Seria de R$ 380 bilhões, se considerarmos a dívida bruta do Tesouro, segundo conceito do mercado financeiro global e meu também.

Explicado isto, de que o superávit primário está longe de cobrir nem mesmo o pagamento de juros vincendos em 2014, lembro aos leigos que os juros mencionados acima não vem em contas separadas, mas sim embutidos nos títulos vincendos.  Isto dificulta a compreensão sobre o que o País paga de juros por ano.  Por esta razão, o governo federal nem anuncia ao mercado, quanto de juros reais está pagando para rolagem dos seus títulos da dívida interna. Seria como expor uma "ferida gigante" nas contas do governo federal.  

Os números apresentados do superávit primário, da parte do governo federal corresponde a 1% do PIB, o restante 0,9% do PIB, vem da parte dos estados e municípios, somando assim 1,9% do PIB o superávit primário consolidado.  O número que os organismos internacionais como FMI, bem como banco central americano FED, é ligeiramente superior, ou seja, entre 2% a 3% do PIB.  O número 1,9% do PIB, é apenas emblemático.  Apenas para inglês ver! Quis o governo mostrar que a meta está ligeiramente abaixo do exigido pelo mercado financeiro global, mas que seria um número factível.  Dou mil gargalhadas!

No primeiro momento, o mercado financeiro aceitou com certo otimismo ao número apresentado pela equipe econômica.  A partir de hoje, os analistas mais experientes e os especuladores internacionais vão analisar o que se passa no Brasil.  Pode ser que dê o voto de confiança para os trapalhões brasileiros ou pode ser que achem mais uma piada de mal gosto.  A segunda hipótese é mais provável.  O mercado financeiro internacional não acredita no governo Dilma Rousseff, muito por conta das declarações desastradas dadas pela presidente nos seus périplos pelo mundo.  

Diante dos números da meta de superávit primário anunciado, as agências de classificação de riscos e grandes bancos americanos, preferiram manter no silêncio, ontem, diante do anúncio.  O que interessa para o mercado financeiro global são as notas de classificação das agências e de bancos para tomarem decisões sobre investimentos no Brasil.  Por enquanto, está mantido o viés de baixa nas notas de classificação para estes atores.

Sobre o tema abordado aqui, a meta de superávit primário do governo federal em 2014, na minha opinião é mais uma peça "engana trouxa" para o povo e para o mercado financeiro global.  Tem sempre os cordões de puxa sacos que aplaudem a medida anunciada.  Aliás, aplaudem qualquer medida que são anunciadas pela presidente Dilma.  Estou fora deste contingente! Não me contamino por esta doença de subserviência aos poderes da República.

E você?  Vai continuar aplaudindo a Dilma nos seus anúncios espumas?  Vai estar do lado dos 43% que pretende reeleger a presidente Dilma para mais um mandato de 4 anos?  Estou fora, meu!  Ainda estou com minha sanidade mental em ordem! 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Alerta Total. Tema Sininho. (reprodução).

Edição do Alerta Total  

Por Jorge Serrão 

Não há mais dúvidas da relação entre os protestos violentos nos grandes centros urbanos e as intenções de agitação profissional para preparação revolucionária, financiadas por esquemas transnacionais de extrema esquerda. A inteligência das Forças Armadas acaba de descobrir que a ativista conhecida no facebook pelo codinome de “Sininho” (alusão indevida a uma das fadinhas da Disney) tem formação em ações de guerrilha e terror urbano em Cuba, e provavelmente na Rússia.

Militares já sabem que Elisa de Quadros Pinto Sanzi, de 28 anos, que posa como a patricinha “Sininho” nas redes sociais e já foi detida em várias manifestações, fez pelo menos quatro viagens a Cuba. Uma delas teve duração de seis meses (em geral, o tempo dos cursos de formação revolucionária da juventude na pobre Ilha Perdida dos milionários Irmãos Castro). Também foi registrada pelo menos uma passagem da jovem agitadora pela Rússia – onde ONGs promovem treinamentos de ações de guerrilha urbana e terrorismo.

“Sininho” já é investigada pela Polícia Civil do Rio de Janeiro, depois de repetidas detenções em manifestações violentas. No dia 19 de janeiro, chegou a ser levada para a delegacia por ter chamado um PM de “macaco”. Ela já responde a dois inquéritos por formação de quadrilha. Natural de Porto Alegre, Sininho deve ser investigada também pela Polícia Federal. A jovem possui duas carteiras de identidade, com números diferentes.

Mesmo assim, continua livre, leve e solta... E posando de mocinha radical chic nas fotos, como na segunda-feira, quando compareceu a uma delegacia, no Rio de Janeiro, para prestar depoimento sobre uma eventual colaboração aos suspeitos de envolvimento no tiro de rojão que matou o cinegrafista da Band Santiago Andrade.

Jorge Serrão
serrao@alertatotal.net 

AfricanoDuto e CubanoDuto do PT? Theodiano Bastos.

Este texto foi copiado do blog:

www.theodianobastos.blogspot.com 


AFRICANODUTO E CUBANODUTO DO PT?

“Após o escândalo do Mensalão — que estarreceu todo o Brasil e pôs a nu a manobra do governo petista para aparelhar o Estado e eternizar-se no poder —, toda atitude obscura do governo passou a ser vista com desconfiança. Uma delas diz respeito aos empréstimos bilionários concedidos a duas ditaduras comunistas, para serem mantidos sob absoluto sigilo até 2027, segundo o previsto.

Por oportuno, transcrevo aqui o artigo “Segredos bilionários”, que sobre este tema escreveu o jornalista José Casado (“O Globo”, 15-10-13):  “Os brasileiros estão obrigados a esperar mais 14 anos, ou seja, até 2027 para ter o direito de saber como seu dinheiro foi usado em negócios bilionários e sigilosos com Angola e Cuba.

“Pelas estimativas mais conservadoras, o Brasil já deu US$ 6 bilhões em créditos públicos aos governos de Luanda e Havana. Deveriam ser operações comerciais normais, como as realizadas com outros 90 países da África e da América Latina por um agente do Tesouro, o BNDES, que é o principal financiador das exportações brasileiras. No entanto, esses contratos acabaram virando segredo de Estado.

“Todos os documentos sobre essas transações (atas, protocolos, pareceres, notas técnicas, memorandos e correspondências) permanecem classificados como “secretos” há 15 meses, por decisão do ministro do Desenvolvimento, Fernando Pimentel, virtual candidato do PT ao governo de Minas Gerais.

“É insólito, inédito desde o regime militar, e por isso proliferam dúvidas tanto em instituições empresariais quanto no Congresso — a quem a Constituição atribui o poder de fiscalizar os atos do governo em operações financeiras, e manda ‘sustar’ resoluções que ‘exorbitem do poder regulamentar ou dos limites de delegação legislativa’.

“Questionado em recente audiência no Senado, o presidente do banco, Luciano Coutinho, esboçou uma defesa hierárquica: ‘O BNDES não trata essas operações (de exportação) sigilosamente, salvo em casos como esses dois. Por quê? Por observância à legislação do país de destino do financiamento.’ O senador Álvaro Dias (PSDB-PR) interveio: ‘Então, deve o Brasil emprestar dinheiro nessas condições, atendendo às legislações dos países que tomam emprestado, à margem de nossa legislação de transparência absoluta na atividade pública?’ O silêncio ecoou no plenário.

“Dos US$ 6 bilhões em créditos classificados como ‘secretos’, supõe-se que a maior fatia (US$ 5 bilhões) esteja destinada ao financiamento de vendas de bens e serviços para Angola, onde três dezenas de empresas brasileiras mantêm operações. Isso deixaria o governo angolano na posição de maior beneficiário do fundo para exportações do BNDES. O restante (US$ 1 bilhão) iria para Cuba, dividido entre exportações (US$ 600 milhões) e ajuda alimentar emergencial (US$ 400 milhões).

“O governo Dilma Rousseff avança entre segredos e embaraços nas relações com tiranos como José Eduardo Santos (Angola), os irmãos Castro (Cuba), Robert Mugabe (Zimbabwe), Teodoro Obiang (Guiné Equatorial), Denis Sassou Nguesso (Congo-Brazzaville), Ali Bongo Odimba (Gabão) e Omar al Bashir (Sudão) — este, condenado por genocídio e com prisão pedida à Interpol pelo Tribunal Penal Internacional.

“A diferença entre assuntos secretos e embaraçosos, ensinou Winston Churchill, é que uns são perigosos para o país e outros significam desconforto para o governo. Principalmente, durante as temporadas eleitorais.”
* * *
Comentando o tema com um amigo, à saída de uma Missa no rito tridentino, em Belo Horizonte, este me respondeu com a argúcia própria das Alterosas: “Onde tem fumaça, tem fogo. Você não se dá conta de que isso pode perfeitamente ser uma espécie de africanoduto com vistas a canalizar uma parcela de toda essa dinheirama para o PT usar nas eleições a fim de eternizar-se no poder?”.

 Mais segredos do governo

Um governo que exige transparência dos outros, entretanto dá-se bem com segredos. Depois de ter contratado pesquisas de opinião pública por R$ 6,4 milhões, com vários institutos especializados, para avaliar a receptividade de suas políticas públicas, o Planalto mantém sob segredo os resultados já obtidos.

As pesquisas foram encomendadas pela Secretaria de Comunicação da Presidência (Secom) e os contratos asseguram peremptoriamente que os institutos de pesquisa deverão manter “irrestrito e total sigilo” sobre os “assuntos de interesse” do governo.

Em editorial de 22 de outubro último, o jornal “O Estado de S. Paulo” informa que solicitou o conteúdo desses levantamentos com base na Lei de Acesso à Informação (LAI), mas a Secom rejeitou o pedido. Comenta o editorial: “não há justificativa aceitável e lógica para manter fechados a sete chaves alguns resultados desses levantamentos de opinião, que serão feitos até as vésperas da disputa eleitoral”.

A Controladoria-Geral da União (CGU), órgão federal responsável pela transparência dos atos públicos, reconheceu que o segredo imposto contraria o princípio do acesso à informação. Também o procurador do Ministério Público junto ao TCU, Marinus Marsico, condenou a decisão da Secom de manter o sigilo das pesquisas e acrescentou: “Todos têm de entender que isso envolve dinheiro público”.

O jornalista Cláudio Abramo levantou a suspeita de que as informações obtidas possam ser usadas com exclusividade pelos estrategistas da campanha de Dilma pela reeleição.

Theodiano Bastos

JBS/Friboi. A maior lavanderia da América Latina!

Os jornais o Estadão de ontem e o jornal Folha de hoje trazem parte da afirmação que o ex-delegado Tuma Jr fez comentando sobre o assunto quando da publicação da matéria acerca do BS/Friboi sobre possível financiamento do grupo à campanha da Dilma 2014.  Realmente, o Tuma Jr sabe das coisas. Veja os comentários meus sobre às matérias dos jornais. 

A notícia, em resumo, para leigos entenderem, segundo dados colhidos pelos jornais junto a Polícia Federal é que ouve uma "espécie" de lavagem de dinheiro.  O Banco Rural emprestou R$ 80 milhões para as uma das empresas do grupo JBS/Friboi denominado Flora.  Ao mesmo tempo, o Banco Original do Banco Original, do grupo JBS/Friboi, fez empréstimos no mesmo montante para empresa Trapézio do grupo do Banco Rural.  Isto, porque o Banco Central impede que qualquer banco façam empréstimos para empresas do mesmo grupo.

Houve aí, uma espécie de troca de favores, que no jargão empresarial se denomina "troca de chumbo".  No caso, o JBS/Friboi fez uma "espécie" de lavagem de dinheiro para a Kátia Rabello, presa por ter feito lavagem de dinheiro para o PT, no processo mensalão.  De lavagem de dinheiro, ambos grupos entendem muito!

Ainda segundo a notícia dos jornais citados, o presidente e principal executivo do JBS/Friboi, o Joesley Batista, foi indiciado pela Polícia Federal.  O menino Joesley Batista tem uma trajetória muito parecida com outro menino estelionatário Eike Batista.  Ambos tem em comum, a alavancagem dos seus negócios, baseados em financiamentos subsidiados pelo BNDES.  Os irmãos Joesley e Wesley Batistas, ambos com menos de 40 anos, possui empréstimos no sistema financeiro, cerca de R$ 30 bilhões, sendo a sua maior parte no BNDES a 3,5% ao ano.  

Ambos grupos, JBS/Friboi quanto grupo OGX tem em comum, balanços maquiados, para dar uma aparência de solidez.  O fato é que o outro Batista, o Eike, manteve o balanço da OGX maquiado, até entrar em insolvência.  Este blog denunciou, no caso OGX, com cerca de 90 dias antes da imprensa divulgar a situação de insolvência do grupo do estelionatário Eike Batista.  Já fiz primeira denúncia no dia 19/1/2014, sobre a situação do JBS/Friboi.  Tudo faz crer que os Batistas do JBS/Friboi aplicam da mesma velha fórmula de envolver as autoridades da República para praticarem os delitos de estelionato.

Nem é preciso dizer que os responsáveis pelos empréstimos R$ bilionários do BNDES, com recursos do Tesouro, respectivamente Luciano Coutinho presidente do Banco, ministro Guido Mantega e a presidente Dilma, vão alegar que "não sabia de nada".  É a utilização da velha prática ensinado pelo presidente mor da quadrilha Lula da Silva.  

O que estranho é a ausência e leniência dos órgãos de controle como o TCU e AGU sobre a "concentração" de empréstimos do BNDES para o grupo JBS/Friboi.  Acho estranho, também, a leniência dos poderes como MPF e STF, diante de tantas denúncias sobre a relação incestuosa entre o grupo JBS/Friboi e autoridades já nominadas.  Justifica-se, se mexer, vai desnudar a "maior lavanderia da América Latina" e a maior falcatrua com dinheiro do BNDES.  A república pode cair.  No ano de eleições é conveniente manter o assunto, como se "não sabia de nada".

Sobre a maior lavanderia da América Latina, deixo por conta do ex-delegado da Polícia Federal, Romeu Tuma Jr.  Eu tenho convicções da lógica sobre os passeios do dinheiro dos empréstimos do BNDES, mas as convicções materiais são do MPF e da Polícia Federal.  Não sou nem um nem outro.  Apenas, reles cidadão que denuncia, com vivência do mercado financeiro.  Os fatos que vem confirmando a cada dia que passa, tornando minhas denúncias cada vez mais consistentes.  Que a imprensa faça o restante do serviço! 

Ossami Sakamori
@SakaSakamori








quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Economia BR. Dilma tenta enrolar o mercado!

A Dilma manda Mantega rever a meta do superávit primário para o ano de 2014, como se Orçamento da União não existisse.  Mandou Mantega gazetear a reunião de cúpula do G20 na Austrália, para acalmar o mercado.  As agências de classificação de riscos, os tais Moody´s ou bancos de primeira linha JP Morgan ameaçam a presidente Dilma de que se não levar a sério o cumprimento da meta do superávit primário, o Brasil sofrerá rebaixamento na classificação de risco.

Vamos lá esclarecer, primeiramente, o que é classificação de riscos.  Trata-se da nota que se dá a um cliente tomador de empréstimos se tem credibilidade ou não tem credibilidade para honrar o pagamento dos empréstimos feitos.  Basicamente, é a classificação dos bons e maus pagadores.  O governo americano tem nota máxima, nesta classificação.  O governo brasileiro anda por volta de 5ª categoria, com possibilidade de ser baixado para 6ª categoria, conforme o caso da de escala própria de cada agência ou de banco.  Digamos que em grau de classificação a Grécia está na 10ª categoria.  

Então o mercado financeiro internacional e organismos financeiros internacionais como FMI, estabeleceu como parâmetro, que os governos endividados, como é o caso do Brasil, cumpra meta de superávit primário próximo de 2,5% do PIB.  Digamos que é um critério subjetivo, mas o mercado financeiro global acompanha o raciocínio do FMI.  Isto vem funcionando há décadas.  Já no governo FHC foi assim também.  O FMI botava faca no pescoço do FHC. 

Embora, o Brasil não tenha mais empréstimos junto a FMI, o próprio FMI e o mercado financeiro global, botam faca, agora, no pescoço da Dilma.  Eles tem certa razão em fazê-lo isto.  A foto do Brasil está feia.  Embora a Dilma diga que o Brasil não tem dívida externa, é pura mentira dela.  O Brasil, englobando setor público e privado deve entre US$ 212 bilhões a US$ 240 bilhões.  O primeiro dado é oficial e o segundo é minha estimativa atualizada.  Por estas e outras que o FED, Banco Central americano classificou como país de alto risco, atrás apenas da Turquia.  

O tão falada dívida externa existe, sim.  O que foi pago foi a dívida que o Brasil tinha com FMI, uma ninharia de US$ 16 bilhões, a juros baixíssimo, que o Lula fez questão de pagar.  Mas a divida externa, mesmo considerando últimos dados oficiais, o Brasil como país, deve US$ 212 bilhões ao mercado financeiro internacional, claro em dólar, englobando setor público e privado.   Por esta razão é que, apesar de reserva cambial brasileira, estar, numa "situação confortável", US$ 375 bilhões, o mercado financeiro internacional fica de olho também na dívida externa brasileira. Eles, tanto eu, não dormimos de touca!

O que deixa as agências de classificações e bancos americanos, não são dívidas externas, que teoricamente está garantido com reserva cambial.  O que preocupa as agências e bancos é o volume de dívida interna do Tesouro.  O Banco Central, diz que a dívida pública líquida do Tesouro era de R$ 2,12 trilhões.  Acontece que o Tesouro tem dívida interna bruta de cerca de R$ 3,46 trilhões, considerando o PIS e a reserva cambial que o Tesouro diminui do saldo da dívida interna bruta para se chegar na dívida interna líquida.  
O Tesouro, na média, teria que pagar cerca de 11% ao ano de juros sobre o endividamento bruto, isto é cerca de R$ 380 bilhões brutos. Em tese, poderia deduzir desta conta os juros que recebem sobre a reserva cambial, 0,25% ao ano em dólar e os juros subsidiados que recebem do programa PIS, média 3,5% ao ano.  Portanto a União paga de juros entre R$ 234 bilhões a R$ 380 bilhões, conforme o critério a ser adotado.  Dívida líquida ou dívida bruta.

Por que o superávit primário é importante?  O superávit primário é o que devedor separa para pagar os juros da dívida líquida, conforme Banco Central, ou juros sobre a dívida bruta conforme entende o mercado financeiro global, que denomino de critério Sakamori.  Se adotarmos conceito clássico do FMI e outros organismos internacionais, considerando 2,5% do PIB, o governo deveria gerar superávit primário de no mínimo R$ 110 bilhões.  A Dilma quer gastar, no máximo 2,% do PIB ou seja cerca de R$ 90 bilhões em 2014.  

O motivo da preocupação da Dilma e da equipe econômica é que o mercado financeiro global pede superávit primário de R$ 110 bilhões, enquanto que Dilma quer separar no máximo R$ 90 bilhões, para poder continuar com a gastança, justamente, no ano de eleições presidenciais.  Lembrando, que a União deve arrecadar, na prática, cerca de R$ 1.200 bilhões.  Compare os números de que o governo quer para o superávit primário R$ 90 bilhões para pagar parte dos juros.  

Você devem estar pensando... A conta não fecha.  Realmente, a conta não fecha.  O governo deveria pagar, mesmo na conta do governo, contando com o endividamento líquido, R$ 234 bilhões.  A discussão está em quanto vai pagar deste montante de juros devidos.  Nem estamos falando em pagar o principal da dívida.  Se fosse para pagar os juros na integralidade, conforme número do governo, o Tesouro teria que gerar superávit primário de R$ 234 bilhões e não os pretendidos R$ 90 bilhões!  Eu rio ou choro?  

E onde vai a diferença de juros que o Tesouro não consegue pagar?  O Tesouro deve R$ 234 bilhões, na melhor hipótese, e só seprara R$ 90 bilhões para pagamento de juros?  Ora, ora.  Na prática, em 2014, o endividamento do Tesouro vai aumentar em no mínimo R$ 144 bilhões que a diferença entre o que deveria pagar e o que efetivamente vai pagar.  Isto no cálculo do governo.  Esta operação se chama "rolagem" da dívida.  É mais ou menos como "enrola" o agiota ou enrola trouxa.  

Bem, nem vou apresentar os números segundo o critério Sakamori, os números ficam bem mais feio.  Lembrando que o mercado financeiro global adota o mesmo critério que eu adoto.  Dilma, uma leiga no mercado financeiro global, que não tem visão da bolha financeira internacional, que não enxerga um milímetro sobre a economia, tenta enrolar o mercado com os números dela.  Isto não cola!  As agências de classificação e bancos, estão mais atentos agora do que antes da crise financeira global de 2008.  O mercado hoje, está avesso aos riscos, afinal todos eles já passaram por situações de insolvência na crise de 2008.  

E o Brasil da presidente Dilma, pensa que enrola o mercado financeiro global com os números fajutos de metas do superávit primário no ano, que certamente será revisado, possivelmente após as eleições.  Vai deixar os sustos para depois.  Por enquanto, vai costurando a meta de superávit primário como quer o mercado.  Se o mercado financeiro internacional vai aceitar ou não, são outros quinhentos.  Não saberia afirmar, aqui. 

Dilma, o mercado financeiro global não é trouxa como você acha que é!  Tenha dó!  Pode enganar o povo, mas não engana os espertos especuladores internacionais, que financiam a nossa dívida interna líquida ou bruta.  Vamos acompanhar o desenrolar... Ou melhor, acompanhar a enrolação da Dilma.    

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

JBS/Friboi vende produtos falsos!

Esta matéria poderá parecer aula de culinária, mas não será. Trata-se dos produtos Friboi, amplamente anunciados em comerciais de TV pelo ator Tony Ramos, mas nada a ver com culinária. Trata-se de uma denúncia.  O JBS/Friboi vem vendendo produtos falsos, aproveitando a ignorância do povo sobre o assunto. Eu mesmo sou vítima e testemunha ocular da denúncia. 

E o que tem a ver que o JBS/Friboi está vendendo produto falso? Tem tudo a ver!  O JBS/Friboi é um dos maiores tomadores de empréstimos do BNDES a juros subsidiados, isto é a 3,5% ao ano, enquanto o governo capta a 10,5% ao ano pelo Tesouro.  Pela rápida conta que fiz os empréstimos do BNDES ao JBS/Friboi causa ao Tesouro, prejuízo de R$ 2 bilhões ao ano, pela equalização de juros.  Por enquanto, ninguém está pagando a conta. Os números estão perdidos na complexidade do encontro de contas entre Tesouro e BNDES.  

Meu raciocínio é o seguinte.  Vocês me acompanhem.  Se a empresa JBS/Friboi vende ao consumidor, com divulgação intensiva em mídia, produtos falsos, o que será da sua relação "incestuosa" com a presidência do BNDES, Luciano Coutinho?  Se tem a cara de pau de vender produtos falsos, falsos devem ser as divulgações sobre a verdadeira situação da empresa.  Lembrando que o chefe do Luciano Coutinho do BNDES é a própria presidente Dilma Rousseff.  A conclusão é que os Batistas do JBS/Friboi devem estar beneficiando a campanha Dilma 2014. Ninguém é bobo na terra do Lula.   

O grupo JBS/Friboi tem origem num frigorífico do interior de Goiás, também terra do seu assessor mór, nada menos que Henrique Meirelles, ex-presidente do Banco Central do Brasil do governo Lula.  A trajetória dos meninos Batistas, os dois, menos de 40 anos, guarda semelhança incrível com a trajetória do estelionatário Eike Batista, que causou prejuízos enormes aos acionistas minoritários e ao próprio BNDES.  Se vende até produto falso é porque "boa intenção" não tem os meninos Batistas.  

Quando uma empresa como JBS/Friboi começa vender produtos falsos é porque a situação da empresa está péssima.  Aliás, isto também, não é nenhuma novidade no mercado financeiro.  Até engraxate da Bovespa sabe disso.  Agora, com mais segurança, depois do produto falso, afirmar que JBS/Friboi será amanhã, a OGX do Eike Batista, hoje.  Só para confirmar o que o mercado financeiro fala a boca pequena.  Não enxerga quem não quer. 

Custo a acreditar, a leniência do TCU, do AGU para apurar os fatos amplamente noticiados e de conhecimento do público.  O MPF_PGR deveria abrir inquérito para apuração dos fatos, antes que seja tarde.  Com atuação preventiva, poderia evitar o catástrofe semelhante ao do grupo Eike Batista.  E a oposição onde anda que não se pronuncia a respeito?  Sim, o JBS/Friboi está devidamente blindado pelo, nada mais nada menos, que o Henrique Meirelles, o poderoso ex-presidente do Banco Central do governo Lula.

Tenho dito e ponto final.  Espero, apenas que as autoridades nominadas tomem providências devidas, sendo que leniência destes pressupõe cumplicidade com os fatos narrados aqui e na matéria anterior, que teve repercussão ampla nas redes sociais.

Ossami Sakamori
@SakaSakamori 


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Economia brasileira está na sinuca do bico!

Incrível como está havendo um certo consenso em torno da situação econômica economia brasileira, entre os analistas do mercado financeiro, agentes do governo e empresários em geral.  Parecem que todos tomaram bordoada na cabeça com a referência negativa sobre a economia do Brasil pelo Banco Central americano, o FED, e colocaram raciocínio no prumo.

Nós fomos um dos primeiros a apontar a gravidade da situação econômica do País que estava por vir, já em fevereiro de 2012.  Nós mostramos preocupação do início da deterioração do quadro já no dia 29 de maio de 2013, o dia que ficou conhecido como dia do cão, no mercado financeiro brasileiro.  De lá para cá, o quadro vem piorando a cada dia, visivelmente.

Os números do quarto trimestre mostram o quadro pior do que se imaginava.  As contas públicas em desordem, com gastos do governo federal, acima da meta do início do ano de 2013.  Geração do superávit primário abaixo do índice aceito pelo mercado financeiro global.  O déficit da balança comercial.  O déficit crescente da balança de conta corrente. Inflação batendo no teto da meta do BC.  Tudo isto, vem causando inquietações.

O consenso é que o governo Dilma, não tem mais arsenal para anunciar espumas.  Tudo está no limite da irracionalidade ou melhor acima da racionalidade.  Há consenso de que não há milagres a fazer.  Estamos andando em cima do fio da navalha.  Qualquer descuido o câmbio dispara. Qualquer afrouxamento da política monetária, a inflação dispara.  Estamos na sinuca do bico!

O governo deve anunciar nos próximos dias o aumento da conta de luz, índice previsto de 4,6%.  Ainda neste semestre deve anunciar aumento de combustíveis nos níveis anunciados em novembro de 2013.  O Banco Central vai tentar segurar o dólar no patamar de hoje, digo, vai tentar.  O incentivo ao crédito ao consumidor deverá ficar na gaveta, no momento.  O governo não tem margem de manobra para arroubos.  Vai levando em banho maria.

Como estamos andando em cima do fio da navalha, qualquer movimento em falso, poderá levar à crise cambial, semelhante à da Argentina.  Qualquer medida implementada no afogadilho poderá disparar a inflação.  Se o PIB do ano de 2014, terminar entre 1% a 2%, já seria vitória para governo Dilma.  

O que fico na dúvida é sobre a capacidade da equipe econômica da Dilma de administrar um quadro tão delicado como este que estamos a viver.  Resumindo, o mercado financeiro brasileiro e internacional, está olhando o Brasil com lupa.  Qualquer deslize, mode mudar o quadro de estável para gravíssimo.  Haja coração para aguentar tudo isto!

Economia brasileira está na sinuca do bico!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori




sábado, 15 de fevereiro de 2014

Não adianta por que?

Não adianta...
Não adianta é a frase que mais ouço.
Não adianta é expressão da descrença,
descrença de si próprio, não da situação.

Não adianta...
Não adianta tentar salvar doenças incuráveis.
Não adianta ter fé,
não adianta ter esperança.

Não adianta...
Não adianta gritar contra corruptos,
não adianta combater as mazelas sociais,
não adianta porque são coisas da alma da população.

Não adianta...
Não adianta combater a pobreza,
não adianta estender mãos,
não adianta oferecer apoios.

Não adianta...
Não adianta dizer não para o barba Lula,
não adianta dizer o mesmo para a Dilma sucessora.
Não adianta tentar mudar a situação.

Não adianta...
disse meu pai a minha mãe quando nasci.
De tão frágil de saúde que não tinha esperança de sobrevivência.
Não adiantou a desesperança, eu estou aqui.

Não adianta...
disse minha mãe ao meu pai,
quando quis dar educação, quando eles não podiam dar.
Não adiantou a desistência antes do tempo, eu estou aqui formado.

Não adianta...
disseram os nossos vizinhos, 
ver um paupérrimo, aventurar-se numa cidade grande estudar.
Não adiantou a descrença, eu estou professor da Universidade.

Não adianta...
disseram os colegas,
aventurar-se no mundo cão da vida empresarial.
Não adiantou a desmotivação, eu estou empresário.

Não adianta...
disseram os meus amigos de fé, 
ir contra regime militar que reinou duas décadas.
Não adiantou o desestímulo, cá estamos no regime democrático.

Não adianta, por que?
Por que não adianta?
Não adianta querer recuperar a dignidade do povo?
Sim, adianta tirar o País da mão destes canalhas.

Não adianta, por que?
Por que não adianta?
Não adianta lutar contra a quadrilha que rouba o país?
Sim, adianta lutar para tirá-los do poder.

Não adianta, por que?
Por que não adianta?
Não adianta combater a ganância e falta de escrúpulos?
Sim, adianta combater os que são indignos do povo.

Não adianta, porque?
Por que não adianta?
Não adianta restabelecer o futuro brilhante para o país?
Sim, adianta dar um sopro de esperança para o país que vivemos.

Não adianta, por que?
Por que não adianta?
Não adianta sonhar por um país digno de todos nós?
Sim, adianta sonhar com Brasil melhor!

Adianta sim...
Adianta sim, acreditar em você próprio...
Adianta sim, carregar sonhos para sua vida...
Adianta sim, arregaçar manga e ir para frente...
Adianta sim, ter um pouco de destemor...
Adianta sim, ter coragem de enfrentar novos desafios...
Adianta sim, quebrar preconceitos que há dentro de você...
Adianta sim, romper barreiras que você próprio as impôs...
Adianta sim, lutar contra mazelas do governo...
Adianta sim, lutar contra governantes corruptos...
Adianta sim, lutar para mudanças na política...
Adianta sim, lutar pelo Brasil melhor...
Adianta sim, (complete vocês mesmos os seus próprios desafios).

Em querendo, coloque os próprios "Adianta sim, ..." no espaço para comentários.  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

Economia contamina reeleição de Dilma, por colaborador

Colaboração.
Artur Jorge Costa Pinto
MBA em Finanças pela UNIFACS

A imprensa, principalmente a internacional, está cada dia mais crítica com relação ao desempenho da economia brasileira. A grande questão é que não existe mais espaço para as audaciosas manobras econômicas promovidas por Dilma Rousseff, ao utilizar a artimanha “criativa” sem uma justificativa crível na condução equivocada da sua política macroeconômica.

Está previsto para o final deste mês que a economista e presidente do Brasil divulgue para os eleitores os rumos da sua campanha, que já demonstra vitória antecipada da sua reeleição, alardeada pelos militantes do seu partido e aliados oportunistas. Diante disso, mais uma vez, estará elevando os gastos públicos que nortearam o seu primeiro Governo e, consequentemente, ampliando as deteriorações das contas públicas.

Admiramos perplexos, no início deste ano, sua magnífica estreia no Fórum Econômico de Davos, quando tentou desesperadamente amenizar o pânico dos investidores estrangeiros relacionado aos fundamentos econômicos do Brasil e os temores de que o Governo poderá continuar estrategicamente interferindo no mercado nacional. 

Infelizmente, a presidente não conseguiu animar os presentes, pelo contrário, parecia mais uma vendedora de carro velho que somente ressaltava as qualidades do veículo e, ao mesmo tempo, procurava esconder os defeitos aparentes na chaparia.

Lamentavelmente, não apresentou nada que sinalizasse ao mundo, de forma consistente, a contínua melhoria da infraestrutura e a concepção de um novo modelo econômico. Dessa forma, continuaremos cambaleando e convivendo com uma economia debilitada, suscetível a crises que abatem países desenvolvidos e/ou emergentes.

Coincidentemente, enquanto Dilma discursava em Davos, acontecia a primeira expressiva queda, em 2014, do principal índice da bolsa de valores brasileira – Ibovespa – que apresentou expressivas perdas no mercado de ações, impactando substancialmente o valor das empresas que compõem a sua carteira teórica. 

Diante da ocorrência, fortaleceu-se a volatilidade habitual que, nesses últimos pregões, tem apresentado um comportamento bipolar, alternando dias de queda brusca e alta vigorosa.

Simultaneamente a este episódio, a nossa moeda também apresentava forte desvalorização entre outras nações emergentes, o que nos levou a sentir, naquele momento, que o governo irá puxar as rédeas da descontrolada economia brasileira e que estávamos vivendo, naquele instante, uma “tempestade perfeita” de notória falta de confiabilidade.

Segundo o Financial Times, o Brasil sempre será lembrado como o grande perdedor deste famoso fórum mundial. A presença de Dilma foi a grande surpresa do conclave. Já ocupando a presidência do Brasil, ignorou os três últimos encontros, para os quais enviou, como seu representante, a dupla formada pelos submissos escudeiros que lideram a sua equipe econômica. 

O Brasil ficou carimbado como o país com as menores menções na lista “quente” do evento, ressaltando-se a ausência de investimentos estruturais e afirmando-se que a aceleração do seu crescimento, até determinado ponto, se fez basicamente através do estímulo ao consumo por meio da incitação ao crédito.

O atual governo é enfático em transferir a culpa dos seus insucessos para o macro ambiente externo, sempre alegando os efeitos da crise mundial que desfavorece a nossa economia, responsabilizando, principalmente, o menor crescimento da economia chinesa e o redirecionamento da política macroeconômica dos EUA em função da revitalização da sua economia. 

Não resta dúvida de que esses dois pontos acima são extremamente importantes, mas sob o ângulo de uma visão sistêmica, pois envolvem as duas maiores economias do planeta que estão se deslocando lentamente nos sentidos da mão e da contramão que regulam o crescimento mundial, favorecendo o surgimento de um novo ciclo para a economia global, que, provavelmente, trará consigo alguns riscos que precisam ser melhor dimensionados. 

Quando se trata do ambiente interno, este é menos barulhento, pois foi o único responsável por executar conscientemente os desacertos econômicos, com o objetivo de introduzir de forma ardilosa seu projeto político iminentemente neofascista, procurando, dessa forma, se manter no poder por muitos anos.

O país sofre de uma evidente ilusão a respeito das causas do crescimento “espetaculoso” após o PT se acomodar no berço esplêndido do Planalto.

Para os governistas, isso seria o resultado da expansividade do consumo, fomentada pela adoção de políticas de distribuição de renda e apoiada nos aumentos reais do salário mínimo e na execução das Bolsas - Família e outras mais, todas elas de cunho eleitoreiro. 

Essas políticas são plenamente justificáveis, pois representam dois aspectos fundamentais que não estão correlacionados à administração petista; um surge de fora, na época da ascensão da China, o que proporcionou, durante um bom período, um saudável crescimento das exportações brasileiras de commodities, tornando-se aquele país nosso principal parceiro econômico. 

O outro foi construído internamente através de reformas estruturais realizadas pelos governos anteriores, a exemplo da abertura da economia, do exitoso Plano Real, das privatizações retomadas com muita paixão por Dilma e acompanhadas de inúmeras justificativas para não vinculá-las ao governo tucano de FHC; da elaboração e promulgação da Lei de Responsabilidade Fiscal e da adoção de mecanismos que visam fortalecer o tripé da gestão macroeconômica que abrange, simultaneamente, inflação, gastos públicos e câmbio. Uma notável herança benigna.

Como sou um curioso da administração ambiental, arrisco uma analogia contextualizada entre a ecologia e a economia brasileira. “Os ventos que sopravam dentro do país já se dissiparam. A brisa externa que atingia o Brasil diminuiu sua intensidade. Portanto, o quanto antes, é indispensável reconstruir um novo meio ambiente para o país”.

Já sabemos, mas é prudente sempre frisar, que a nossa presidente vem desapontando desde o início da sua famigerada administração no que diz respeito ao desempenho da nossa economia; sua gestão apresenta um crescimento médio do PIB (Produto Interno Bruto) de apenas 1,8% a.a, uma inflação que beira os 6,0%, déficit em conta corrente de 3,7% em relação ao PIB, excessivo intervencionismo estatal, inconsequentes mudanças de regras, hostilidade ao capital privado, um amontoado de linhas de crédito subsidiadas oferecidas pelo BNDES e que alimentaram, em boa parte, a expansão da dívida pública, agravando a transparência e a credibilidade da política fiscal; deterioração das contas externas, desenfreados gastos públicos e a inconsistente política econômica minam frontalmente a confiança governamental, desanimando os investimentos.

Dilma promoveu uma multiplicidade de políticas que contribuíram para dificultar mais ainda o cenário; dentre as mais importantes, sinaliza-se coagir o Banco Central a golpear a taxa básica de juros e a criação de diversos subsídios e estímulos para disfarçar os danos fiscais através de mirabolantes mágicas contábeis.

O último significativo acontecimento veio do firmamento. Nos últimos anos, o problema era a abundância de chuvas; agora é a forte estiagem predominante em muitas regiões do país, conflitando com a grande demanda por energia durante o nosso verão. Se persistirem os riscos de apagão, a adoção de um racionamento será inevitável.


Penso que ainda não existem dados consolidados sobre o estrago que a falta de chuvas em harmonia com elevadas temperaturas têm provocado no campo. Os produtores de grãos, verduras, café, laranja e os pecuaristas vivem preocupados com relação às prováveis perdas que já reproduzem alta nos seus preços, com a possibilidade dos alimentos turbinarem a inflação no segundo trimestre deste ano. 

Conforme as notícias divulgadas pela imprensa, o governo brasileiro tenta minimizar a crise de energia já plenamente instalada, o que prejudica parcialmente o crescimento econômico e pode trazer literalmente grandes prejuízos à sua candidatura num ano iminentemente eleitoral, à véspera da propalada Copa do Mundo que terá seu início em junho, período no qual também costuma haver escassez de chuvas em algumas plagas, potencializando riscos.

Problemas no setor elétrico são atualmente as grandes alucinações que infernizam as cabeças coroadas do Planalto e também o comitê da pré-campanha de reeleição da atual mandatária. Ela foi, durante a administração de Lula, sua ministra exemplar, ocupando a pasta de Minas e Energia, onde se destacou pelo seu perfil técnico e, quaisquer problemas nesta área estão intimamente vinculados à sua imagem.

Nos primeiros trinta e cinco dias de 2014 aconteceram treze cortes de energia em doze estados que envolvem quatro regiões do país, deixando mais de cinco milhões de lares e estabelecimentos comerciais às escuras, segundo a cúpula do gerenciamento do sistema elétrico nacional. Em igual período, no ano passado, houve apenas três apagões, o que demonstra nitidamente a grande crise que iremos continuar vivenciando.

Infelizmente, estamos colhendo, neste especial momento, alguns frutos da má gestão de uma caótica administração federal, também comprovada no setor de energia. Sem dúvida, o atual governo menosprezou os investimentos necessários a este indispensável segmento. Poderia, simplesmente, ter retirado os impostos federais da conta de luz, buscando atingir o seu objetivo da redução. 

Penso que nós assistimos a um momento extremamente delicado no que diz respeito à questão do sistema energético. É necessário entender que a Eletrobras, uma estatal que em 2010 valia R$ 32 bilhões, hoje vale em torno de R$ 8 bilhões. Seus técnicos avaliam que se não houver aumento na oferta de energia, o governo vai ter que dispor de R$ 15 bilhões do Orçamento, destinando-os às distribuidoras.

A meu ver, existem apagões muito piores - o da incompetência que já dura mais de dez anos, deixando o País nas trevas da corrupção desvairada, na escuridão da imoralidade no trato com a causa pública, provocando a cegueira que impede os governantes de enxergar os avanços nas reformas estruturais que são imprescindíveis para o crescimento sustentável do Brasil. 

Esses fatos reunidos descredenciam moral e administrativamente a postulante a renovar o seu mandato, no comando dos destinos da nossa sofrida e combalida nação.

Arthur Jorge Costa Pinto 
Administrador, com MBA em Finanças pela UNIFACS (Universidade Salvador).

Petrobras. Cabe impeachment da Dilma, sim!

Operações estranhas vem sendo aprovadas pela Diretoria da Petrobras que passam batidos ao público em geral.  As duas operações comunicados ao mercado através de Fatos Relevantes em 16 de agosto de 2013 coloca em dúvida a sua idoneidade uma vez que não obedeceu as regras básicas de boa administração e de transparência de coisas públicas.

A primeira operação se refere a alienação de 100% das ações da Petroquímica Innova para Videolar e seu acionista mojoritário por valor equivalente a US$ 372 milhões.  Diz a nota que a operação submetida ao CADE, será aprovado pelo Conselho de Administração da Petrobras.  No meu entender, alienação de 100% de um patrimônio qualquer de uma estatal ou economia mista, deveria ser procedido de ampla divulgação.

A segunda operação se refere a alienação de 35% do bloco Parque das Conchas ao grupo Sinochem pelo valor de US$ 1,52 bilhões, na Bacia de Campos, sendo que a Shell poderá exercer a preferência na aquisição por ser sócio do bloco.  Curiosamente, ambos grupos foram os vencedores da licitação do bloco Libra.  Esta operação, a do Parque das Conhcas, não foi feita obedecendo as regras normais de licitações, apenas justificado pela Nota de que submete à aprovação do Conselho de Administração da Petrobras.

Ambas operações ocorrem ou ocorreram no território brasileiro, portanto, nada que justifique a dispensa de licitações conforme prevê a legislação que regulamenta este tipo de operações.  O que estranha é que as operações tão vultosas como citadas, serem realizados no balcão de negócios, como se faz em companhias privadas.  Isto é motivo para suspeita, sobretudo após a denúncia de envolvimento de funcionários da Petrobras em operações denunciadas pelo Departamento de Justiça dos EEUU.

No caso a venda de 100% da Petroquímica Innova para um grupo privado por um curioso número US$ 372 milhões, cerca de R$ 870 milhões à época da divulgação do Fato Relevante, me faz crer que poderá ter havido sub-avaliação e havendo pagamento de propina por fora.  O fato gerador desta desconfiança é justificado pela total falta de transparência das negociações para chegar nos valores de alienação.  Foi feita a auditoria para estabelecer o preço mínimo de alienação?  Foi feita licitação com ampla divulgação pela imprensa?  

A segunda operação, a venda de 35% do bloco Parque das Conchas, também, negociações feitas sem menor transparência, uma operação vultosa de US$ 1,52 bilhões, justamente para um dos ganhadores do bloco de Libra.  A Shell detentora de 50% do bloco foi protagonista de processo de recuperação tributária judicial no valor de R$ 1 bilhão, nada usual, ganha nos tribunais por decurso de prazo.  A questão é a contradição ao Plano de Investimento da Petrobras uma vez que o campo está em produção.  Isto que dá margem para eu dizer que a Petrobras vende almoço para poder jantar.  Ou tudo isto é, apenas, operação fazer "caixa 2" para campanha Dilma 2014?  

Isto tudo parece ser parte do motivo para desvalorização dos papeis no mercado acionário, perdendo cerca de 50% do valor em menos de 5 anos.  Para uma companhia de petróleo, parece ser uma coisa inédita.  Vai em contra mão, também, o fato de que neste período foi adicionado ao patrimônio da Petrobras, 5 bilhões de barris da reserva do pré-sal para o aumento do seu capital social.  Usando termo chulo, podemos afirmar que já foi para o saco, tudo que enfiou na Companhia.  

Se isto tudo tivesse acontecido numa companhia privada, os responsáveis pela Companhia já teriam ido para cadeia.  Não se pode admitir, só porque é dinheiro público, tamanha incompetência ficar ileso das apurações.  Se o Brasil fosse país sério, a presidente da Petrobras Graça Foster, o presidente do Conselho de Administração ministro Guido Mantega e a presidente da República Dilma Rousseff estariam respondendo por crime de responsabilidade.  Por estas e outras que o Brasil está sem nenhuma credibilidade no exterior, que diga o Banco Central americano, o FED.

Por estas operações estranhas, devidamente apuradas, caberá impeachment da presidente Dilma.  Uai, Collor não caiu porque comprou Elba com sobra de dinheiro da campanha presidencial?   O que mudou?  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori

sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Blog do Saka agradece pelos 2 anos de paciência!

Amanhã, 15 de fevereiro, faz 2 anos que inaugurei este blog.  O motivo da criação foi que precisa de espaço para tecer críticas à política econômica do governo Dilma Rousseff.  Encontrei resistência para minhas opiniões na coluna de comentários da grande mídia.  Recebi moderações nos meus comentários e finalmente suspensão nos cadastramentos naqueles espaços. Resolvi, então, inaugurar este blog.

Não sou jornalista e nem formado na área de ciências humanas, pelo contrário, sou engenheiro civil.  Tenho dificuldades no domínio da própria língua portuguesa, por ter sido a minha primeira língua, aquela dos meus pais, imigrantes japoneses.  O corretor de português do Google tem me ajudado muito na tarefa de correção, ainda bem.  

Nestes 2 anos, postei 1.073 matérias, maioria absoluta de minha produção.  São 2.934 comentários postados pelos amigos leitores e amigas leitoras.  Para quem iniciou o blog com pífios 100 acessos diários, a média de hoje de 2.000 acessos diários é uma vitória para mim.  Nestes 2 anos, recebemos 402.000 visitas de leitores e leitoras.  Isto para mim é um troféu.

No início foi difícil escrever matéria contra a política econômica da Dilma.  A presidente Dilma estava com 77% de aprovação pela população brasileira.  Nós éramos uma espécie de "insurgentes".  Insurgentes ao governo Dilma.  Insurgentes ao governo do PT.  Insurgentes ao domínio do poder pelo Lula, presidente.  Recebi muitas ameaças, algumas explícitas outras não, mas continuei no meu caminho.

A minha tarefa, o objetivo deste blog, termina com o segundo turno das eleições de 2014.  Se Deus quiser, a história do País entrará na normalidade.  Se Deus quiser, não terei mais material para postar neste espaço.  Tomara que assim seja.  Tomara que este reles cidadão não tenha mais motivos para continuar a utilizar este espaço.  Tomara!

Obrigado pelo apoio nestes 2 anos de existência deste espaço!

Obrigado pela paciência de ler as palavras escritas em japoguês!

Obrigado pela paciência com meu destempero!

Obrigado por vocês, amigos e amigas, existirem!

Em querendo, podem postar comentários no rodapé deste, em espaço próprio.  Como de costume, não haverá censura ou moderação para os que discordam do meu ponto de vista.  Cada um assume a sua postura.  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori
sakamori10@gmail.com




Propinoduto da Petrobras é R$ bilionário!

Segundo notícias divulgadas no Valor Econômico de 13/2/2013, os funcionários da Petrobras teriam recebido propinas de US$ 139 milhões, equivalente a R$ 335 milhões em valores de ontem, da holandesa SDM, pela locação de plataformas de petróleo.  Vale citar que as investigações estão sendo feitas, entre eles, pelo Departamento de Justiça dos EEUU.

As investigações, via de regra são de fora.  Vejam os casos das empresas Siemens e Alstom que teriam pagos propinas aos altos funcionários do Metropolitano de São Paulo.  Não tão longe do assunto Petrobras, vamos rememorar o episódio da refinaria Pasadena que virou notícias na imprensa, por conta da demanda judicial envolvendo participação da Petrobras.  Lembrando também que a desastrada compra causou prejuízo à Companhia em valor local cerca de US$ 1 bilhão ou equivalente a R$ 2,40 bilhões.  

Isto é apenas a ponta de visível do propinoduto da Petrobras.  As operações de venda de ativos no exterior, no valor declarado pela própria Companhia em US$ 14,9 bilhões, vem sendo executado, sem nenhuma transparência.  O montante equivale a bagatela de R$ 35,7 bilhões, na cotação de ontem.  Os argumentos da Petrobras, de que as vendas obedecem leis locais, fogem as regras das leis brasileiras sobretudo de licitações.  Nem tão pouco, a Companhia, obedece as regras de boa governança corporativa, conforme manda as regras do CVM.  

Eu mesmo fiz várias denúncias sobre as vendas de ativos, contabilizados em US$ 14,9 bilhões, sem devida observância legal e muito menos a prática de regras básicas de uma administração de uma Companhia de capital aberto.  Lembrando que a Petrobras é uma Companhia de capital aberto com controle acionário da União. Não é uma empresa de 1 dono só, que decide o que bem entender, sem ter que dar mínima satisfação ao público, apenas ao fisco.  

A Petrobras vem sendo tratado como se particular fosse das pessoas físicas da Graça Foster, Guido Mantega e da Dilma Rousseff.  Não me lembro de tê-los dado poderes totais, absolutos, para fazer transações R$ bilionárias, sem ao mínimo observar o mínimo requisito da transparência. Nem tão pouco o Congresso Nacional outorgou tais prerrogativas.  Diante das evidências apontadas em transações menores, corriqueiras, da Petrobras, posso concluir, sem medo de errar que as personagens citadas tem envolvimento com propinas R$ bilionárias.  

A queda do valor patrimonial na BMFBovespa reflete exatamente o temor dos acionistas minoritários da conduta não ilibada dos administradores da Petrobras e dos dirigentes máximos da República.

Donde se conclui que o propinoduto da Petrobras é R$ bilionário!

Está com a palavra, as personagens citadas.  

Ossami Sakamori
@SakaSakamori



quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

Brasil está canceroso!

Mensagem que circula pela internet.  Li o texto. Não tenho a doença câncer, mas vivo sofrimento de pessoas próximas a mim, com a doença.  Mas, a matéria em si, tem coerência e dá oportunidade de exteriorizar o pensamento de muitos brasileiros.  Não sei, exatamente, se a personagem Ênio Mainardi existe.  Se ela não existe, fica como pseudônimo de um colaborador deste blog.  Assumo inteira responsabilidade pela divulgação desta matéria e pelo seu conteúdo.  Não fujo à responsabilidade.   

Ênio Mainardi escreveu para a presidenta Dilma

Você tem câncer. Igual a mim. Os médicos dizem que estamos curados, que a químio funcionou… Mas nós dois sabemos que quem tem câncer é para sempre.

Nenhum exame pode garantir nada. A doença, depois de instalada, fica dentro de nós, só esperando uma chance para ressurgir. É assim o câncer. O PT também, para mim, é um câncer definitivo. O Lula, você, o PT… todos com câncer. 

O Brasil está canceroso. Cada político corrupto é um canceroso do PT, do PMDB, do PSDB ou dos outros 37 partidecos que mamam na Pátria Gentil, corrompidos pelas barganhas de tempo na TV, do fundo partidário, das negociatas que eles perpetram, ávidos. 

Essa gente ruim acaba com nosso futuro, nossas esperanças. E os malditos sindicalistas. Os aparelhados. Os empreiteiros. Vocês não vão desaparecer nunca, sabemos disso. Não tem quimio, não tem veneno de rato que acabe com a raça de vocês. São como baratas sobreviventes mesmo depois de uma explosão nuclear. 

O Stalin era do PT, o Hitler, também petista. O Chávez. Mussolini. Nero queimando Roma. Uma linhagem infinita de descendentes de Caim. Ninguém sabe como um petista aparece. 

No caso da doença câncer, propriamente dita, tem o fator stress. E os alimentos com pesticida, a genética. E a própria falta de fé na humanidade. Fé em Deus, na justiça divina. 

No caso de vocês, petistas, tudo leva ao câncer. A ganância pelo poder, a corrupção, a necessidade de compensar suas fragilidades espirituais, morais e éticas com o exercício da força bruta, do oportunismo que só busca vantagem para sipróprio. Vocês são do Mal. E, portanto, eternos.

De vez em quando penduram um Mussolini pelo pescoço, enforcado numa praça pública. Ou matam um Pol-Pot a pauladas. Um parco consolo. 

Você, Bruxa Odiada, ainda não se tocou daquilo que é. Você tem a caneta - mas não a cabeça. É uma serva do PT, qualquer dia o Lula vai te mandar lavar uma privada do Planalto, sem luvas. Ou te mandar trancar o processo de enriquecimento duvidoso - dele e de seu filho. De outro lado, não dá para esperar que você melhore seu QI.

Se eu fosse psiquiatra eu te diagnosticaria como sendo uma psicótica que costuma atravessar os limites da sanidade mental dez vezes ao dia. Então só nos resta lutar duramente contra você e contra todos os petistas do mundo, seja os da bandeira vermelha ou não. 

Talvez tenhamos até que usar um fuzil automático AR-15, igualzinho aquele com que você se deixou fotografar nos tempos da guerrilha. O consolo é que se câncer não pode ser extinguido - pode ser controlado, reduzido a quase nada. Aqui no Brasil, duvido que seja pelo voto. Outra hipótese é que o (a) canceroso (a) possa morrer depressa. Doença existe é para isso.

Ênio Mainardi

Só discordo do fuzil automático AR-15. Sou de paz. Meu guru é o Gandhi. Sou adepto ao dogma da "não violência".  No mais, concordo com o texto.


Revolução bolivariana é aqui !

Estadão, ontem. Uma marcha do Movimento dos Sem Terra (MST) realizada em Brasília nesta quarta-feira, 12, acabou em pancadaria na Praça dos Três Poderes, interrompeu a sessão no Supremo Tribunal Federal e levou a presidente Dilma Rousseff a agendar para esta quarta um encontro com seus integrantes no Palácio do Planalto.

Comentário. 

O PT prova do seu próprio veneno.  O MST foi o braço armado dos movimentos sociais que levou o PT ao poder.  Durante o governo Lula, os movimentos de ocupações de prédios públicos foram tratados com leniência pelo poder público.  Durante os 8 anos do governo Lula o MST foi tratado como movimentos social legítimo.  De forma indireta ao movimentos foram canalizados verbas públicas para o MST poder se organizar.  Emblematicamente, o Lula, chegou a usar o boné do MST em cerimônia pública.

O PT da Dilma está cada vez mais distante dos movimentos sociais como MST.  Segundo MST, no ano passado, foram distribuídos 7 mil lotes para assentados, numa demanda de 90 mil.  Deixando os números de lado, o fato que PT mudou de foco.  O foco, no segundo mandato do Lula e no mandato da Dilma, passou a ser empresários de comportamentos duvidosos, como as famílias Batistas.

Dá-se impressão de que o MST, de certa forma, ainda obedece as ordens do PT.  A tentativa de ocupação do STF é sinal claro da existência da ascendência do PT sobre o MST.  O que tem a ver o STF com o atraso da reforma agrária?  Praticamente, nada!  Movimento de 15 mil pessoas, vindo de diversos pontos do país, não deve ter custado barato.  Em tese, os acampados não tem nem dinheiro para comer e recebem cestas básicas para manutenção.  Donde vem o dinheiro para tamanha manifestação?  Movimento espontâneo, não é.  Alguém está financiando o movimento, isto ninguém tem dúvida.

A leniência do governo Dilma para com os baderneiros fica cada vez mais evidente.  O ministro da justiça José Eduardo Cardozo, segundo imprensa, teria recebido minuta de mudança de lei para conter manifestações violentas das ruas, apresentados pelos governos do Rio e São Paulo, em outubro de 2013, mas nada fez para tramitar com urgência no Congresso.  Só mesmo morte de um repórter da TV para desnudar a falta de vontade política do governo Dilma para resolver os problemas causados pelos baderneiros.  

Isto tudo que vem acontecendo me lembra bem, a fase bolivariana ao estilo Hugo Chávez na Venezuela.  Ele, Hugo Chávez, se manteve no poder até a sua morte, com sucessivas manobras, estimulando e financiando os movimentos sociais de base.  O Hugo Chávez tinha o poder de voto, porque os movimentos sociais lhes garantiam votos necessários para sua permanência no poder, até a morte.  Parece que o Lula copiou o esquema Hugo Chávez, até na sua sucessão.  Hugo Chávez botou um poste para sua sucessão, o Nicolás Maduro.  Lula botou Dilma para sua sucessão, tal qual Hugo Chávez.  E Dilma vai usar diabo para tentar manter-se no poder como Nicolás Maduro está tentando.  Qualquer semelhança é mera coincidência.  

No Brasil, a revolução bolivariana já está no poder!

Ossami Sakamori
@SakaSakamori