O cidadão comum brasileiro está apreensivo com a perspectiva da economia para o próximo ano, 2020, porque o ano de 2019 não produziu dados positivos e está próximo de terminar. O mercado financeiro continua aguardando o prosseguimento das reformas estruturantes na economia do País. Digamos que a economia do Brasil está na posição de "stand by". Dentro desse quadro, os investidores do setor produtivo, aguardam ansiosamente o prometido pelo ministro da Economia, Paulo Guedes, a reforma tributária e o pacto federativo, para tomarem as decisões sobre investimentos, que gerarão novos empregos. Brasil está na mesma situação do cachorro tentando pegar o seu próprio rabo.
A economia brasileira está ainda dentro do processo de "depressão" que iniciou no ano de 2015. Nesse período, grosso modo, o Brasil regrediu cerca de 15% no PIB e em relação ao mundo desenvolvido, um atraso de 25%. Para recuperar esse atraso, o País precisa crescer mais que a média mundial de 3,5%, da ultima década, para tentar recuperar a posição anterior à crise econômica brasileira dos últimos 5 anos.
Dito isso, vamos à previsão dos indicadores econômicos para o próximo ano, o de 2020. A tão esperada reforma tributária e um novo pacto federativo virá "desidratada" e fatiada. Dentro do escopo, só há expectativa de criar o IVA, substituindo o PIS e a Cofins e possível a alteração na alíquota de IR sobre Pessoa Física, aliviando ligeiramente a carga tributária do cidadão comum. O novo pacto federativo, importante para sobrevivência dos estados e municípios, devem estar na agenda do primeiro semestre do ano que vem.
A inflação está sob controle, ligeiramente abaixo de 4%, conseguido pela falta de consumo da população devido ao grande número de contingente de trabalhadores em situação precária. O contingente de trabalhadores que deixaram de consumir é um número estonteante. Estima-se que são 50 milhões de trabalhadores desempregados, desalentados, nem-nem e subempregados. Por outro lado, o número de trabalhadores com carteira assinada continua estacionado em 33,4 milhões, diante de 110 milhões da força de trabalho.
O governo gaba-se com a taxa de juros Selic de 5,5%, a menor dos últimos 20 anos. Ainda, assim, o Tesouro Nacional paga os juros reais, acima da inflação, em cerca de 40%. No entanto, a taxa básica de juros Selic, em números absolutos menores, de certa forma, poderia estimular os investimentos produtivos. É um círculo vicioso que o País se meteu, a falta de consumo por conta do elevado número de trabalhadores formais e a falta de consumo inibe o investimento em setor produtivo. Para romper este círculo vicioso, teria que romper com a política econômica e monetária contracionista, tal qual a fórmula dos organismos de fomento internacional como o FMI - Fundo Monetário Internacional. No momento, o crescimento econômico é palavra feia, não é bem aceita pela equipe econômica.
A maioria dos articulistas econômicos prevê o crescimento econômico para o País, no próximo ano, 2020, entre 3% a 3,5%, o que seria a média de crescimento econômico do mundo desenvolvido. O crescimento econômico previsto por nós, deve criar cerca de 2 milhões de empregos com carteira assinada, já no próximo ano, o que não seria um número significativo diante do déficit de vagas fechadas nos últimos 4 anos.
A expectativa é que o Brasil deverá crescer 3,5% em 2020.
Ossami Sakamori
Ossami Sakamori
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