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quarta-feira, 1 de fevereiro de 2017

A hora não é de comemorações!



O governo Temer "comemora" o resultado das contas do Orçamento Fiscal de 2016. Segundo informações divulgado pelo governo, as contas do setor público consolidado acumularam "déficit primário" de R$ 155,7 bilhões, equivalente a 2,47% do PIB. Este é o pior resultado da série histórica, inciada em 2001. Só para lembrar, em 2000 foi criada a Lei de Responsabilidade Fiscal pelo governo FHC.

Em 2014 houve "déficit primário" de R$ 32,5 bilhões e no ano de 2015 o "déficit primário" foi de R$ 111,2 bilhões. Os sucessivos "déficits primários" foram motivos para "exacerbação da inflação" no período, que em 2015 fechou com 10,67%. Explico. O "déficit primário", o "dinheiro que falta para cobrir os gastos do governo", obriga o Tesouro a emitir títulos da dívida pública, em consequência alarga a "base monetária". Foi o que tem acontecido desde 2014, ano da eleição presidencial.

O resultado comemorado, o "déficit primário" menor do que o "rombo" previsto pelo governo em R$ 170,5 bilhões, foi devido a "entrada extra" da repatriação de dinheiro sujo autorizado pelo governo através de Lei especial. A repatriação rendeu valor bruto de R$ 46,8 bilhões, o que aliviou o "rombo" da conta.  Sem o dinheiro da repatriação o "rombo" seria de R$ 202,5 bilhões.

Vamos lembrar que o governo Temer aprovou o PEC 241 nos pagar das luzes do ano passado, para flexibilizar o cumprimento da Lei de Responsabilidade Fiscal de 2000. Desde então, o governo está "autorizado" pela PEC 241 de cobrir o "rombo" do Orçamento Fiscal até o limite do gasto de 2016, corrigido pela inflação. O governo Temer "oficializou" o "rombo fiscal" ou o "déficit primário". Não entendo até hoje, a comemoração que houve com a aprovação do PEC 241. 

O fato de emitir títulos do governo para "complementar" a cobertura dos gastos do governo não é "bicho de sete cabeças", no entanto, exige do governo o rigoroso controle da base monetária para a "inflação" não explodir. No entanto, a consequência do contínuo "déficit primário" aumenta o endividamento público, que uma hora, a conta vai cair nas costas do contribuinte. Vamos lembrar, também, que no "déficit primário" não engloba o pagamento de juros da dívida pública. O buraco é mais para baixo. 

O governo se meteu no "beco" sem saída traumática. Os gastos públicos foram congelados nos níveis de 2016, corrigido pela inflação, não permitindo ao governo gastos em investimentos públicos além dos níveis de 2016. O governo fez "opção" pela "retração" em investimentos. Para o governo, os investimentos em infraestrutura, por exemplo, terão que vir da inciativa privada através de Programa de Parceria para Investimentos. Governo Temer "abriu mão" de ser o "indutor" do crescimento econômico sustentável do País. 

Com muita tristeza que assisto, passivamente, a "depressão" do País, resultado do equívoco da política econômica e política monetária do governo traduzido pela "ponte para o futuro". A ponte idealizada está a nos levar para a maior depressão da história do Brasil dos últimos 100 anos! O governo Temer só vai acordar quando a "panela de pressão social" explodir e ir para as ruas. 

A hora não é de comemorações!

Ossami Sakamori




4 comentários:

  1. Vai ser difícil essa pressão nas ruas porque o povo, desesperado por um emprego, só quer achar um jeito de ganhar dinheiro para comprar comida e pagar as dívidas, se sobrar. O governo, maléfico do Temer, espera isso mesmo. povo faminto não pensa. e se pensar e for às ruas em multidão é bem provável que ele mande as forças Armadas agirem contra, ou decretar estado de sítio. Eu já não me surpreendo de mais nada. O governo Temer já está quase superando a Dilma em malefícios à população.

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    1. Mais uma vez tenho que concordar com a opinião do sr. Camilo.

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  2. Governo muito fraco,que tem como meta a continuidade do modelo corrupto com mesmos aliados de varios governos passados,o que deixa claro a que veio.

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  3. Michel Temer é a herança dos q outrora foram poder, ele nada mais é do que a continuidade de um poder carcumido e oco.

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