sábado, 16 de janeiro de 2016

Com Dilma, número de desempregados subirá para 14,1 milhões!

Crédito da imagem: Estadão

Minha leitora que reside em Bento Gonçalves, RS, sugere que eu escreva sobre o tema "investimentos em 2016". Pois, não tenho boas notícias para para ela. As empresas brasileiras, não estão preparando nenhum investimentos para este ano, com exceção do setor da indústria que tem como foco as exportações. Infelizmente, isto reflete no índice de desemprego e este será o tema da matéria de hoje. Gostaria muito, de quanto antes, escrever sobre investimentos no País. 

Segundo dados da Pnad - Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios do IBGE, um total de 2,5 milhões de pessoas passaram a buscar uma vaga de trabalho, no trimestre terminado em outubro de 2015. O avanço em relação ao mesmo período de 2014 é de 38,3%, o maior já verificado na série histórica da pesquisa, inciada em 2012. A soma de trabalhadores desempregados subiram para 9,1 milhões. 

Até o PT saiu em defesa da manutenção da taxa básica de juros Selic dos títulos do Tesouro, que será definido pelo Banco Central na próxima quarta-feira. Segundo o "neoliberal" Paulo Pimenta, PT/RS, líder do governo na Comissão Mista de Orçamento, "um aumento de juros para segurar demanda e a inflação terá desemprego como consequência". Nada como discurso de um bom "neoliberal" petista. O governo PT está metido até o pescoço com a fórmula clássica do FMI. Quem te vê, quem te viu !

Por outro lado, o senador Ataídes de Oliveira, PSDB/TO, ocupou a tribuna do Senado para chamar atenção do fato que fica ao largo das análise dos analistas econômicos. Segundo senador Ataídes de Oliveira, a pesquisa do Pnad, não leva em conta como "desempregado" três categorias de trabalhadores. A primeira categoria são os "não empregados" com menos de 30 dias da demissão e a segunda categoria  são os "não empregados" que estão recebendo o "seguro desemprego". 

Os beneficiários da Bolsa Família, a terceira categoria, não fazem parte das estatísticas de "desempregado" no índice da Pnad. São 13,9 milhões de pessoas atendidas pelo programa social do governo federal. Para efeito de estatística, os beneficiários do Bolsa Família são uma espécie de "párias" ou "vagabundos", isto porque não constam como "desempregados", nas estatísticas do IBGE.

O que impressiona é o número de desempregados que fazem parte da categoria de "não empregados", portanto não estão nas estatísticas do IBGE como "desempregados". Segundo senador, são 2 milhões de trabalhadores, "não empregados" que foram demitidos há menos de 30 dias e os 8 milhões de "não empregados" que recebem o benefício do "seguro desemprego", não fazem parte dos "desempregados". Ele se referia ao dados oficiais que ele coletou no IBGE. 

Na soma, o Brasil tem 10 milhões de "não empregados" esperando pela abertura de vagas no trabalho. Eu disse: 10 milhões de trabalhadores "não empregados", fora das estatística de "desempregados" da Pnad do IBGE. Este número passa batido nas avaliações dos economistas que analisam a situação do País. Claro, vamos fazer justiça ao senador Ataídes Oliveira que ele se preocupou com o tema. 


Com o País em desenvolvimento, contrário do Brasil de hoje, este contingente de 10 milhões de trabalhadores "não empregados", que representa cerca de 10% da força de trabalho, encontrariam trabalho quando terminam o período atendido pelo "seguro desemprego". No entanto, as empresas brasileiras estão mais demitindo do que admitindo, conforme demonstra as estatística do próprio IBGE, o aumento de 2,5 milhões de "desempregados" na data base 30 de setembro. Isto é o País está em recessão!

Todo este preliminar para afirmar que, com continuidade da recessão prevista para este ano em igual nível de 2015, pelo menos 5 milhões dos 10 milhões de "não empregados" entrarão nas estatísticas da Pnad do IBGE como "desempregados". No trimestre que terminará no 30 de setembro deste ano, é possível e é provável que o Brasil esteja com acréscimo de 5 milhões (50% do "não empregados") ao número de "desempregados". A esta altura, o Brasil estará com 14,1 milhões de desempregados ou equivalente a 14% da força de trabalho. Isto é um índice alarmante!

Não vem que não tem, os falsos otimistas! Não sou pregador de apocalipse e muito menos responsável pelo quadro da economia que o País encontra. 


Infelizmente, este será o quadro sombrio que se espera do governo Dilma, para o ano de 2016.

Ossami Sakamori












sexta-feira, 15 de janeiro de 2016

Dilma anistia os bandidos enricados!



Sancionada pela presidente Dilma, a Lei de repatriação do dinheiro mantido no exterior, que tenta regularizar a situação de muitos brasileiros "enricados" que possuem "dinheiro sujo" no exterior, mediante recolhimento aos cofres públicos uma taxa de 30%, sendo  15% de multa e 15% de Imposto. Isto é uma verdadeira anistia aos bandidos de colarinho branco.

Estima-se que os brasileiros "enricados" ilicitamente, tinha em 2010, cerca de US$ 520 bilhões, equivalente a R$ 2,08 trilhões, na cotação do dólar a R$ 4. O estudo está resumido no documento "The Price of Offshore Revisited", escrito por ex-economista chefe da Consultoria McKensey, James Henry. O economista fez cruzamento de dados do Banco de Compensações Internacionais (Banco Central dos bancos centrais), do FMI e do Banco Mundial, para levantar o valor. 

Ainda, segundo o diretor da Tax Justice Network, além dos acionistas de empresas dos setores exportadores de minerais (mineração e petróleo), os segmentos farmacêuticos, de comunicações e de transportes estão entre os que mais remetem recursos para paraísos fiscais. Não é atoa que os operadores da Lava Jato utilizaram empresas farmacêuticas para lavar o dinheiro. 

O assunto foi noticiado pelo jornal Gazeta do Povo na edição de 22/7/2012 e comentado por este blog no mesmo dia, portanto há 3 anos e meio. 

É interessante que o relatório faz referência aos setores exportadores de minerais, que coincidência ou não, atuam a Vale e a Petrobras. Ao que tudo indica, o cruzamento de dados feito pelo James Henry junto ao BIS, ao FMI e ao Banco Mundial, já indicavam a ladroagem e remessa de dólares para os paraísos fiscais, pelos membros da facção criminosa comandada por PT, no assalto aos cofres da Petrobras. 

O governo do PT, defensor de moralidade, até a chegada no poder em 2002, em 13 anos praticando a ladroagem, só vem "legitimar" o dinheiro sujo da "ladroagem" praticada pelos membros da facção criminosa, apontados na Operação Lava Jato, Operação Zelotes e Operação Acrônimo. 

A Lei de repatriação prevê anistia de crimes cometidos, desde que pague a taxa de 30%.  Pagando, livra dos crimes cometidos. A Lei não obriga os bandidos enricados a internar o dinheiro no País para criação de empregos e nem melhorar a posição da reserva cambial.  

Dima anistia os "bandidos enricados" que frequentam com maior desenvoltura o Palácio do Planalto, como se fizesse parte integrante do poder da República. Penso eu, que amiga de bandidos, bandida é! 

Ou a Dilma é uma madre Teresa de Calcutá? 

Ossami Sakamori








quinta-feira, 14 de janeiro de 2016

PT e PSDB são "neoliberais"!


Christine Lagarde é francesa, 60 anos, inteligente. Ela dita regras do neoliberalismo ao mundo global, na condição de diretor gerente do FMI - Fundo Monetário Internacional, organismo multilateral. A opinião da Christine pauta a agenda dos países emergente, com menor expressão política como o Brasil. O País ocupa hoje a 9ª economia do mundo, com cerca de 2,5% do PIB do mundo. Ela será protagonista do Fórum Econômico Mundial, que acontecerá em Davos na próxima semana. 

Christine Lagarde afirma que o aumento da taxa básica de juros dos títulos americanos, previsto para próximos meses, causará impacto negativo aos países emergentes. Ela sabe o que fala. Ela sabe que, com o aumento da taxa básica de juros nos Estados Unidos, haverá revoada de investimentos especulativos de países emergentes para os Estados Unidos. Brasil será o perdedor de capitais na nova conjuntura anunciada pela Christine. 

A fala da Christine Lagarde tem importância aos países emergentes como o Brasil. O fato de Brasil ter pago o empréstimo subsidiado do FMI, feito no governo FHC e pago no governo Lula, não livra o País de estar fora das regras ditadas pelo FMI. Aliás, o Brasil aumentou a participação no capital do FMI, no governo Lula. A credibilidade do governo Dilma, passa necessariamente pela aprovação da Christine Lagarde.

Ao contrário da imagem que o PT quer passar ao povo brasileiro, o governo do PT está comprometido até o pescoço com o "neoliberalismo" pregado pelo FMI, tão criticado pelo PT, Dilma e Lula. Dilma vai ter que engolir a Christine, querendo ou não querendo. Brasil perdeu credibilidade no mercado financeiro global. 


O Nelson Barbosa é professor titular da Fundação Getúlio Vargas, em licença, para exercer o cargo de ministro da Fazenda do governo Dilma. Nelson Barbosa é tão "neoliberal" quanto o Armínio Fraga que foi o potencial ministro da Fazenda de um eventual governo Aécio Neves. Da cartola do Nelson Barbosa, não sairá nenhum "coelho" novo, a não ser aquele enquadrado na fórmula clássica de neoliberalismo do FMI. 

A Christine Lagarde faz escola para Nelson Barbosa, Joaquim Levy e ao professor de ambos, o Armínio Fraga. Portanto, é importante prestar atenção nas falas da Christine Lagarde. Ao contrário do que o governo PT quer passar a para a população, a política econômica do PT é a mesma do governo passado do PSDB, isto é, "neoliberal". O PT é "neoliberal" até a medula, tanto quando é para o PSDB. 

Este articulista tem divergências "importantes", com os formuladores da política econômica do PT e PSDB. Entendo que o pensamento neoliberal defendido por ambos partidos, submetem os interesses do País aos interesses dos países mais ricos e desenvolvidos. Os pontos divergentes estão expostos nas sucessivas matérias já postadas neste blog. Digamos que estou mais à direita do pensamento neoliberal.

Não se estressem e nem percam tempo querendo me rotular como "neoliberal". Estou mais à direita. O PT e o PSDB são "neoliberais"!

Ossami Sakamori











quarta-feira, 13 de janeiro de 2016

Quando Lula e Dilma vão ser presos?


Não entendo como o ex-presidente Lula da Silva e a atual presidente Dilma não foram ainda encaminhados pelo Procurador Rodrigo Janot ao relator do processo Lava Jato, ministro do STF, Teori Zavascki, para indiciamento e investigação. A Polícia Federal já apresentou indícios suficientes para mandar indiciar e investigar as maiores figuras do PT, dentro da Operação Lava Jato. O que vale para deputado Cunha, não serve para Lula e Dilma?

Lula da Silva e Dilma Rousseff são responsáveis pela ladroagem na Petrobras revelado pela Operação Lava Jato. O Lula da Silva porque foi presidente da República que usou o dinheiro da ladroagem da Petrobras, para compra de apoio político nos 8 anos do seu mandato à frente da presidência da República. Ele foi, também, mentor do esquema Mensalão, em que principais dirigentes do PT foram condenados pelo STF. 

Dilma Rousseff foi ministra de Minas e Energia, cuja pasta responde pela Petrobras, no primeiro mandato do Lula da Silva. A Dilma foi presidente do Conselho da Administração da Petrobras, acumulando a função de chefe da Casa Civil no segundo mandato do Lula da Silva. Dilma deixou de ser responsável pela Companhia, apenas no período  da sua campanha presidencial, entre de abril e dezembro de 2010.

Dilma Rouseff foi responsável pelas nomeações do Conselho de Administração e da Diretoria Executiva da Petrobras, durante o mandato que perdurou de janeiro de 2011 a dezembro de 2014. Lembrando que a Operação Lava Jato revelou a existência de ladroagem no período que corresponde, também, ao primeiro mandato da presidente Dilma.

Lula da Silva e Dilma Russeff contaram com o  apoio parlamentar da base aliada no Congresso Nacional, via abastecimento de "propinas". Embora, ambos aleguem não terem recebidos "depósitos na Suíça em seus nomes" e alegarem que o PT recebeu o dinheiro das "propinas" tão somente como "doações oficiais", isto não livra da responsabilidade da ladroagem que ocorreu no período que correspondeu a administração petista dos 12 anos que funcionou a pleno vapor o maior esquema de ladroagem na Petrobras.

Os delatores colaborativos Paulo Roberto Costa e Nestor Ceveró, afirmam que o ex-presidente Lula da Silva e atual presidente Dilma Rousseff "sabiam" do esquema de "propinas" que abasteciam a base aliada no Congresso Nacional. As delações de ambos ex-diretores da Petrobras não é nada surpreendente, apenas confirmam o esquema de "propinas" a dezenas de parlamentares da base aliada no Congresso Nacional, que perdurou nos seus governos.

Além do esquema de ladroagem, a Petrobras fez endividamento R$ bilionário no mercado financeiro internacional, para tocar o projeto megalomaníaco do "pré-sal", autorizados e implementados pelos presidentes Lula da Silva e da Dilma Rousseff.  Pois bem, a Petrobras está em "estado de falência" pela incompetência e irresponsabilidade de ambos e agravado pela ladroagem que abasteceu os bolsos dos aliados no Congresso Nacional. 

Podem até os presidentes Lula da Silva e Dilma Rousseff alegarem que "não tem contas na Suíça em seus nomes", mas ambos devem responder pelo crime de responsabilidade pelo "estado de falência" da Petrobras. Não sou jurista, mas, em querendo o Procurador Geral da República, poderá indiciar ambos pelo crime de responsabilidade. Se há necessidade de autorização do Congresso Nacional para "permitir" o indiciamento e investigação de ambos, que tomem "medidas cabíveis", com a máxima urgência.

Falta muito pouco, muito pouco mesmo, para a paciência do povo esgotar e ocupar o Palácio do Planalto, até que as Instituições da República tomem as providências cabíveis conforme manda a Constituição da República. O aparelhamento do Estado pela facção criminosa não será suficiente para impedir a demanda da população. 

Em Portugal, o ex-primeiro ministro  José Sócrates foi preso ao pé da escada, do avião que o conduzia, de retorno de viagem de férias, para investigação sobre corrupção. Será que o povo brasileiro não vai ver uma cena como esta? 

Quando Lula e Dilma vão ser presos para investigação?

Ossami Sakamori








Petrobras, o maior mico da Bovespa!


Não entendo como profissionais do mercado financeiro e investidores institucionais não enxergaram o que este articulista mequetrefe já via com preocupação sobre a Petrobras. Ontem, as ações da Petrobras despencaram na Bovespa, tanto as Ordinárias como as Preferenciais. Escrevi no domingo (10/1) Petrobras está falida! e na segunda (11/1) Petrobras. Castelo de cartas de R$ 1 trilhao ! .


A Petrobras é economicamente inviável, com preço de barril de petróleo WTI abaixo de US$ 50. Explico. Segundo informações da própria Companhia, divulgado há mais de 2 anos, antes  da baixa do petróleo, de que o custo de exploração do petróleo na camada "pré-sal" era de US$ 50 para cada barril. Ontem, a cotação do petróleo em Nova York (WTI) estava cotado a menos de US$ 30. Petrobras paga para extrair o "pré-sal".

A baixa de petróleo no mercado internacional é justificada pelos analistas do mercado de petróleo com a quebra de "cartel" de fornecedores do petróleo entre os maiores produtores, a Arábia Saudita e Irã. Como se sabe, a Arábia Saudita e Irã estão com relações políticas rompidas por conta das diferenças religiosas. A Arábia Saudita é controlada pelos muçulmanos sunitas e o Irão controlado pelos muçulmanos xiitas. Parece que esta briga vai longe e portanto não há reversão de tendência do preço de petróleo no curto prazo.

Para quem faz análise apurada no balanço da Petrobras, sob critério técnico, sem paixão, vê que a Companhia está em "estado de falência", conforme matéria escrita por este articulista. O pior de tudo é que quebras da Petrobras coloca em risco o "sistema Petrobras", também detalhada na outra matéria sobre o tema. Sugiro leitura atenta sobre as matérias citadas. 

Os comentaristas da Rede Globo atribuem a queda dos preços das ações da Petrobras ao anúncio do corte no plano de investimentos da Companhia. Isto é uma avaliação superficial e errada! Eu analiso, contrariamente aos comentaristas da Globo, a Companhia não deveria continuar investindo em "pré-sal" que dá prejuízo em cada barril que põe à superfície. Lembrando que o custo de produção da pré-sal é de US$ 50, enquanto o preço de barril de petróleo no mercado de Nova York (WTI) está abaixo de US$ 30. 


Pela lógica da matemática, o consumidor de combustíveis no Brasil, "subsidia" a Petrobras para continuar explorar o "pré-sal" em US$ 20 (diferença entre US$ 50 e US$ 30) por barril de petróleo, consumido. O Brasil produz, equivalente em petróleo, cerca de 2,1 milhões de barris, sendo fatia crescente do óleo do "pré-sal" no escopo da produção da Petrobras. O consumo total do petróleo equivalente (engloba o gás) está próximo de 3,5 milhões de barris dia.

A Petrobras só não quebra, porque é uma empresa de economia mista, cujo controle acionário é da União Federal. A população vai continuar subsidiando a Companhia através de sobrepreço nos combustíveis, em relação aos preços internacionais. Por esta razão, acontece o "paradoxo" nos preços de combustíveis no Brasil, quanto mais barateia o petróleo no mercado internacional, mais caro fica o preço dos combustíveis na bomba.

Nos próximos dias, não mais que em 3 meses, virão os aumentos de preço de combustíveis na bomba! Uma verdadeira bomba na cabeça da população. Isto faz parte da economia "neoliberal", qualquer que seja as opções de governos que revesam no poder, há pelo menos 21 anos!


Quanto ao preço das ações da Petrobras, hoje dia 13/1, poderá haver uma pequena recuperação, mas a tendência no médio prazo é virar o maior mico da BMFBovespa. 

Ossami Sakamori












terça-feira, 12 de janeiro de 2016

Dilma segue a fórmula clássica do FMI


A notícia vindo dos Estados Unidos sobre criação de novos empregos no mês de dezembro, cerca de 300 mil postos de trabalho, equivalente a cerca de 180 mil postos de trabalho no Brasil, traz alívio para preocupações com o crescimento da economia americana, que representa cerca de 25% da economia mundial. A mesma notícia traz preocupações para o governo brasileiro. 

As últimas notícias de menor crescimento na economia chinesa em relação aos últimos anos, ligeiramente inferior a 7% ao ano e a notícia do crescimento do  mercado de trabalho nos Estados Unidos dá um certo alívio à economia mundial como todo. A China, a segunda maior economia do mundo representa certa de 15% da economia global. Mas dá arrepio para o Banco Central brasileiro.

A economia do Brasil em 2015, não oficial ainda, deve recuar para posição de 9ª economia do mundo, com o PIB estimado em cerca de US$ 1,8 trilhões, representando cerca de 2,5% do PIB mundial. Por mais que o governo Dilma queira mostrar que o Brasil é "protagonista" da economia global, não retrata a realidade. A economia do Brasil representa cerca de 1/10 da economia dos Estados Unidos ou 1/6 da economia chinesa. O resto é conversa da Dilma para justificar a sua própria incompetência.

A política externa brasileira, sobretudo, com ascensão do Partido dos Trabalhadores no poder, fez opção em direcionar as exportações para a China em detrimento para os Estados Unidos. O resultado é que a conta veio em dose cavalar. A economia chinesa está crescendo menos e a economia americana está em franco crescimento. Azar do Brasil, pela aposta mal feita. O governo do PT fez opção "ideológica" ao invés de opção "pragmática".  O povo vai pagar a conta nos próximos anos pelo erros cometidos.

O fato é que o FED (Banco Central) americano está prevendo um aumento da taxa básica de juros dos títulos do governo, de 0,25% para 0,5%, para frear o crescimento exacerbado demonstrado com a criação de novos empregos. O FED está com um olho no crescimento do emprego e outro no nível de inflação. Isto que é política econômica equilibrada! Comparativamente, a nossa política econômica é um remendo de fórmula clássica do FMI com dose exacerbada de "populismo". 

O Banco Central do Brasil está preparando sucessivos aumento da taxa básica de juros Selic do atual 14,25% para, até 15,25% nas próximas reuniões do COPOM. A principal preocupação do governo Dilma é que haja fuga de capital especulativo estrangeiro, que financia cerca de 20% dos títulos da dívida pública federal. A justificativa do Banco Central para o aumento da taxa Selic é para tentar abaixar a inflação para o teto da meta de 6,5%. Lembrando que a inflação de dezembro fechou em 10,67%. Lembrando também que o centro da meta da inflação é de 4,5%.



O desempenho da economia é a fórmula neoliberal preconizada pelo FMI e adotada pelos sucessivos governos neoliberais dos últimos 22 anos no País. Peguei pesado, não peguei? Cada um tira a conclusão que quiser. Não poupo críticas a nenhum governo que conduziu o País ao buraco que entramos!

Ossami Sakamori













segunda-feira, 11 de janeiro de 2016

Petrobras. Castelo de cartas de R$ 1 trilhão!


O assunto Petrobras, ainda não esgotou. Hoje, vou tratar sobre a prática não convencional no sistema Petrobras. O sistema Petrobras é, além da empresa Petrobras, todas subsidiárias e um conjunto de fornecedoras de serviços e produtos da Companhia. É verdade que não tenho número consolidado, porque a Petrobras não informa no seu balanço e muito menos em notas explicativas sobre os assuntos nebulosos. Mas, é fácil fazer estimativa, baseado em números do balanço da Companhia.

Para entender melhor, vamos recordar, antes de apresentar a minha análise sobre a situação do sistema Petrobras, a crise financeira mundial que começou com a crise hipotecária nos Estados Unidos. Isto foi em 2008 e o mundo global paga, até hoje, o preço daquela crise que se espalhou pelo mundo a fora. Tão somente, no ano passado os Estados Unidos mostraram sinais de recuperação àquela crise. A crise hipotecária americano estava baseado em emissão de "derivativos" dos créditos hipotecários. É aqui que reside a semelhança com o caso Petrobras.

O mercado hipotecário nos Estados Unidos era um verdadeiro "castelo de cartas". Cada carta sustentando o outro como numa "pirâmide de cartas". Quando houve inadimplência dos mutuários das hipotecas, a carta que sustentava a base da pirâmide ruiu. Em consequência o castelo de cartas ruiu e espalhou pelo mundo a fora. Isto é um exemplo clássico de "castelo de cartas" ou "pirâmide de cartas" baseado em emissão de "derivativos" atrelados aos papeis que deram origem ao empréstimo original. É o caso da Petrobras.



No sistema Petrobras há também um verdadeiro "pirâmide de cartas", escamoteado. A própria Petrobras alavancou os "futuros investimentos" tomando empréstimos no mercado financeiro nacional e internacional, emitindo títulos de difícil solvência. No balanço trimestral de setembro de 2015, estes empréstimos somavam a cifra pouco além de R$ 500 bilhões, baseado sobretudo em investimentos na área do pré-sal. Pior situação não poderia ser, pois a maior parte dos empréstimos tomados está em dólares.

Por outro lado, as fornecedoras da Petrobras, após assinatura do contrato de fornecimento, emitiam papeis derivativos como "debêntures", atrelados aos contratos de "fornecimentos futuros" dos produtos e serviços. Não se tem ideia do tamanho exato destes títulos derivativos emitidos, sobretudo pelas empreiteiras, envolvidos na Operação Lava Jato. Mas, podemos estimar que o volume desses papeis espalhados mundo a fora, equivale à própria dívida da Petrobras. Isto é, R$ 500 bilhões.

Os derivativos eram lançados, sobretudos, com "suposta garantia" de contrato de construção de plataformas de petróleo, de equipamentos, de navios, de sondas, de construção das refinarias, no ato da assinatura dos contratos com a Petrobras. A base ou garantia do "derivativo" era a mesma que a Petrobras usou para tomar empréstimo para si. Baseado no volume de empréstimo feito pela Petrobras, podemos estimar que o valor de "derivativos" alavancados no mercado financeiro nacional e internacional pelos fornecedores de produtos e serviços da Petrobras está ao redor de R$ 500 bilhões.

A Operação Lava Jato, levou a Petrobras fazer uma "parada técnica" na área de investimentos. Isto ocorreu na crise hipotecária nos Estados Unidos, por conta da inadimplência. No sistema Petrobras significa que os R$ 500 bilhões de empréstimos da Companhia mais os R$ 500 bilhões de empréstimos dos "derivativos" dos fornecedores, é a soma da "exposição de risco" do sistema Petrobras, que hoje é de R$ 1 trilhão. 

Esta parada técnica na Petrobras fez a queda da primeira carta da base da pirâmide de "derivativos" vinculados à Petrobras, o BTG Pactual do André Esteves. 

Os maiores credores dos títulos "derivativos" das empreiteiras da Petrobras foram absorvidos pelas carteiras de investimentos dos bancos oficiais como BNDES, BB e CEF. Uma boa parte destes "derivativos" foram financiados pelos Fundos de Pensão das estatais como Petrus, Previ, Funcef e outros. 

Um dos principais agentes da colocação dos títulos derivativos foi o próprio BTG Pactual com conivência e ordens do Palácio do Planalto. No entanto, o André Esteves do BTG Pactual foi preso pela Operação Lava Jato, iniciando o "desmonte" do "castelo de cartas".

Os bancos privados, já estão desfazendo dos "derivativos" de alto risco do sistema Petrobras. Os financiadores oficiais (governo federal e fundos de pensão) dos "derivativos",  no entanto, fazem gambiarras para evitar de lançar como prejuízo. Para evitar lançamento como prejuízo, estão a renovar os contratos de financiamentos nos respectivos vencimentos, na tentativa de manterem os "derivativos" como se recebíveis fossem. 

Até quando vão poder manter de pé a "pirâmide de cartas", é uma incógnita. 

Sou o primeiro articulista que está a fazer esta denúncia. 

É exatamente R$ 1 trilhão do castelo de catas que estou a falar, que está prestes a desmoronar. A primeira carta da base da pirâmide já ruiu, o BTG Pactual, envolvido até o pescoço na Operação Lava Jato. Outras cartas estão a ser eliminadas pelo próprio processo natural de seleção, pelo mercado financeiro. Cada carta que desmorona da base da pirâmide, fica mais instável e insustentável o "castelo de cartas" manter-se de pé.

Para piorar a situação, o Brasil passa por retração violenta na economia nos últimos dois anos. O ano de 2016 já está natimorto. O País passa por "recessão" nunca dantes vista na história recente. Somado a isto, o Brasil tem condições de aguentar mais esta queda de "castelo de cartas" do sistema Petrobras, sem passar por grave crise financeira? Eis a dúvida!

Os fatos denunciados aqui são como 2 + 2 = 4. Os fatos estão sendo escamoteados, escondidos, sob forma de práticas inaceitáveis, as das contabilidades criativas, para enganar os acionistas e financiadores. A ordem vem do Palácio do Planalto, para esconder a verdadeira situação do sistema Petrobras, para esconder a incompetência e negligência da própria administração federal. 

Esta denúncia, espero, circule pelo mercado financeiro nacional e internacional, para que autoridades competentes coloquem os responsáveis, da presidente da República, do ministro de Minas e Energia e os diretores da Petrobras, onde deveriam estar, na cadeia de segurança máxima. 



O "castelo de cartas" do sistema Petrobras é de R$ 1 trilhão! A exposição de risco do sistema Petrobras representa cerca de 20% do PIB do País.

Nota: 

Risco não quer dizer rombo. Exposição de risco, quer dizer que as instituições financiadoras estão sob risco de calote até o montante indicado.

Ossami Sakamori











Petrobras está falida? por Mônica Torres

Por Mônica Torres












Início de noite, uma segunda e mais profunda leitura na matéria "Petrobras está falida!" de novo esse assunto me incomoda mais que os outros. Talvez porque apesar de não entender da economia da forma tradicional, eu vejo de forma clara o desenrolar triste dessa falência, e não posso deixar de dar minha interpretação à grade da leitura dessa matéria.


Eu li "falida" e "Petrobras", na mesma frase. Isso é tão arrepiante, se lembrarmos o quanto importante essa empresa foi para nós brasileiros. Em anos passados, aqui com a população comum, o olhar sobre a Petrobras, costumava ser bem outro. Pitorescamente, haviam até mães que se orgulhavam de casar filhas com funcionários da Petrobras, ou incentivar filhos a gastarem seu tempo estudando para os concursos que os renderia uma posição estável na vida e um status invejável. Mas isso faz parte do passado, agora.

De preocupante, passou a desalentador. A empresa menina dos olhos do Brasil, amarga os prejuízos financeiros dos "açoites políticos", não passa de um conglomerado de fracassos. Só para continuar a formalizar meu raciocínio, eis que uma definição de ATIVOS (fonte: Internet): "São bens e direitos que uma empresa possui em determinado momento, como: Caixa, Duplicatas a receber, Estoques, Imobilizados (fixos necessários para realização de suas atividades). A saber "analfabeticamente" o SALDO POSITIVO.

A matéria em referência, "Petrobras está falida", diz: "Com reavaliação do ativo perdendo R$ 360 bilhões do patrimônio, o patrimônio líquido da Petrobras, com dólar a R$ 4, está no terreno negativo (-) em R$ 70 bilhões", ainda cita o risco do dólar ir a R$ 5, como se já não fosse isso uma tragédia. Trocando em miúdos, um ativo negativo é uma situação onde se tem mais para pagar do que a receber.

Em 14/07/2015, o site da Petronotícias, já sintetizava o drama vivido pelos funcionários do conglomerado pertencente à Petrobras, desde o anúncio de desinvestimento em 29/06/2015. Alguém lembra disso? Bendini e sua falta de experiência com petróleo e gás... alertavam os subordinados já à época. O povo brasileiro manifestante às ruas, sossegou à saída de Graça Foster e o silêncio dos críticos, favoreceu a aceleração do fracasso.

Sakamori lembra categoricamente que "... patrimônio líquido negativo configura o 'estado de falência'...". Então, eu lembro da matéria da Petronotícias da época, com um lamento às perdas dos parques de tanques de ferro expostos, sem pinturas, fiações, bombas, equipamentos de medição, reatores, vasos, etc. Mais ainda do que isso, haviam bons funcionários lá que já identificavam o fracasso nos métodos da nova diretoria, que sem qualquer envolvimento afetivo com a companhia, mas... todo o envolvimento necessário com o governo, prometia apesar desse abandono, reconduzir a companhia aos eixos. E claro que eles sabiam que isso era impossível sem a necessária "receita técnica" + "receita ética".

Eventualmente, eles quebraram a menina dos olhos do Brasil.. enquanto arrotam o "falso sucesso", a "falsa retomada", os "falsos lucros" aos 4 ventos. A incompetência é tanta, que o mais ignorante brasileiro, traduz em palavras simples a situação caótica que eles supõem esconder, a "Petrobras está falida".

Mônica Torres





domingo, 10 de janeiro de 2016

Dilma degola os coelhos à sua volta


Foi há poucos dias que fiz matéria sobre Jaque Wagner, chefe da Casa Civil do governo Dilma: Jaques Wagner é coelho da cartola. Eu disse, naquela matéria:

Jaques Wagner foi o responsável pela transparência nos Orçamentos fiscais do governo Dilma. Cada dia que passa, o Jaques Wagner, ministro da Casa Civil do governo Dilma, ex-governador do estado da Bahia, está exercendo função do "primeiro-ministro" do governo Dilma. Ele é o próprio "coelho da cartola". 





Resta a dúvida de até onde a presidente Dilma vai deixar o ministro chefe da Casa Civil Jaques Wagner exerça a função de primeiro-ministro. Dilma não tem perfil psicológico de dividir o holofote da imprensa. Não vai demorar muito que o "coelho da cartola" seja sacrificado em breve. Em breve, teremos "coelho assado" à Dilma na política brasileira.

Não posso abrir a boca, que acontece...

Pois Jaques Wagner virou o "coelho assado" à Dilma. Dilma pediu e o Procurador Geral Rodrigo Janot atendeu. Jaques Wagner está sendo acusado pelo MPF de desvio de R$ 15 milhões da Petrobras para a sua campanha ao governador em 2010. Jaques Wagner, é depois do Delcídio Amaral, um membro do PT que vai para forno, para desviar o foco de atenção ao Palácio do Planalto, na pessoa da Dilma.

As fontes dizem que o próximo coelho que vai para o forno é a senadora Gleisi Hoffmann. Ela está com investigação em separado, no fatiamento que foi feito na Operação Lava Jato. Embora o caso tenha sido descoberto a partir de delações colaborativas na Operação Lava Jato, o STF, remeteu o processo para Justiça de São Paulo. 

Tudo leva a crer que, depois do senador Delcídio Amaral e chefe da Casa Civil Jaque Wagner, o próximo coelho para ser assado será a senadora Gleisi Hoffmann que será expulsa do PT, segundo fontes. Lembrando que a senadora Gleisi foi chefe da Casa Civil da Dilma no primeiro mandato da Dilma. Gleisi foi "queridinha da Dilma". 


O "aparelho" do Estado dominado pelo PT, faz o que a "terrorista" Dilma manda. Dilma é como Estado Islâmico, manda degolar os "coelhos da cartola" que não se submetem à sua vontade.

Ossami Sakamori











Petrobras está falida!


A disparada do dólar, que atingiu nessa semana, a maior cotação do Plano Real, em termos nominais, agravou ainda mais a situação financeira da Petrobras. O endividamento da Petrobras, passou à marca de R$ 506 bilhões, contando o curto e longo prazo, demonstrado no balancete do terceiro trimestre de 2015. O endividamento da Petrobras, baseado em balancete, chega próximo de 10% do PIB de 2015. 

O patrimônio líquido da Petrobras, segundo balanço trimestral de 2015, era de R$ 290 bilhões. Mas, o balancete por outro lado mostra a fragilidade da Companhia. O mesmo balanço trimestral, aponta um imobilizado que ultrapassa os R$ 727 bilhões. É neste item é que esconde a verdadeira situação da Petrobras. Como o dito no jargão empresarial: "o papel aceita tudo".

No ativo contabilizado, inclui o valor contabilizado da última capitalização da Companhia, recebendo como imobilizado 5 bilhões de barris do campo do Tupi, correspondente a US$ 8,51 por barril, em 2010. Como se sabe o custo de exploração do pré-sal pela Petrobras está muito acimo do preço internacional do petróleo, portanto o valor onerosa do campo de Tupi, simplesmente virou "mico". Se fizer reavaliação do ativo do campo de Tupi, o valor contabilizado, cerca de R$ 80 bilhões, como capitalização virou "pó" ou "zero" deveria ser considerado como prejuízo. 

O valor de imobilizado da Petrobras, de R$ 727 bilhões, incluído do campo de Tupi, deveria sofrer a "reavaliação do ativo", porque muito destes ativos estão "super-avaliados" como construção de Refinaria Abreu e Lima e Comperj, objetos da Operação Lava Jato. Outros ativos, que na contabilidade estão lançados como imobilizado, já devem ter dado baixa em função do sucateamento dos equipamentos de exploração do petróleo, em uso ao longo dos anos. É provável que os ativos contabilizados de R$ 727 bilhões, valha menos que 50% com a "reavaliação do ativo", incluído o campo do Tupi. O número é de arrepiar cabelo de qualquer administrador da Companhia. 

Bem, o patrimônio líquido da Petrobras, sem a "reavaliação do ativo", com dólar em torno de $ 4 é de R$ 290 bilhões, conforme o balanço trimestral de 2015. 

Com "reavaliação de ativo" perdendo R$ 360 bilhões de patrimônio, o patrimônio líquido da Petrobras, com dólar a R$ 4, está no terreno negativo em (-) R$ 70 bilhões. Se o dólar subir para R$ 5, como está para acontecer, o patrimônio líquido da Petrobras será negativo em (1) R$ 170 bilhões. De qualquer jeito, a Petrobras está falida! Se eu fosse chamado para presidir a Petrobras, faria urgente chamada de capital ou entrar com a recuperação judicial. 

Só para lembrar aos leigos, de que o patrimônio líquido negativo, configura o "estado de falência". A Petrobras, no meu entender, deveria entrar com "recuperação judicial" na justiça. A CVM deveria aplicar o mesmo rigor que usa para com as companhias privadas abertas, com governança corporativa, como é o caso da Petrobras, deveria exigir da Companhia, as melhores normas contábeis. 

Desafio, o governo Dilma e desafio a direção da Petrobras, à realizar a "reavaliação do ativo" da Companhia por "auditoria independente", nomeado pelos investidores institucionais. 


Petrobras está, literalmente, falida!

Ossami Sakamori











@SakaSakamori