quarta-feira, 28 de janeiro de 2015

Dilma mente sobre situação do Brasil.


Estou envergonhado da nossa presidente da República. Assisti ontem, o pronunciamento dela dirigido para os 39 ministros do seu gabinete, transmitido ao vivo pelos canais de televisão. Primeiro porque ela fez discurso lendo o texto colocado no teleprompter. Deu para ver que o texto é do marqueteiro João Santana. Sei que é texto do marqueteiro porque ela só falou mentira. Foi até cômico ela dar delay  na sua fala quando o teleprompter dava delay. 

Como sempre, Dilma culpa o governo do FHC, pelos erros de há 13 anos atrás. Só ela que é a bacana da vez. Torna-se ridículo analisando o conteúdo do discurso. Ela só não diz porque em 12 anos não consertou os erros do FHC, se é que ela o critica. Dilma deve ter tido amnésia após eleições do ano passado. Esqueceu tudo que prometera na campanha eleitoral do ano passado e anuncia medidas completamente diversas dos discursos pronunciados.

Dilma é arrogante! Não admite que errou na política econômica no seu primeiro mandato. Além de tudo, esquece de que hoje, pratica tudo aquilo que acusou o opositor Aécio Neves de querer praticar, em matéria de política econômica. Para não errar novamente contratou o banqueiro e tucano Joaquim Levy para comandar o Ministério da Fazenda para implementar política econômica totalmente inverso daquilo que pregou.

Dilma volta a dizer que os culpados são os países como os EEUU e a China. No passado a culpada era a Angela Merkel da Alemanha. Disse ela que os EEUU estão crescendo pouco, por isso a crise mundial de commodities. Disse que a China teve menor crescimento dos últimos 24 anos. Falou a Dilma como se os americanos e chineses fossem os culpados do nosso baixo crescimento. 

A acusação da Dilma em relação aos EEUU e aos chineses sobre o baixo crescimento, chega a ser ridículo. Os EEUU devem terminar o ano de 2014 com o crescimento do PIB acima de 2,5%. Culpou os chineses de crescerem pouco. Creio que a Dilma não sabe quanto cresceu a China. A China cresceu em 2014, nada menos que 7,4%. E o Brasil cresceu quanto? Não fechou a conta do PIB de 2014, mas o País deve crescer entre 0,12% e 0,13%. 

Outro ponto que fez destaque foi em relação à corrupção. Ela prega tolerância zero. Diz ela que vai mudar até as leis para colocar os malfeitores na cadeia. Disse ela que será implacável com a corrupção. Uai, não entendi essa. Dilma não foi chefe da gangue que praticou a maior rapinagem na Petrobras? Ela foi ministra de Minas e Energia, chefe da Casa Civil e presidente do Conselho de Administração da Petrobras, durante o período do governo Lula. Assim mesmo, a Dilma se porta como se nada tivesse a ver com a maior ladroagem da história do País.

Foi a Dilma quem nomeou a Graça Foster para presidência da Petrobras em 2011 e faz questão de mantê-la no cargo para o período que inicia agora. Não entendi nada sobre a tolerância zero na corrupção, se ela própria é chefe da facção criminosa que praticou e pratica ladroagem na Petrobras. Com certeza, Dilma será indiciada no caso Pasadena nos EEUU.

Se Dilma quer mesmo praticar a tolerância zero contra a ladroagem na Petrobras e outros órgãos como a Eletrobras, deveria pegar deixar o cargo de presidente da República. Se a presidente Dilma não tomar atitude de renúncia o povo se encarregará de pressionar o Congresso Nacional para votar o seu impeachment. 

Dilma, mente vergonhosamente! Dilma não merece o meu respeito e nem o respeito do povo brasileiro como pessoa humana. Nós a obedecemos, apenas e tão somente, naquilo que a Carta Magna manda obedecer.

Urgente! Corre notícias em Brasília de que a Procuradoria Geral da República recebeu denúncia contra Luís Inácio Lula da Silva e Dilma Rousseff sobre o caso Petroquímica Triunfo. A imprensa deve noticiar amanhã.

Ossami Sakamori



terça-feira, 27 de janeiro de 2015

20 obras financiadas por BNDES, no exterior.


Não é novidade para ninguém que o Brasil tem um problema grave de infraestrutura. Diante dessa questão, o que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) faz? Financia portos, estradas e ferrovias — não no Brasil, mas em diversos países ao redor do mundo.

Desde que Guido Mantega deixou a presidência do BNDES e se tornou Ministro da Fazenda, em abril de 2006, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social tornou-se peça chave no modelo de desenvolvimento proposto pelo governo.

O BNDES, quando despido de toda a propaganda ideológica, não passa de uma perniciosa máquina de redistribuição de renda às avessas.  Uma vez que você entende como realmente funciona este suposto banco de desenvolvimento, torna-se claro seu mecanismo espoliativo.

Originalmente, os recursos do BNDES eram oriundos do FAT (Fundo de Amparo ao Trabalhador — fundo destinado a custear o seguro-desemprego e o abono salarial).  Só que, dado que os recursos do FAT advêm das arrecadações do PIS e do PASEP, na prática os recursos do BNDES eram originados dos encargos sociais que incidem sobre a folha de pagamento das empresas.  Esse dinheiro era então direcionado para as grandes empresas a juros subsidiados.

Este arranjo, por si só, já denotava um grande privilégio.  Por que, afinal, as pequenas empresas devem financiar os juros subsidiados das grandes empresas?

O problema é que essa matriz, já ruim, foi alterada para pior a partir de 2009.  Se antes o BNDES se financiava exclusivamente via impostos, agora ele passou a se financiar também via endividamento do Tesouro, o que significa que ele se financia via inflação monetária.

Funciona assim: como o BNDES não tinha todo o dinheiro que o governo queria destinar a seus empresários favoritos — como o multifacetado Senhor X —, o Tesouro começou a emitir títulos da dívida com o intuito de arrecadar esse dinheiro para complementar os empréstimos.

E quem compra esses títulos?  O sistema bancário.  Como ele compra?  Criando dinheiro do nada, pois opera com reservas fracionárias. O gráfico a seguir mostra a evolução dos empréstimos do BNDES, atualmente com um saldo de R$615 bilhões. Observe a guinada ocorrida em meados de 2009, quando essa nova modalidade foi implantada.

Portanto, além de aumentar o endividamento do governo, este mecanismo utilizado pelo Tesouro para financiar o BNDES também aumenta a quantidade de dinheiro na economia.  Logo, ele espolia duplamente os mais pobres: destrói o poder de compra da moeda e ainda utiliza os impostos dos pequenos para financiar empresários ricos.

Desde a adoção dessa nova modalidade, o total de repasses do Tesouro ao BNDES saltou de R$ 9,9 bilhões — 0,4% do PIB — para R$ 440 bilhões — 8,5% do PIB. Alguns desses empréstimos, aqueles destinados a financiar atividades de empresas brasileiras no exterior, eram considerados secretos pelo banco. 

Só foram revelados porque o Ministério Público Federal pediu na justiça a liberação dessas informações.  Em agosto, o juiz Adverci Mendes de Abreu, da 20.ª Vara Federal de Brasília, considerou que a divulgação dos dados de operações com empresas privadas "não viola os princípios que garantem o sigilo fiscal e bancário" dos envolvidos.

A partir dessa decisão, o BNDES é obrigado a fornecer dados sobre que o Tribunal de Contas da União, o Ministério Público Federal e a Controladoria-Geral da União (CGU) solicitarem. Descobriu-se assim uma lista com mais de 2.000 empréstimos concedidos pelo banco desde 1998 para construção de usinas, portos, rodovias e aeroportos no exterior.

Quem defende o financiamento de empresas brasileiras no exterior argumenta que a prática não é exclusiva do Brasil. Também ocorre na China, Espanha ou Estados Unidos por exemplo. O BNDES alega também que os valores destinados a essa modalidade de financiamento correspondem a cerca de 2% do total de empréstimos, e que os valores são destinados a empresas brasileiras (empreiteiras em sua maioria), e não aos governos estrangeiros.

A seleção dos recebedores destes investimentos, porém, segue incerta: ninguém sabe quais critérios o BNDES usa para escolher os agraciados pelos empréstimos. Boa parte das obras financiadas ocorre em países pouco expressivos para o Brasil em termos de relações comerciais, o que leva a suspeita de caráter político na escolha.

Outra questão polêmica são os juros abaixo do mercado que o banco concede às empresas. Ao subsidiar os empréstimos, o BNDES funciona como um Bolsa Família ao contrário, um motor de desigualdade: tira dos pobres para dar aos ricos. Ou melhor, capta dinheiro emitindo títulos públicos, com base na taxa SELIC (11,75% ao ano), e empresta a 5%. Essa diferença entre custo de captação e receita é arcada por nós, via impostos e carestia.

Seguem 20 exemplos de investimentos que o banco considerou estarem aptos a receberem investimentos financiados por recursos brasileiros. 


1) Porto de Mariel (Cuba)




Valor da obra – US$ 957 milhões (US$ 682 milhões por parte do BNDES) Empresa responsável – Odebrecht


2) Hidrelétrica de San Francisco (Equador)




Valor da obra – US$ 243 milhões
Empresa responsável – Odebrecht
Após a conclusão da obra, o governo equatoriano questionou a empresa brasileira sobre defeitos apresentados pela planta.
A Odebrecht foi expulsa do Equador e o presidente equatoriano ameaçou dar calote no BNDES.


3) Hidrelétrica Manduriacu (Equador)




Valor da obra – US$ 124,8 milhões (US$ 90 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht
Após 3 anos, os dois países 'reatam relações', e apesar da ameaça de calote,
o Brasil concede novo empréstimo ao Equador.

4) Hidroelétrica de Chaglla (Peru)




Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 320 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht


5) Metrô Cidade do Panamá (Panamá)




Valor da obra – US$ 1 bilhão
Empresa responsável – Odebrecht


6) Autopista Madden-Colón (Panamá)




Valor da obra – US$ 152,8 milhões
Empresa responsável – Odebrecht


7) Aqueduto de Chaco (Argentina)




Valor da obra – US$ 180 milhões do BNDES
Empresa responsável – OAS


8) Soterramento do Ferrocarril Sarmiento (Argentina)




Valor – US$ 1,5 bilhões do BNDES
Empresa responsável – Odebrecht


9) Linhas 3 e 4 do Metrô de Caracas (Venezuela)




Valor da obra – US$ 732 milhões
Empresa responsável – Odebrecht


10) Segunda ponte sobre o rio Orinoco (Venezuela)





Valor da obra – US$ 1,2 bilhões (US$ 300 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht


11) Barragem de Moamba Major (Moçambique)





Valor da obra – US$ 460 milhões (US$ 350 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Andrade Gutierrez


12) Aeroporto de Nacala (Moçambique)




Valor da obra – US$ 200 milhões ($125 milhões por parte do BNDES)
Empresa responsável – Odebrecht


13) BRT da capital Maputo (Moçambique)



Valor da obra – US$ 220 milhões 

(US$ 180 milhões por parte do BNDES)

Empresa responsável – Odebrecht


14) Hidrelétrica de Tumarín  (Nicarágua)




Valor da obra – US$ 1,1 bilhão (US$ 343 milhões)
Empresa responsável – Queiroz Galvão
*A Eletrobrás participa do consórcio que irá gerir a hidroelétrica


15) Projeto Hacia el Norte – Rurrenabaque-El-Chorro (Bolívia)




Valor da obra – US$ 199 milhões
Empresa responsável – Queiroz Galvão


16) Exportação de 127 ônibus (Colômbia)




Valor – US$ 26,8 milhões
Empresa responsável – San Marino


17) Exportação de 20 aviões (Argentina)




Valor – US$ 595 milhões
Empresa responsável – Embraer


18) Abastecimento de água da capital peruana – Projeto Bayovar (Peru)



Valor – Não informado
Empresa responsável – Andrade Gutierrez


19) Renovação da rede de gasodutos em Montevideo (Uruguai)



Valor – Não informado
Empresa responsável – OAS


20) Via Expressa Luanda/Kifangondo



Valor – Não informado
Empresa responsável – Queiroz Galvão


Como estes existem mais de 3000 empréstimos concedidos pelo BNDES no período de 2009-2014. Conforme mencionado acima, o banco não fornece os valores… Ainda.

De fonte anônimo.


Colaboração:

José Carlos Bortoloti
@profeborto


Leia também: "O rombo do BNDES" de minha autoria:
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Ossami Sakamori