sexta-feira, 10 de junho de 2016

Brasil caminha para capitulação final !


Vamos falar com franqueza. Estou apoiando o governo Michel Temer, não porque eu tenha simpatia pela figura do presidente, mas por ser a única opção, no momento, para sair do impasse criado pela Dilma Rousseff. A presidente afastada pelo Senado Federal, foi a pior presidente que o Brasil teve nas últimas décadas. Por mim, Dilma será cassada pelo Senado Federal, para o bem do País.

Michel Temer é o substituto natural, conforme prevê a Constituição neste tipo de situação. Eu querendo ou não querendo, Michel Temer é o presidente da República Federativa do Brasil, até que algum fato ou evento venha mudar esta situação. Mas, convenhamos, Temer é um presidente fraco politicamente, com pouco conhecimento sobre a macroeconomia. A qualidade do Temer em relação à Dilma é que ele é humilde contrapondo com a arrogância da segunda, mas ambos são neófitos em macroeconomia. 

Para ocupar o cargo de presidente da República não basta ser humilde, com habilidade política, sobretudo quando o País atravessa os piores momentos da sua história. Para ser preciso, o País passa os piores momentos dos últimos 100 anos, em termo de situação econômica. Num momento como este, o presidente da República, no meu entender, não poderia delegar a responsabilidade total de administrar a economia para a equipe econômica, que representa apenas um segmento da economia. Refiro-me aos senhores Henrique Meirelles e Ilan Goldfajn, respectivamente ministro da Fazenda e presidente do Banco Central. Ambos tem origem no setor bancário. Ambos tem currículo de inveja para ser administradores de instituições financeiras, mas carecem de visão para formular a política econômica sustentável para o Brasil para próximas gerações.

O Brasil não é instituição financeira. Pelo contrário, Brasil se submete ao mercado financeiro nacional e internacional para viabilizar sua vida econômica e financeira. Brasil é refém do sistema financeiro internacional, sobretudo. A demonstração de que minha visão está correta é a prática de maior taxa de juros básicos do planeta, atrás somente da Turquia, dentre 40 maiores economia do mundo, no momento que o País pede juros reais negativos. Brasil paga de 4% a 5% de juros reais aos agiotas nacionais e internacionais.

Feito o preâmbulo, vamos analisar a política econômica que está a propor o governo Temer. Feito os "ajustes fiscais" absorvendo os "rombos" do governo Dilma, a equipe econômica estabelece como tarefa primeira os ajustes na previdência social e reformulação nos direitos trabalhistas. Concordo que os ajustes na previdência e nos direitos trabalhistas são importantes. No entanto, o governo Temer, não ataca o principal fator que está a causar o "rombo" do resultado fiscal nominal. O governo Temer está a resolver, apenas o resultado fiscal primário. O governo exclui propositadamente a análise do custo dos juros reais, que está levando o Brasil ao buraco sem fim. 

Eu disse no meu e-book que é importante resolver o orçamento fiscal nominal, sem o que, nenhuma medida do ajuste fiscal primário não encaminhará o Brasil para o desenvolvimento sustentável. Sem a prática da política monetária adequada, elegendo como prioridade o setor produtivo e não o setor bancário, o País não sairá do lugar. Pelo contrário afundará cada vez mais.

Enquanto a preocupação da equipe econômica estiver no caminho apenas da boa saúde do sistema financeiro (bancário) em detrimento do setor produtivo, o País vai ficar patinando por longo período. Com a política econômica desenhada pelo governo Temer, o Brasil continuará sangrando até a capitulação final. 

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Ossami Sakamori

Eduardo Cunha será cassado!

Crédito da imagem: Estadão

Cláudia Cruz, mulher do Eduardo Cunha, vai enterrar a carreira parlamentar do deputado. O juiz Sérgio Moro da 13ª Vara Criminal de Curitiba aceitou a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal de Curitiba, tornando-a ré do processo que investiga a denúncia de recebimento de propinas revelado pela Operação Lava Jato.  

O Ministério Público Federal sustenta que Cláudia Cruz, mulher do deputado Eduardo Cunha, usou dinheiro proveniente da propina paga ao marido no esquema de corrupção da Petrobras, para cobrir elevadas despesas com luxos comprados no exterior.  Ainda, segundo a Procuradoria, a Cláudia Cruz teria gasto US$ 854.387,31 (equivalente a R$ 2,9 milhões) em artigos de grife, como bolsas, sapatos e roupas femininas. 

Concluiu a Procuradoria que os gastos eram incompatíveis com o salário do parlamentar na Câmara dos Deputados. Segundo a Procuradoria da República, a ré Cláudia Cruz teria afirmado que as suas contas eram abastecidas pelo parlamentar. Ainda que a ré Cláudia Cunha teria afirmado que os gastos em luxo eram autorizados pelo deputado Eduardo Cunha, seu marido.

Na mesma entrevista que concedeu à imprensa, o auditor da Receita Federal, desmontou a defesa do deputado Eduardo Cunha de que as contas dos "trust" não eram dele. Segundo o auditor da Receita Federal, a origem do dinheiro que abasteceu aquelas contas proveio do esquema de propina da Petrobras, independente de estar ou não os beneficiários daquelas contas dos "trust" não serem o próprio Eduardo Cunha, mas sim a sua mulher Cláudia Cruz. 

Diante do indiciamento e revelação dos detalhes do esquema de recebimento de propinas da Petrobras, ficou insustentável a manutenção do apoio ao deputado Eduardo Cunha pelo governo Temer. Certamente, os parlamentares que o apoiavam deverão rever as suas posições de "não cassação" do mandato parlamentar do Cunha. Afinal, diante do desdobramento pelo fato revelado, a polêmica deputada Tia Eron deve votar contra o deputado, tornando a vida parlamentar do Eduardo Cunha insustentável.

O deputado Eduardo Cunha deverá perder o foro privilegiado, perdendo o mandato parlamentar, tornar-se mais um réu do juiz Sérgio Moro, no bojo da Operação Lava Jato. Se haverá prisão preventiva ou não são outros quinhentos. 



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Eduardo Cunha será cassado!

Ossami Sakamori











quinta-feira, 9 de junho de 2016

Acorda Temer, enquanto há tempo de salvar o País!

Crédito da imagem: Estadão

Vi na grande imprensa trechos do pronunciamento do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, dirigido aos empresários no Palácio do Planalto. Fiquei sem saber o que falar com tamanha ingenuidade (sic) do ministro com referência à grave crise que o País atravessa.

Disse ele, segundo a grande imprensa: "Estamos vivendo a crise mais intensa da história do Brasil. Vamos esperar, mas não será surpresa se contração (retração) deste ano for a mais intensa desde que o PIB começou a ser medido, no início do século XX".  "É uma crise que gerou 11 milhões de desempregados. Temos que reverter esse processo", ainda segundo Meirelles.

Eu não sei bem se eu rio ou choro ao ouvir afirmação desse tipo de um ministro de Fazenda de um País, que está em "retração" na economia há pelo menos 2 anos. O que me deixou preocupado, também, é que o ministro da Fazenda considera o número de desempregados como sendo 11 milhões. O número total de "desocupados", incluindo trabalhadores "desempregados" que estão recebendo seguro desemprego, soma cerca de 22 milhões. 

A crise econômica que passa o País não se restringe ao "rombo" do resultado fiscal das contas do governo e nem tão pouco pelo número de desempregados que para Meirelles é de 11 milhões e para mim é de 22 milhões. O buraco está mais para baixo!

As medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, por enquanto, se resume em "ajustes fiscais" das contas do governo federal. Acatando a medida proposta por Meirelles, o Congresso Nacional aprovou o "rombo" no resultado primário de R$ 170 bilhões. Executar o Orçamento da União realista é apenas condição mínima para uma boa política econômica. Significa que o governo federal vai acrescer os R$ 170 bilhões no montante da dívida pública federal. Isto não é motivo para comemoração. 

Para um País que enfrenta a "pior crise" desde o século XX, quando começou a ser medido o PIB, o Meirelles não foi explícito, mas ele quis referir-se à "depressão mundial" de 1929. Dentro desse quadro da economia, o "ajuste fiscal" proposto pelo Meirelles, é apenas cumprimento de um "dever de casa", mas que não é medidas de "saída" para a grave crise econômica. Tanta ingenuidade me faz chorar!

Para que o País retorno ao ciclo de desenvolvimento sustentável, é necessário tomar medidas que tenha mais corpo e substância, sustentado numa nova matriz econômica liberal proposta no e-book disponível, gratuitamente. Portanto, alternativa há para tirar o Brasil do atoleiro que se meteu. 

Há saída para a grave crise econômica que passa o País. Há que os administradores público, não só ministro da Fazenda ou presidente do Banco Central, mas sobretudo o presidente da República, tenham visão global e terem coragens suficiente para enfrentar o "establisment" e implementar os ajustes necessários. 

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Acorda Temer, enquanto há tempo de salvar o País!

Ossami Sakamori
















quarta-feira, 8 de junho de 2016

Nada muda com Ilan Goldfajn !

Crédito da imagem: Estadão

Ontem à noite, o Senado Federal aprovou o nome do Ilan Goldfajn para presidência do Banco Central do Brasil. O nome foi indicado pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles para compor a equipe econômica do governo Temer. Até a sua indicação para presidência do Banco Central, Ilan Goldfajn atuava como economista chefe do Banco Itaú. Ilan já foi diretor do Banco Central no governo FHC e atuou, também, como representante do Brasil no FMI. 

Assistindo a sabatina no Senado Federal, não fiquei surpreendido com seus comentários sobre a política monetária. Como já disse em outras matérias, o "hábito faz monge". Ele é uma das melhores cepas do "neoliberal" moldado às dogmas do FMI. A seguir, vou tecer breves considerações sobre o que ele falou no Senado Federa.

Selic

A taxa básica de juros Selic continuará sendo o principal instrumento de combate à inflação. Ilan Galdfajn continuará remunerando os financiadores da dívida pública interna com juros reais entre 4% a 5% para privilegiar o setor bancário, com justificativa de: a) não abalar o sistema financeiro (bancário) nacional; b) continuar atraindo capital estrangeiro especulativo (agiotas internacionais). A política de juros apregoada pelo novo presidente do Banco Central é exatamente oposta àquela que defendo na matriz econômica liberal .

Inflação.

O novo presidente do Banco Central Ilan goldfajn afirmou considerar como "meta de inflação" o "centro" da meta de 4,5%. Ilan Goldfajn concorda comigo de que a existência do "piso" e "teto" para a meta de inflação é uma deformação. Ilan disse com todas as letras que vai perseguir a meta de inflação de 4,5%, no entanto, não disse que em que tempo pretende alcançar o "centro" da meta.

Câmbio.

Na política cambial, Ilan afirmou que vai deixar o câmbio flutuar livremente, dispensando de mecanismo de intervenção. Em matéria de "política cambial" seria irresponsável fazer quaisquer afirmações como dogma fosse. É prematuro dizer que "dessa água não beberei". Explico a complexidade do tema, na sequência. 

Na afirmação do Ilan, concordo em tese, a primeira parte, a de deixar de utilizar o mecanismo de intervenção cambial, como "swap cambial" ou intervenção do próprio Banco Central no "mercado futuro" de dólar, como rotina. No entanto, o mecanismo é indispensável para sair de uma crise cambial aguda provocada por qualquer motivo político interno ou mesmo por alguma crise financeira mundial, pontual. 

Por outro lado, a flutuação livre do câmbio, impossibilita a formulação da política econômica para o desenvolvimento sustentável do País, já manifestado por mim na política cambial . O câmbio flutuante defendido por novo presidente do Banco Central, vai na contramão do desenvolvimento sustentável do País. Eu já manifestei na matéria já mencionada que "dólar baixo" (real valorizado) produz emprego no estrangeiro, enquanto que "dólar alto" (real desvalorizado) produz emprego no País. A própria crise econômica que passa o País, no momento, grande parte é resultado da política cambial equivocada praticada pelo governo Lula e Silva. O almoço está saindo muito caro para a população brasileira. 

Conclusão.

Pelo exposto, podemos concluir que as medidas propostas pelo novo presidente do Banco Central não produzirão os efeitos imediatos na economia. As medidas anunciadas pelo Ilan Goldfajn não criará novos empregos, no horizonte de curto prazo. Com a politica monetária desenhada pelo novo presidente do Banco Central, vamos assistir o País sangrando por mais algum tempo, até que os agentes econômicos acreditem na mudança do cenário econômico. O número de desempregados, mesmo com Ilan Galdfajn baterá os 14 milhões até o final do ano. E não se pode afirmar que a "depressão" terminará no curto prazo. 

Para mim, particularmente, que sou defensor da teoria liberal , aceito o nome do Ilan Goldfajn com "gosto amargo" na boca, sobretudo após ver o desenho dos atos que praticará frente ao Banco Central. 

É uma pena que o projeto do desenvolvimento sustentável do País fique mais uma vez para o futuro. 

Ossami Sakamori












terça-feira, 7 de junho de 2016

Dilma continua com a mesma soberba de antes

Crédito da imagem: Estadão

A presidente afastada Dilma continua arrogante apesar da sua condição de afastada compulsoriamente pelo Senado Federal devido ao processo de impeachment em curso. A característica que marcou o período que esteve no exercício da presidência está presente até mesmo afastada do cargo. Dilma continua se achando a rainha do Brasil. 

Segundo Estadão, a Dilma teria dito em sua última viagem para o Porto Alegre, que  "é um escândalo que eu não possa viajar para o Rio, para o Pará, para Ceará... Eu não posso, como qualquer pessoa, pegar um avião comercial. Tem de ter todo esquema garantindo a minha segurança, pela Constituição".

A reação é contra as medidas tomadas pelo presidente Temer, baseado em parecer jurídico, que determinou o corte de viagens com aviões da FAB para outros locais que não fosse Porto Alegre, cidade de sua origem. 

Além disso, o Secretário de Governo Geddel Vieira Lima, mandou cortar gastos em floricultura e gastos com abastecimento da adega do Palácio do Planalto. A Dilma é conhecida como chegado em vinhos importados caríssimos, alguns chegando a R$ 20 mil a garrafa. Haja mordomia paga com o dinheiro do contribuinte! Fez muito bem o Geddel Lima.

Geddel Lima mandou restringir o uso do cartão corporativo pessoal da Dilma, liberado apenas de uso pessoal, não permitindo mais saques em "dinheiro vivo", sem prestação de contas. Geddel Lima, mandou cortar, também, cartões corporativo de dezenas de auxiliares da Dilma lotados no Palácio da Alvorada. Claro que a determinação partiu do presidente Temer, como espécie de retaliação às atitudes hostis que Dilma e militância do PT vem tomando contra sua família em São Paulo, onde mora.

As últimas delações premiadas, tanto do Marcelo Odebrecht como do Nestor Ceveró, vem demonstrando a "verdadeira face" da Dilma. Dilma não é exatamente a pessoa sem mácula como quer ou como queria parecer perante a opinião pública. Dilma é efetivamente, junto com o Lula da Silva, chefe da facção criminosa que tomava conta do Palácio do Planalto. Quem tem dúvida que assistam os depoimentos dos delatores. 

Tire o Brasil do atoleiro com ~>  matriz econômica alternativa 

Dilma continua com a mesma soberba de antes.

Ossami Sakamori














segunda-feira, 6 de junho de 2016

O Plano Real corre o risco!


O seu dinheiro, o real, não vale mais nada! O Plano Real já foi para o lixo, há algum tempo. A moeda criada pelo presidente Itamar Franco, há 22 anos, perdeu o poder de compra. Qualquer produto que custava R$ 1, hoje custa R$ 5. Isto é o resultado da inflação do período. Foi-se o tempo de produtos R$ 1,99. A inflação pegou pesado, mais no bolso dos trabalhadores. 

Para os que fazem parte da classe A, na classificação do IBGE, a inflação tanto faz como tanto fez. Para esta classe, não há crise no País. Pelo contrário, para o estrato social mais abastada, a situação financeira nunca esteve tão confortável como agora. Explico. O próprio governo paga aos que compram títulos do Tesouro, a taxa de juros reais Selic, a mais alta dentre 40 maiores economia do mundo, ficando somente atrás da Turquia.

A política econômica neoliberal adotada pelos governos, dos últimos 22 anos (período do Plano Real), para atender os interesses dos agiotas internacionais, sempre pagou a taxa básica de juros Selic altíssima. Para os investidores estrangeiros diretos (IED), a alta taxa de juros básicos está na contra mão dos seus propósitos de produção. A alta taxa de juros é inimiga para qualquer investidor produtivo. A alta taxa de juros Selic só interessa ao "establishment" e aos agiotas internacionais. 

No quadro de grave crise econômica, tal qual passa o Brasil, não há saída viável senão praticar "política monetária" com ajustes com medidas na "política de juros" e na "política de câmbio". A saída apontada pelo ministro da Fazenda Henrique Meirelles, de "ajuste fiscal" como solução para todos os males, é um equívoco. Ajuste fiscal não é medida de política econômica de saída para crise econômica grave e aguda como que vivemos. Ajuste fiscal deveria ser encarada apenas como "dever de casa" para a própria sobrevivência do Estado brasileiro. 

Para quem se interessa na saída para a grave crise econômica do País, faz-se necessário a leitura do e-book sobre a matriz econômica liberal (clique aqui). Há sugestão de um roteiro a ser seguido para saída da crise e que levará o Brasil a um desenvolvimento sustentável para próximas décadas. O País merece mudanças estruturantes, do que simples medidas de "ajustes fiscais". Espero que as medidas propostas pelo formulador da política econômica do governo Temer, o banqueiro Henrique Meirelles, não seja como "voo de galinha". O País espera um "voo de águia".

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Enfim, o Plano Real corre o risco!

Ossami Sakamori











domingo, 5 de junho de 2016

Lula da Silva será preso!


A imagem que liga, o Léo Pinheiro e Lula da Silva ao triplex do Guarujá, comprovará a delação premiada do ex-presidente da OAS, em curso no MPF do Paraná. Refiro-me à participação do Lula da Silva no processo conhecido como "Bancoop". Originariamente, o processo iniciou na Justiça Estadual de São Paulo e remetido pela juíza daquela Comarca para a 13ª Vara Criminal Federal de Curitiba, sob alegação de que os crimes praticados pelo Lula da Silva, no que refere ao triplex de Guarujá seria de lavagem de dinheiro e ocultação de patrimônio, ambos crimes de competência da Justiça Federal.


O Lula da Silva responde, no âmbito da Operação Lava Jato, suposta ocultação de patrimônio e lavagem de dinheiro na compra do sítio em Atibaia. Há vasto material em poder da Polícia Federal sobre a participação da OAS do Léo Pinheiro na reforma da propriedade. Entre outras evidências de que o sítio de Atibaia pertence ao Lula da Silva há um documento de compra e venda "de gaveta" (por fora), apreendido pela Polícia Federal, que demonstra que o proprietário de fato é do Lula da Silva. 

Léo Pinheiro resiste em delatar o Lula da Silva, mas as exigências do juiz Sérgio Moro, está cada vez mais seletivo. Explico. Os fatos já denunciados por outros delatores, perante o juízo, não contam como fatos que sirvam para delação premiada do Léo Pinheiro ou qualquer outro delator.


O processo do sítio de Atibaia tinha subido para o ministro Teori Zavascki do STF, mas já retornou à sua origem, isto é, para o juiz federal Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. O Lula da Silva, sem foro privilegiado, vai sentar no banco de réus perante juiz Sérgio Moro, tão logo fique efetivado e homologado pelo MPF do Paraná, a delação premiada do Léo Pinheiro. 


Após a delação premiada do Marcelo Odebrecht, em vias de ser homologada, não resta alternativa para o Léo Pinheiro de fazer delação premiada sob pena de não a fazendo, ficar trancafiado na penitenciária de Piraquara. Pessoa como ele, acostumado com champanha e caviar, não vai querer apodrecer numa penitenciária sem conforto que está acostumado.


A delação premiada do Marcelo Odebrecht que cita a participação pessoal da Dilma Rousseff pela "pressão" para doação na campanha presidencial de 2014, na forma de caixa 2, abriu porta para Léo Pinheiro fazer delação sobre os fatos que envolvem o Lula da Silva. No ditado popular, se diz que "abriu a porteira". 


Diante dos fatos narrados acima, não há dúvida de que o Lula da Silva, será condenado nos processos (dois) que já correm na Justiça Federal de Curitiba. Não sou operador de leis para indicar os próximos passos sobre os processos contra Lula da Silva. Não saberia informar se preso ou não será preso, nesta fase dos processos. A decisão cabe ao juiz federal Sérgio Moro, não cabendo ilações. O fato é que, em algum momento, o Lula da Silva será o inquilino de alguma penitenciária do País. Isto, certamente, acontecerá antes das eleições presidenciais de 2018. 

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Lula da Silva será preso! 
Lula da Silva está morto, politicamente!

Ossami Sakamori












sábado, 4 de junho de 2016

Quem se interessa pelos 34 milhões de desocupados?

Crédito da imagem: Gazeta do Povo

Afinal, qual é o número de desempregados no País? Pelo IBGE, os desempregados são trabalhadores que "procuram" o emprego. Não contam do número de desempregados, para o IBGE, os que foram desligados da empresa há menos de 30 dias, os desalentados. Não conta, também, os desempregados que estejam recebendo o benefício do seguro desemprego. Para IBGE, os chefes de famílias, que recebem benefícios da Bolsa Família, são subempregados e não contam como desempregados, também. 

Segundo dados levantados pelo @Senador_ataídes, que é empresário também, o número de trabalhadores que estão na situações de expectativa de emprego não considerado pelo IBGE, é mais de 10 milhões de desempregados. Ainda, segundo dados oficiais, o número de chefes de família que recebem Bolsa Família são em 13,5 milhões. O número oficial de desempregado pelo Pnad é de 11,4 milhões de desempregados. Conclui-se que o número total de "desocupados" (sem emprego) é mais de 34,9 milhões de trabalhadores. 

A população economicamente ativa no País é cerca de 102 milhões de pessoas. Sendo assim, o número 34,9 milhões de pessoas desocupadas corresponde a grosso modo 1/3 (um terço) da população economicamente ativa. Grosso modo 1 em cada 3 pessoas com capacidade de trabalho estão "sem emprego" ou estão vivendo de "sub-emprego", classificado pelo IBGE como "desocupado".

Por outro ângulo, o número de inadimplentes no sistema crediário e bancário é mais de 60 milhões, em sua maioria trabalhadores. O número corresponde a cerca de 40% da população adulta do País. O número de inadimplentes é assombroso, que coloca o sistema financeiro brasileiro em pânico. Por conta deste número elevado de inadimplentes, os juros dos cheques especiais estão acima de 300% ao ano e os juros dos cartões de créditos estão acima de 400%. 

Diante do quadro grave que passa os trabalhadores brasileiros, a política econômica neoliberal gradualista, já manifestada, inúmeras vezes, pelo formulador da política econômica do governo Temer, não é compatível com a necessidade da população brasileira. O governo Temer, não é diferente de outros governos "neoliberais", privilegiam o "establishment".

O "establishment", representado pelo estrato social que mandam no governo, concorda com os "ajustes fiscais" propostos pelo Meirelles. Igualmente, concorda com a "política de juros" e "política cambial" desenhadas pelo Meirelles. O "establishiment" concorda com o aumento de impostos para equilibrar as contas do governo federal. 

A política econômica apresentada por Meirelles não é a única alternativa para tirar o País da situação de crise econômica. Eu responderia que a política econômica desenhada pelo Meirelles atendem ao interesse dos banqueiros e dos agiotas nacionais e internacionais em detrimento ao setor produtivo, incluindo os trabalhadores. Sem dar atenção ao sistema produtivo, o País não encontrará o caminho do desenvolvimento sustentável.

A alternativa imediata de tirar o Brasil da situação de crise econômica, vão contra a política econômica neoliberal ortodoxa do FMI. A alternativa vão contra os interesses do "establishment". Não vejo outra forma, senão implantar de imediato a política econômica liberal proposta no meu e-book. 

Cique aqui ~~> Alternativa para a política econômica 

Entra governo, sai governo, os trabalhadores continuam sendo a "massa de manobra" do "establishiment" e dos políticos que se servem deles, para permanência no poder, independente dos partidos políticos aos quais pertencem. 

No meio de tantas notícias de ladroagem dos políticos não custa fazer reflexão sobre a crise econômico e político que o Brasil se meteu. 

Um bom fim de semana para todos!

Ossami Sakamori











@ApoioTemer

quinta-feira, 2 de junho de 2016

Dilma vai dar golpe!

 Crédito da imagem: Exame

Há um golpe em andamento em Brasília, precisamente no Senado Federal. O golpe é o retorno da presidente Dilma ao poder, inviabilizando o processo de impeachment, via compra de votos dos senadores. 

Fazendo oposição ao governo Dilma desde 15 de fevereiro de 2012, portanto há mais de 4 anos, fui criando fontes de informações seguras, até pelo processo natural. O nosso índice de acerto está em 90%. Preste atenção na denúncia que estou a fazer. 

O Brasil enfrenta crise de informações. A grande imprensa noticia os fatos já acontecidos. A grande imprensa não emite opinião, pelo contrário, omite. A grande imprensa tem medo do poder constituído. A grande imprensa tem medo de retaliações, numa eventual volta da presidente licenciada Dilma. Foi assim, até o afastamento da Dilma e está sendo assim, pós afastamento da Dilma. A grande imprensa teme a volta da Dilma e sofrer retaliações.

Há no Senado Federal o processo de "compra de votos" dos senadores obscuros, muito deles suplentes para votar contra o impeachment da Dilma. Há uma zona cinzenta no Senado Federal composto pelos senadores biônicos ou senadores de plantão, que se vendem por pouco dinheiro. São senadores que não tem compromisso com o eleitorado.

Nos últimos dias, ficou intenso o movimento de oferta de compra de votos, com "dinheiro vivo", com coordenação da ex-ministra de agricultura, hoje senadora. O volume de dinheiro é muito alto, para deixar qualquer suplente de senador resolver a sua vida particular, são R$ milhões em "dinheiro vivo". 

Para que a presidente Dilma não seja cassada, basta que 5 ou 6 senadores mudem de posição para "derrubar" a maioria absoluta necessária para o impeachment da Dilma. Para impedir o impeachment basta votos de 28 senadores, sendo que alguns já são da base aliada do PT. Falta muito pouco para conseguir os votos necessários para absolver a Dilma. A ex-ministra da Agricultura sabe disso. Ela tem muitos R$ milhões para comprar meia dúzia de senadores contra o impeachment.

O impeachment da Dilma, nunca esteve tão vulnerável como agora! Dilma vai dar golpe!

Ossami Sakamori















@ApoioTemer


quarta-feira, 1 de junho de 2016

O equívoco da política econômica do Temer

Crédito da imagem: Estadão

Quem está no centro do poder como presidente da República, ministro da Fazenda ou presidente do Banco Central, não respira a grave crise que vive o País. O deles estão garantidos e também do "establishiment" que os sustenta. Como diz, popularmente, eles estão numa "nice". Para o povo vai sobrar o aumento de impostos para cobrir o rombo deixado pela Dilma. 

O povo sofre a consequência das sucessivas retrações do PIB. Já se fala em retração do PIB para o ano de 2016, próximo de 5%.  A inflação continua resistindo próximo de dois dígitos (10%). O número de desemprego oficial medido pelo IBGE aponta 11,4 milhões de desempregados na média do trimestre encerrado no mês de abril, mas o número real da população desocupada está acima de 20 milhões, segundo @senador_ataides, no que concordo. O número de inadimplentes no sistema crediário, já ultrapassou os 60 milhões de pessoas, ou seja 40% do total da população adulta do País. Estes indicadores não são graves? Então, o que são graves para o "establishiment" ?

O "ajuste fiscal" desenhado pelo ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, não é suficiente para reverter a situação de "depressão" no curto prazo. O "ajuste fiscal", não pode ser único instrumento para reverter a grave situação. Há que considerar outros dois importantes instrumentos da política monetária, a "política de juros" e a "política cambial" para tirar o País do atoleiro que se meteu. 

A inadequada prática de política monetária pelos sucessivos governos, dentro do Plano Real, levou o País a esta situação. Estamos pagando a conta dos erros passados, não só da administração Dilma. A transferência de renda dos pobres para ricos no País, fez crescer o abismo que separa as classes sociais, favorecendo os banqueiros e agiotas internacionais em detrimento da maioria absoluta da população brasileira.

É uma pena que o presidente Michel Temer é míope na macroeconomia, para ele perceber que estão a equipe econômica está a praticar a matriz econômica "neoliberal", a fórmula clássica da política econômica do FMI. Se fosse eu a desenhar a política econômica para levar o Brasil ao desenvolvimento sustentável, adotaria a matriz econômica liberal proposta no e-book de minha autoria. 

A adoção da política econômica "neoliberal", com apenas "ajustes fiscais" deixando no segundo plano a política econômica liberal não vai tirar o País da "depressão", no curto ou no médio prazo.  Enquanto isto, o povo continua a pagar o preço do equívoco que não pediu para praticá-lo. 

Ossami Sakamori












Michel Temer e a política cambial


Dando continuidade sobre a nova econômica, vou abordar o assunto sobre o câmbio. Não se preocupe que não vou me aprofundar no assunto, apenas vou explicar como funciona o câmbio e estabelecer algumas premissas sobre como deve nortear a administração do câmbio pelo Banco Central do Brasil. Um pouco mais elaborado do que, simplesmente, afirmar que o câmbio deve ser flutuante. 

Basicamente, há duas formas de Banco Central atuar no câmbio, o câmbio centralizado e o câmbio flutuante. Vamos falar do "câmbio flutuante" que é como o câmbio é administrado no Brasil. Só para conhecimento, o câmbio controlado ou centralizado é quando o País está com reserva cambial próximo de zero o que não é o caso do Brasil, no momento. O País trabalha há algum tempo com reserva cambial próximo de US$ 360 bilhões. O "câmbio centralizado" está mais para a situação da Venezuela, onde a reserva cambial está zerada, em função da baixa do preço do petróleo no mercado mundial.

O Banco Central pode "intervir" no mercado à vista (spot) ou no mercado futuro ou ainda no mercado de "swap cambial" tradicional ou reverso. O termo "câmbio flutuante" de certa forma engana as pessoas que não tem conhecimento do mercado financeiro. O "câmbio flutuante" não quer dizer que o Banco Central deixa "correr solto" o mercado de câmbio. Até poderia, mas na prática não o faz. Qualquer Banco Central responsável faz "intervenções", minuto a minuto, dia após dias, sempre com olhos voltados ao cenário nacional e internacional.

O "câmbio" é um dos pilares importantes da política econômica e monetária de qualquer País. O "câmbio" pode definir a situação da reserva cambial do País. O "câmbio" define o valor da moeda local em função do dólar, que é moeda de transação comercial que domina o mundo. Para quem não sabe, o "dólar" foi instituído como moeda de troca comercial e financeiro, logo após término da II Guerra Mundial. À época, além de Estados Unidos serem os vencedores da guerra, a economia americana representava cerca de 50% do PIB. Enfim, a política cambial deve ocupar o lugar de destaque na política econômica de qualquer País.  
O "câmbio" sendo administrado pelo Banco Central do Brasil, este tem o "arbítrio" de deixar a moeda americana, mais valorizada ou menos valorizado, em jargão popular deixar o dólar alto ou dólar baixo.  A política cambial deve ser suporte para o plano de desenvolvimento do País. Eu disse que o Banco Central tem instrumentos para administrar o "cambio".  O dólar baixo (real valorizado) cria emprego no estrangeiro, enquanto o dólar alto (real desvalorizado) cria emprego dentro do País. 

Os governos Lula da Silva e Dilma, optaram em deixar o dólar baixo (real valorizado) para produzir a "sensação de bem estar" e a "sensação do poder de compra" da população. Graças ao artifício, o Brasil viveu momentos em que a população teve condições fazer viagens aéreas ao invés de terrestres. Foi o momento que brasileiros puderam viajar para o exterior com pouco real e bastante dólar. Foi o momento em que as mercadorias nos Estados Unidos estavam sobejamente mais barato que no Brasil. Isto foi opção do governo do PT, mas sabidamente equivocada. Agora, pagamos o preço do equívoco da política econômica do PT, com recessão, inflação e desemprego em massa. 

O dólar desvalorizado causou distorções enormes na economia brasileira. As indústrias brasileiras perderam competitividade no exterior. Os produtos estrangeiros ficaram mais baratos do que que os produtos nacionais. Importar ficou mais barato do que produzir aqui no Brasil.     A indústria brasileira que representava 26% do PIB no final do governo FHC, hoje, não representa menos que 12% do PIB. O Brasil viveu o "sonho" como no mundo de carnaval, que é feito de "fantasia". O País vive hoje a maior ressaca da história recente. O Brasil vive quadro de depressão a mais grave desde depressão de 1929.


Na nova matriz econômica, o câmbio continuará "flutuante", mas as intervenções serão mais presentes no dia a dia. O Banco Central deve intervir no mercado de "spot" e lançar mão de "swap cambial" ou "mercado futuro" somente em casos excepcionais para vencer situação de crise momentânea. Os instrumentos de intervenções, como os derivativos, não devem tornar-se permanente, sob pena de mercado tornar viciado. 

O "câmbio", a taxa básica de juros e o depósito compulsório dos bancos devem andar de "mãos dadas". Isto depende da definição da política econômica do governo. É neste tripé que o governo deve elaborar o plano de desenvolvimento sustentável do País. Não tenho dados para definir a taxa de câmbio ideal para o crescimento sustentável, mas arrisco a dizer que deverá estar mais próximo de R$ 5 do que de R$ 4, feito cálculo meramente matemático.

Resumindo, o "política cambial" é instrumento da política monetária, imprescindível, para elaborar qualquer plano de desenvolvimento sustentável do País. Que me perdoem os economistas e articulistas econômicos pela maneira singela de explicar sobre o "câmbio", mas eles sabem que é assim que funciona, na prática. 

A lógica do mercado financeiro, que todos comemoram, a da desvalorização do dólar, não é o caminho correto para buscar o desenvolvimento sustentável do País. O dólar desvalorizado, repito, cria emprego fora do Brasil. 

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Política cambial equivocada provoca desemprego em massa. 

Ossami Sakamori











@SakaSakamori