Follow by Email

sábado, 31 de agosto de 2013

Eike Batista. A conta de R$ 10,6 BI sobrou para nós!

OGX do Eike Batista morreu ontem.  As ações despencaram, com baixa de 40% no fechamento do pregão, cotado a R$ 0,30 por cada ação.  Pela cotação do papel do fechamento de ontem, a OGX valia no mercado os míseros R$ 972 milhões.  Ainda assim, muito caro, na minha avaliação.  

Impressionante como os agentes econômicos como o BNDES não se aperceberam que a OGX estava em situação falimentar.  Este blog anunciou no mês de março último que a OGX estava falida!  Os bons analistas e agentes financeiros como BNDES deveriam estar ciente da situação das empresas do Eike Batista.  Sobretudo, o BNDES como maior credor do grupo econômico X do Eike Batista, que deveriam estar acompanhando a evolução patrimonial real da empresa.

O presidente do BNDES, Luciano Coutinho e o ministro da Fazenda Guido Mantega, no meu entender praticaram o crime de peculato.  O BNDES fez o jogo do estelionatário Eike Batista para montar os castelos de papel, ajudando alavancar as ações destes castelos, até subscrevendo as ações lançadas na Bovespa.  No auge da alavancagem dos papeis da OGX, a empresa chegou a valer no pico da valorização R$ 72 bilhões.  Ontem, estava valendo R$ 972 milhões e poderá valer muito menos.

Ainda, após a divulgação da minha matéria sobre a situação falimentar da OGX, num esforço de salvação da Companhia do estelionatário Eike Batista, a Petrobras fez injeção de mais de R$ 900 milhões direto na caixa da OGX com o título de participação estratégica num esforço de salvação da Companhia.  Resumindo, além do rombo que vai causar ao BNDES, a OGX deve à Petrobras os R$ 900 milhões referente ao socorro recebido no transcurso da crise financeira.  

Não resta alternativa à empresa OGX, a não ser entrar com o pedido de recuperação judicial, pela situação falimentar que se encontra.  O BNDES indicará o síndico da OGX em recuperação judicial, uma vez que é maior credor da Companhia.  Esta altura dos acontecimentos, os bancos privados já se acertaram com o Eike Batista suas exposições, quando da venda de ativos das empresas MPX, LLX e MMX.  O único patrimônio que são os ativos referentes aos direitos de exploração, na condição de falida, a OGX perderá todos.  Restando os credores, BNDES, CEF e Petrobras arcar com o prejuízo total pelos créditos concedidos.  

O presidente Luciano Coutinho, em audiência no Senado, disse que ele agiu dentro das normas legais e com garantias exigidas pelo BNDES.  Bem as garantias que Luciano Coutinho se referia são as próprias ações da OGX e de outras Companhias do grupo EBX, numa situação completamente atípica, mas dentro da lei, todos em situação falimentar.  

Afinal, o Eike Batista e Luciano Coutinho e seu superior imediato o ministro Guido Mantega, com certeza absoluta, no reino das maracutaias do Lula e Dilma, ficarão impunes.  A conta será paga por nós contribuintes, como sempre!  Eu, você e o povo, novamente!

Ossami Sakamori

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

É grave! Dilma manda Petrobras pagar conta do André Esteves

Esta maracutaia é para ninguém botar defeito.  Bem planejado e executado com maestria.  Quase que ninguém descobre.  Mas, este japa de olho puxado fica atento em tudo que se passa no âmbito das estatais.  

Dilma mandou Graça Foster vender os ativos da Petrobras que custou muitos e muitos anos de sacrifício e investimentos ao brasileiros, pertencente à subsidiária Braspetro, ao preço de banana, ao André Esteves do BTG Pactual, para pagar favor que lhe devia.  Explico como foi.

Juridicamente, a Braspetro passou 50% das ações da subsidiária integral da Braspetro denominado de Petrobras Oil & Gas V.V. por US$ 1,525 bilhões ao grupo comandado pelo André Esteves do BTG Pactual.  Nem sei porque os números quebrados!  Deve ter sido os números quebrados do lançamento contábil histórico dos ativos na contabilidade da Braspetro.  

Para quem não se lembra, Braspetro é subsidiária integral, fundada em 1972,  com sede na Prins Bernhardplein, 200, cidade de Amsterdam, 107 JB, Holanda.  Os principais ativos da Braspetro era justamente aqueles da costa ocidental da África, especificamente os direitos de exploração dos petróleos na Nigéria e na Angola.

A Braspetro, antes da venda de 50% das ações para BTG, era sozinha dono dos direitos de exploração de vários blocos, entre os quais o 8% do campo gigante de óleo com reservas potenciais de mais de 1 bilhão de barris, do tipo leve.  Há também, um outro bloco em fase de exploração com reserva estimada em 700 milhões de barris também na Nigéria.  Entrou também na venda os ativos muito promissores na costa de Angola.

O valor da venda de US$ 1,525 bilhões faz supor que o total dos ativos contabilizados deve ser de US$ 3,050 bilhões.  Pelo volume de reservas potenciais já prospectadas, se feito reavaliação do ativo, hoje deverá estar valendo, no mínimo US$ 15 bilhões, os 100%.  Significa que a Dilma e Graça Foster venderam os 50% do valor do ativo pelo valor 5 vezes menores que o valor real das reservas.  

Apesar de Petrobras aprovar a operação pelo Conselho de Administração da Petrobras, a estatal brasileira não obedeceu a legislação brasileira sobre licitações.  O mercado foi pego de surpresa com a venda de tais ativos, isto significa que não foi feito leilão de venda dos 50% dos ativos da costa ocidental da África.  

Pode argumentar a Petrobras que a Braspetro sua subsidiária integral tem sede em Holanda e portanto obedece legislação holandesa.  Puro engano!  A Braspetro é subsidiária integral de uma estatal brasileira, a Petrobras, portanto deveria ter obedecido a legislação brasileira concomitante à legislação holandesa.  Isto parece não ter sido observado.   A venda foi feita sem licitação.  

Num caso deste, onde envolve enorme volume de dinheiro, deveria ter feito procedimento de reavaliação dos ativos pela Consultoria Internacional, antes da licitação.  O valor de avaliação dos ativos deveria ser o preço mínimo de leilão para a venda dos 50% para a inciativa privada.  E ainda, o leilão deveria ser precedido de ampla divulgação na imprensa brasileira e imprensa internacional.  Estes procedimentos elementares não foram feitos.  

Os negócios foram realizados entre Dilma Rousseff, presidente da República e André Esteves, dono da BTG Pactual, como se fossem negócios privados.  A execução coube a Graça Foster, presidente da Petrobras, pois ela é presidente da Companhia e acumula a diretoria da Área Internacional.  O Conselho de Administração presidido pelo Guido Mantega, ministro da Fazenda, aprovou a operação de venda, tal qual Graça Foster apresentou, sem o devido processo legal de licitações.

Isto me parece pagamento do favor ao André Esteves que está à frente de negociações com empresas do grupo EBX para tentar livrar os passivos podres do Eike Batista perante sistema BNDES.  As empresas do empresário Eike Batista deve ao BNDES R$ 10,6 bilhões, sem amparo de garantias reais.  As empresas do Eike Batista deverá deixar um rombo potencial de R$ 10,6 bilhões, menos algumas dívidas assumidas pelos novos donos da MPX, MMX e LLX.  

Pelo visto, a presidente Dilma fez besteiras cumulativas.  A primeira besteira é ter feito empréstimos à descoberto para Eike Batista, num montante que beira a irracionalidade, R$ 10,6 bilhões.  A segunda besteira é ter pago ao André Esteves pelos serviços ainda não concluídos, vendendo ao preço de banana os ativos bons da Braspetro.  A terceira besteira é que apesar de todo esforço, Eike Batista vai deixar rombo para BNDES pagar.  

Com certeza, com esta denúncia vou ser processado pela enésima vez.  Haja dinheiro para pagar aos advogados!  Vão querer que eu apresente as provas materiais sobre a denúncia. Neste País, quem denuncia vai preso e os beneficiários estarão dando risada com polpudas contas na Suíça!  Ministro Joaquim Barbosa, pode isso?    

Ossami Sakamori

O que são ninjas no Brasil.

Isto eu falo de boca cheia.  Sou descendente de terra do sol nascente onde originou a palavra que tão comumente é utilizado nos movimentos das ruas no Brasil, na atualidade.

Ninja no Brasil é uma palavra que dá impressão de guerreiro. Mas, no Japão, onde a palavra se originou é depreciativa.  Os ninjas de revista em quadrinhos são habilidosos em camuflagens e exercem um certo papel de "mocinhos", o que na realidade não foram.

Os ninjas no Japão da época dos samurais, que tinham brios e eram senhores feudais, admitidos pelo império do sol nascente, eram sujeitos mercenários sem qualificação social, para matar membros das famílias rivais dos feudos inimigos.  

Os ninjas não faziam parte da estrutura militar dos samurais.  Eram pessoas do povo, com habilidade em praticar camuflagens para executar as funções específicas de se infiltrarem no território ou residência dos senhores feudais, normalmente samurais, com o fim específico de assassinar um membro da família, normalmente descendentes daqueles.  

Os nossos ninjas, que se denominam como tal ou como anonymous ou black blocs ou com o designação de ninjas propriamente ditas, exercem funções semelhantes ao dos ninjas verdadeiros.  Os nossos, são contratados pelos senhores do poder constituído como feudos, para sob forma secreta, tal qual os ninjas originais, com o fim específico de criar discórdia entre os inimigos.

Agora, os nossos ninjas são mais ousados. Os ninjas e assemelhados no Brasil tiram fotos com os seus contratantes, recebem os seus honorários camuflados, diretamente dos cofres públicos sob forma de salários protegidos com a estabilidade de empregos.  Outros tantos, são pessoas humildes que são pagos para servirem de vândalos, minando o território inimigo, fingindo-se um deles.  

Os nossos ninjas são mercenários pagos, não para matar os descendentes dos feudos inimigos, mas para tumultuar o processo  político infiltrando entre os membros do feudo inimigo camuflados como se fossem um braço auxiliar dele, mas executando atos de vandalismo para denigrir imagem dos movimentos das ruas.  

É uma pena que não apareceu no Brasil, os samurais que lutavam pelas suas causas, justas ou não, mas com a cara lavada, sem camuflagem, se expondo aos fogos do inimigo de peito aberto.  Os covardes precisam de camuflagem porque não tem coragem de se expor.  

Constatamos que nos movimentos de ruas, os verdadeiros samurais, estejam infiltrados os ninjas, como se fossem os autores das demandas dos feudos inimigos, como se fossem uma linha auxiliar destes, mas prestando serviço para os feudos no poder, que lutam com todas armas inimagináveis para se perpetuarem nele.

Os nossos senhores feudais, cada vez mais presentes nas instituições da República, valem-se de todo e qualquer artimanhas para defenderem e assegurarem os seus feudos, como no velho e novo Japão, onde originou a palavra ninja.

Ossami Sakamori

Entenda sobre os Movimentos anonymous no Brasil

Uma coisa é uma coisa, outra coisa é outra coisa! 

Concordo com muitas coisas denunciados pelo movimento anonymous, mas não concordo com o movimento propriamente dito.  Quem denuncia não terá que ter medo, em querendo deve fazê-lo como este bloguista faz, ostensivamente, sem ferir a Constituição da República e nem desmantelar as instituições da República. 

O movimento anonymous convoca o povo a aderir ao movimento no dia 7 de setembro próximo, através de vídeo no youtube.  Muita gente inocente está aderindo ao movimento e divulgado-o através de redes sociais.  Estes movimentos anônimos, marginais à lei, já foram banidos em países desenvolvidos.  Agora, quer aproveitar do momento de crise que o País para instalar a anarquia no Brasil.

Eu acompanho a política brasileira há 51 anos.  Já vivenciei golpe de Estado liderados pelos militares, já assisti fechamento do Congresso Nacional, já vi cassação de mandatos parlamentares através de decretos, já convivi com atuação do órgão de informação como SNI, já vi manifestantes serem fichados no DOPS - Delegacia de Ordem Política e Social.  

Soube através da história sobre o suicídio do Getúlio Vargas, já vi a renúncia do Jânio Quadros, acompanhei de perto o impeachment do Collor de Mello.  Vi acontecer a anistia para os presos políticos da época do regime militar, duramente negociados pelos guerreiros da democracia que permaneceram no País.  Já vi a ascensão de um metalúrgico ao mais alto cargo da República.

Já vi de tudo.  O Brasil é ainda o que é hoje, um País, apesar de todas mazelas, o orgulho de cada um dos 200 milhões de pessoas que habitam este imenso território geográfico, por um singelo motivo.  Motivo este que muitas vezes, no momento de raiva, abominamos, a existência das instituições da República.

O Brasil sobreviveu a todas crises políticas, sociais e econômicas, porque existe as instituições da República.  Se o Brasil não tivesse as instituições sólidas, já teria sucumbido e tornado uma republiqueta de 5ª categoria como Haiti.  

Muitas vezes brincamos com as instituições da República, mas estas são os pilares de uma nação.  As pessoas que ocupam o poder hoje, são apenas figuras que institucionalmente representa o País.  São destaques hoje, dia 30 de agosto de 2013, Dilma Rousseff presidente da República, Joaquim Barbosa presidente do STF, Henrique Alves presidente da Câmara e Renan Calheiros presidente do Senado, querendo o povo ou não.  Fomos nós, povo, que elegemos as personalidades que nós os abominamos ou idolatramos.  

Qualquer movimento que se faça, não deve ser de anarquia.  Isto só vem a prejudicar a população.  Os destinatários da nossa insatisfação  não são as instituições da República.  Se não estamos satisfeitos com as personagens do poder da República devemos procurar os instrumentos próprios previstos na Constituição da República para desalojá-los do poder temporal.  

A anarquia só favorece a dois grupos políticos/sociais, de um lado os donos do poder de hoje, que justificado na anarquia poderá dar um golpe branco.  O primeiro passo já foi dado, a desmoralização do Congresso Nacional pelo Poder Executivo.  A infiltração de ministros com cores partidárias no STF é outro indício de um golpe branco.  Há que se tomar providência para deter o avanço do Poder Executivo nos demais poderes da República, antes que seja tarde.

O caminho para reconquista da moralidade pública nas instituições da República, com certeza absoluta não será por via do movimento anarquista.  Façamos o movimento com dignidade, empunhando a bandeira brasileira, não só no coração, mas também nos nossos hábitos, sobretudo nas manifestações das ruas.  

Ao contrário dos movimentos anarquistas anônimos, vamos mostrar a nossa cara e colocar a nossa indignação nos cartazes.  Vamos nos manifestar através de amor à nossa pátria, com as cores da bandeira brasileira.  Os anônimos encapuzados e vestimentas pretas ou cinzas, vão depredar o patrimônio público e privado, tudo em nome do falso patriotismo.  Eles querem nos enganar!   

Não vamos contra as instituições da República, mas contra as pessoas que ocupam provisoriamente as cadeiras reservadas para, em tese, pessoas patriotas, probos e capazes.  Só isso!

Ossami Sakamori

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Caso DONADON. Câmara dos Deputados ficou de quatro!

Encarcerado desde o dia 28 de junho em um presídio do Distrito Federal após ser condenado pelo Supremo Tribunal Federal, Natan Donadon (ex-PMDB-RO) não teve o seu mandato de deputado federal cassado na noite desta quarta-feira (28). Fonte: Folha.

Comentário.

A Câmara dos Deputados criou uma situação inédita com a não cassação do mandato do deputado Donadon, preso na Penitenciária de Papuda em Brasília.  O deputado é condenado a 13 anos de prisão, em regime fechado, com situação jurídica com trânsito em julgado, não cabendo mais nenhum recurso para sua situação jurídica. 

Todo cidadão brasileiro, desde o mais simples e até mesmo aos que estão no poder, perde seu direito político previsto na legislação pertinente com a condenação criminal, sobretudo de peculato. O deputado Donadon, tanto quanto todos os deputados condenados que aguardam o último recurso no STF do processo mensalão, continuam exercendo o mandato à revelia da lei, com perda de seus direitos políticos de votar e ser votado.  

O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Alves, apesar da decisão do plenário pela não cassação, determinou o afastamento do deputado Donadon e convocação do seu suplente.   A atitude do deputado Henrique Alves, é uma tentativa de salvar a imagem da Câmara dos Deputados, mas isto não tem valor nenhum.  A atitude do presidente da Câmara, embora nobre, carece de amparo no Regimento Interno da Câmara dos Deputados e muito menos da Constituição.

A votação expressiva pela não cassação, 136 votos contra e 41 pela abstenção, dá a nítida impressão de que houve "articulação" da base do governo contra cassação.  Justifica-se tal atitude, pelo lado do mal.  Dentro de alguns dias, é provável que haja, se STF manter as penas dos deputados do mensalão, uma situação semelhante do que ocorreu na noite de ontem com os deputados condenados no processo mensalão.   

No caso dos deputados condenados do mensalão, Henrique Alves, nem poderá declarar vacância do cargo, uma vez que aqueles deputados tem chance de cumprir a pena em regime semi-aberto.   Isto é, dar expediente na Câmara dos Deputados e dormir na prisão, em regime semi-aberto.  O episódio de ontem, demonstrou claramente que a base aliada do governo vai impor esta condição.  

Para respaldar a minha tese, basta ler notícia de ontem, sobre a homenagem que o CUT prestou a José Dirceu e Delúbio Soares, igualmente condenados no processo mensalão, com a presença do presidente Lula.   Diz a imprensa que o Lula não falou com os homenageados na reunião festiva.  Imagino, como deve ter sido difícil para o Lula, comparecer à homenagem sem ter que citar ou conversar com os homenageados.  A imagem que PT quer passar para a população é que não existiu o mensalão.  Que o mensalão foi inventado pela oposição. 

Os presidentes Lula e Dilma e os aliados políticos, querem passar a imagem ao povo, os seus eleitores, de que o mensalão não existiu e que a condenação dos réus pelo STF é uma tremenda injustiça.  Sou uma pessoa que viveu a nefasta fase do regime militar, em que o poder central mandava e desmandava no Parlamento.  O regime político brasileiro é tão perversa quanto daquele tempo.  O Palácio do Planalto pôs o Congresso Nacional de quatro!  É o que está acontecendo.  Com uma pequena diferença.  No regime militar os políticos estrilavam e no regime dos militantes os políticos simplesmente obedecem.   Um dia o regime militar caiu de podre, um dia o regime de militantes cairá também, inexoravelmente.  Podem escrever!

Brasil virou uma Venezuela do Hugo Chávez!

Ossami Sakamori

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Dilma prefere olhar umbigo dos outros do que do próprio.

Presidente Dilma voltou a fazer declarações que merece reparos.  Em itálicos estão as declarações atribuídas à Dilma Rousseff, pelo tradicional jornal Folha de São Paulo. Em cada declarações, faço os reparos necessários, para que os leitores leigos em economia, não deixem de se enganar pelas meias verdades ditas pela presidente.  

A presidente Dilma Rousseff disse nesta quarta-feira (28) que o Brasil tem "bala na agulha" para enfrentar a situação de variação cambial que afeta o real. Ela reafirmou que o câmbio é flutuante, mas que as intervenções no mercado feitas pelo Banco Central são para impedir que essas flutuações sejam "abruptas". Fonte: Folha.

Comentário.

A afirmação de que o câmbio é flutuante é uma meia verdade, pois ela própria admite intervenções diárias do Banco Central no mercado de câmbio, embora com instrumento denominado de swap cambial tradicional.  No Brasil o câmbio não tem livre flutuação, pelo contrário o Banco Central exerce o poder de calibrar o mercado de câmbio, mediante instrumento próprio.

"Nós estamos entre os cinco, seis países com maior volume de reservas do mundo. É como se a gente tivesse um colchão. Sabe aquela história de guardar dinheiro no colchão? A gente não guarda no colchão, mas o Brasil tem US$ 372 bilhões de reservas", afirmou. Fonte: Folha.

Comentário.

A presidente Dilma, disse meia verdade sobre a disponibilidade da reserva cambial de US$ 372 bilhões.  Esqueceu-se de referir à dívida  externa pública e privada de US$ 315 bilhões, que deveria ser deduzida da reserva para livre negociação sem que o mercado financeiro colocasse dúvidas sobre a liquidez da reserva cambial brasileira.  Se as reservas cambiais fossem de livre movimentação, o Banco Central não estaria vendendo swap cambial que é uma moeda fake do dólar, mas estaria vendendo o dólar à vista, queimando parte da reserva cambial.  Por que não faz?  

Com relação ao crescimento do PIB, Dilma não citou possíveis números das previsões para o Brasil, mas disse que nos Estados Unidos a previsão é de 1,7% em 2013 e que a Europa ainda está em recessão, embora alguns países estejam saindo disso. Fonte: Folha. 

"Você tem um quadro internacional nas economias de muito baixo crescimento e de recessão. A própria China está passando por um período assim. Nós estamos em uma situação de manter o crescimento e de manter as conquistas também", disse ela, citando ainda o controle da inflação. Fonte: Folha. 

Comentário.

Fazer referência do crescimento dos EEUU como termo de comparação para justificar o pífio crescimento do PIB, parece como comparar nota de um estudante universitário com o de um estudante do ensino fundamental.  O Brasil tem enorme gap para vencer até chegar no nível de desenvolvimento dos EEUU.  Se o Brasil quiser alcançar o nível de desenvolvimento dos EEUU, teria que crescer no mínimo o PIB da China, isto é 7,5% ao ano.

A comparação do Brasil com a China, em termo de desenvolvimento, também, presidente Dilma foi infeliz.  A China cresce há duas décadas acima de 7,5% ao ano, sem interrupção.  Na recessão, a China cresce a 7,5% ao ano, número de fazer inveja aos brasileiros.  Quanto ao desenvolvimento tecnológico da China, também foi infeliz.  O Brasil importa tudo da China desde produtos de consumo, até insumo para o parque industrial nacional.  Enquanto Brasil tenta colocar 480 Km de trem-bala, a China possui várias milhares de Km daquele meio de locomoção.

Falta para a presidente Dilma a humildade de reconhecer os nossos próprios erros e as próprias mazelas e encontrar o rumo para economia do País, do que ficar ficar fuçando os defeitos dos outros países desenvolvidos ou não.  A Dilma prefere olhar o umbigo dos outros do que do seu próprio. 

Ossami Sakamori

terça-feira, 27 de agosto de 2013

Bolha Imobiliária - agosto/2013.

Eu já tinha feito matéria sobre bolha imobiliária no Brasil capítulo final.  Mas volto ao assunto, porque ao leigo pode suscitar dúvidas quanto a duração do desaquecimento.  Que estamos em período de fraco movimento, isto todo mundo já sabe.  Vamos a algumas considerações, sobre o dia a dia do pós estouro da bolha.

Estou a assistir na televisão, aqui em Curitiba, anúncio de uma grande construtora, de nível nacional, sobre as promoções que está realizando neste mês.  São ditos no anúncio, desconto de 35% para imóveis prontos.  O desconto para um País que está com inflação anual em 6,5%, parece uma contradição haver desconto tão expressivo.

Transformando o preço por m2, mostra claramente o tamanho do desconto.  O valor médio de imóveis antes do estouro da bolha, eram negociados em Curitiba a uma média de R$ 6.000,00/ m2, para imóvel de padrão médio.  Com o desconto anunciado passa a valer uma média de R$ 3.900,00/ m2.  Isto é o tamanho do estouro da bolha imobiliária, aqui em Curitiba.

Com exceção de algumas capitais como Rio de Janeiro e Brasília e para algumas faixas de imóveis em São Paulo, de modo geral, o padrão nacional segue o mesmo fenômeno de Curitiba.  O mercado de imóveis pós estouro da bolha imobiliária está em compasso de espera.  Estamos em período de desaquecimento.  

Eu vivo neste mercado há 45 anos, isto é desde que me formei em engenharia, em 1968.  O mercado de imóveis residenciais segue ciclos de altos e baixos.  A fase de aquecimento ou de desaquecimento dura, no mínimo, 2 anos.  O fato acontece porque uma construção, da compra do terreno, planejamento da obra, construção e venda, demora no mínimo 2 anos.  

O quadro econômico do Brasil está a merecer atenção especial, sobretudo sobre a inflação e o crescimento pífio do País.  Inflação está em ascensão e crescimento do PIB em estabilidade num índice medíocre para a potencialidade do País.  O quadro ajuda a deixar os investimentos em imóveis residenciais em última prioridade.  Isto acarreta a depreciação dos imóveis. Quem está a comprar imóvel residencial, de alguma forma, está morando em algum lugar, locado ou não, não está morando na rua.

Neste momento, a aquisição de imóveis residenciais para investimento parece ser de baixa rentabilidade ou de rentabilidade negativa.  Além de tudo, os imóveis residenciais, num quadro econômico como de agora tem baixa liquidez.  Recomenda-se não investir, neste momento, neste tipo de imóveis a não ser para uso próprio. 

Pelo mesmo motivo, comprar imóveis em planta, além de ser péssimo investimento, tem a incerteza de que receberá no tempo prometido pela construtora.  Ainda há possibilidade de comprador não receber a chave do imóvel em função da dificuldade financeira que a construtora poderia estar passando.  É bom lembrar sempre o caso Encol  que deixou dezenas de milhares de vítimas Brasil a fora. 

Resumindo, a retomada de valorização do imóvel poderá demorar pelo período que poderá durar pelo menos mais 1 ano.  Sendo assim, neste ínterim de tempo, poderá achar uma oportunidade ímpar, com descontos maiores que os já anunciados pelas construtoras.  Não tenham pressa de aquisição, neste momento.  E procure investigar se o imóvel não está sujeito à anulação da transação, judicialmente.  Neste último caso o prejuízo é total.  

Ossami Sakamori

Gravíssimo! Dilma vai sucatear a nova malha ferroviária!

O governo federal ofereceu risco zero para os bancos privados financiarem os consórcios que participarem dos leilões para a concessão de ferrovias, previsto para o último trimestre deste ano. A previsão inicial era que o investimento em ferrovias chegasse a R$ 91 bilhões.  Fonte: Folha. 

Comentário.


Segundo o governo Dilma, os leilões anunciados deverão ocorrer no próximo trimestre deste ano.  Praticamente a totalidade da malha ferroviária brasileira para os próximos 30 anos.  Em tese, seria uma solução espetacular, mesmo que esteja ocorrendo no 11º ano do governo do PT.  Digo que seria, porque na prática será um desastre total.  Os trens brasileiros vão trafegar com velocidade média de 30 Km/h nestas malhas ferroviárias, como acontece com toda malha ferroviária existente no País.

O que está a licitar são projetos antigos do tempo da onça.  Com tamanha envergadura de investimentos, deveria no mínimo, elaborar um projeto global da malha ferroviária brasileira, ao invés de aproveitar retalhos de projetos que estavam na prateleira há muitas décadas.  Os projetos não sofreram adequações para as novas tecnologias disponíveis, onde o trem de carga deverá trafegar com velocidade média de, no mínimo, 120 Km/h.  

Por que o plano nacional da malha ferroviária?  Hoje, existe no Brasil várias bitolas (distância entre os trilhos) em uso, desde o sistema métrico inglês (1,0 m) até bitola padrão nacional definido como bitola larga (1,60 m).  Ao adotar bitola larga como padrão para a nova malha ferroviária, deverá adequar o traçado à nova tecnologia disponível.  Na prática, na pressa, após hibernar por 11 anos os projetos antigos, o governo do PT vai colocar em licitação assim mesmo, como num ato de desespero.

Leilões realizadas nos toques de caixa como serão feitos, o Brasil vai titular as concessões, num regime de PPP - Parceria Pública e Privada.  Devida a segurança jurídica dos contratos, as concessionárias executarão os projetos do século passado, deixando a malha ferroviária com ineficiência do século passado.  Trens da malha ferroviária brasileira, vai continuar andando a 30 Km/h, o que é um absurdo diante das novas tecnologias disponíveis.  

Num País continental como Brasil, há que fazer investimentos R$ bilionários, muito mais do que prevê o plano de licitações do governo Dilma.  O problema não é valor do investimento. Como leilões serão feitos sem os projetos executivos, os investimentos serão feitos em regime de contratação RDC ou seja regime de licitação que permite aditivos de 100% ao valor original.  Além de tudo, o espírito do PPP, como pode demonstrar já pelas primeiras notícias, é privatização dos lucros e socialização dos prejuízos.  Escrevam o que estou a escrever aqui.

Na prática, leilões de privatização do serviço público assim, onde garante o lucro mínimo, sem risco e prejuízo sendo arcado pelo poder público, até eu queria.  Logicamente, que o cartel de empreiteiros já estão mobilizando, haverá distribuição de trechos entre concorrentes.  Única dúvida que eu tenho, é o percentual do valor da concessão que se destinará à campanha presidencial pelo partido do governo.   Aí tem dedo do Bernardo Figueiredo, o rei das maracutaias, capataz do Planalto, com passado nada brilhante.  

Por estas e outras é que digo que não existe partidos de oposição.  Como dizem, são farinha do mesmo saco. Só pode ser. Quase todos, senão todos partidos, tem rabo preso com o cartel dos empreiteiros.  E assim, o cartel dos empreiteiros continuarão ser os principais financiadores da campanha presidencial no Brasil.  E inventam, leilões e obras para serem executados, coincidentemente, último ano do governo, ou seja no ano de eleições.  

Só raciocinar, nem é preciso ser engenheiro para entender do assunto.  Se, em tese, o governo Dilma acaba daqui a 1 ano, por que na véspera de deixar a presidência fazer licitações R$ bilionárias?  Ainda mais na forma como está sendo feito, sem projetos e sem adequação às novas tecnologias, colocando em risco de o Pais ter uma malha ferroviária totalmente sucateada.  Isto é caso gravíssimo!  

Contra estes leilões, mesmo com meus 69 anos, irei pessoalmente fazer parte do piquete, sem máscara, para impedir leilão de privatização da malha ferroviária.  Que façam antes, os projetos em bitolo unificada de 1,60 m e que adequem os projetos executivos que permitam o tráfego de trens a média de 120 Km/h, são precondições para boa prática de gestão pública.  Isto ficará, inexoravelmente para o plano do próximo governo.    

PS: Ontem, recebi ameaça anônima com insinuações que nem quero contar aqui.  Coincidência ou não fui agradido na rua pela primeira vez em 69 anos, por um pivete, sem explicação nenhuma.  Obrigado, pessoal da Livraria Curitiba que me acudiu!
Ossami Sakamori


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

Como será o Brasil da Marina Silva?

Documento que a ex-senadora Marina Silva entregará hoje ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) postulando o registro de seu novo partido, a Rede Sustentabilidade, amplia a pressão sobre a Justiça para validação das assinaturas e diz que a fundação da sigla representa o "anseio de milhares de pessoas descontentes com a atual forma de fazer política" Fonte: Folha.

Comentário.

Está correta a cobrança da Marina Silva, sobre a dificuldade que está encontrando no TSE para registro do partido Rede Sustentabilidade, porém, fazendo ressalva à denúncia de fraude na coleta de assinaturas para a fundação do partido.  

O PT já tentou barrar com o PEC sobre a criação de novos partidos, especialmente no que diz repeito a utilização de tempo de televisão.  Como o PEC foi parar no STF e havendo reação popular, o PT tirou da pauta para a votação.  Agora, a demora encomendada para a criação do partido antes do dia 4 de outubro, a data limite para apresentar candidatos às eleições de 2014.  

Especula-se nos bastidores, a alternativa no caso de não obter o registro à tempo, dia 4 de outubro próximo.  Marina Silva, afirma que não há plano B, mas isto é apenas de boca para fora.  Marina Silva tem plano B, sim.  São diversos partidos que oferecem opções de filiação, sobretudo entre os partidos menores como PEN - Partido Ecológico Nacional.  Na última semana, especulou-se a sua possível filiação no PDT, por ser um partido com tempo de televisão amior do que os partidos nanicos.

Marina Silva ocupa o vácuo deixado pela briga entre o PT e PSDB. Marina Silva corre por fora e está ganhando força.  Este crescimento de força da Marina, não representa necessariamente pelos programas do governo dela.  Não vi divulgação de nenhum plano econômico do eventual governo Marina Silva.  

Qual é a política cambial a ser adotada?  Qual será a política sobre preços administrados?  Quais são os projetos de infra-estrutura do País?  Quais são plano para reverter o desinvestimento da indústria brasileira?  Afinal, vai fazer o que além do plano de sustentabilidade ecológica?  O povo merece resposta concreta sobre os temas cruciais, sobretudo onde Dilma está patinando.  

Mudança por mudança não dá certo.  Chega de vendedor de milagres para o País.  Precisamos mais do que nunca de racionalidade, de um plano consistente, além de título vago como sustentabilidade.  Bonito no papel, mas de difícil execução.   Se a equipe econômica da Marina Silva se baseia na experiência do empresário dono da Natura, não será bem vinda.  A empresa Natura fez boa imagem de produto, com marketing, mas empresarialmente, a gestão e transparência está abaixo da média.  Quem diz é o mercado financeiro!

Desejo que Marina Silva, não seja mais um fake.  O Brasil está cheio de experiências desse tipo, o de salvador da pátria.  Já tivemos Jânio Quadros, Fernando Collor e a própria Dilma.  O fake que utilizo é o termo usual nas redes sociais, na foto é uma coisa mas por trás esconde uma figura desconhecida.  O Brasil espera Marina Silva com propostas concretas para cada problema do País, só assim pode merecer a confiança da população.  Mudar por mudar, jamais!

Ossami Sakamori

domingo, 25 de agosto de 2013

BC da Dilma vende fake de US$ 50 mil !

Desculpem-me voltar ao tema tão desgastante como o tema do dólar. Dá-se impressão de que todo mundo agora entende do câmbio, mas não está!  Novamente vou lançar mão de termos chulos para tentar explicar melhor o que está havendo no mercado de câmbio ou de dólar.  Há um grande equívoco nas interpretações.   

Já vi em entrevistas, inúmeros jornalistas da área econômica, inclusive da Rede Globo, dizerem que o Banco Central está intervindo no mercado vendendo dólar.  Não, não está!  O Banco Central do Brasil está vendendo títulos em real, com rendimento equivalente à variação do dólar, para cima ou para baixo.  O título com esta característica é denominado de swap cambial tradicional. Parece que é venda de dólares, mas não é!  

Swap cambial é fake do dólar americano.  É uma cópia xerografada do dólar, sem autenticação do governo dos EEUU.  É como Cristina Kirchner lançar títulos swap cambial argentino atrelado à variação do nosso real.  Poder pode, mas é uma situação bizarra, vender títulos atrelados à moeda estrangeira.  Isto é reconhecimento de que a moeda do País não vale mais nada ou quase nada.  Já imaginaram a Cristina anunciar que vai vender títulos indexados em reais e anunciar a quatro cantos que o peso tem credibilidade.  Dá para entender, a situação vexatória do Brasil perante o mundo?  

É importante saber que no Brasil é proibido por lei, fazer transações comerciais em dólares, a não ser com instituições financeiras.  Você não pode tirar nota fiscal de qualquer produto em dólar, a não ser para exportação ou importação.  Você não pode ter conta corrente em dólares nos bancos.  Você pode comprar dólares nos bancos, mas somente para gastar lá fora, em viagens sobretudo, mas não pode gastar aqui. Você está proibido pela lei de indexar qualquer contrato em dólar.  É a legislação brasileira em vigor.  

Swap cambial tradicional foi uma gambiarra inventada pelo Banco Central para vender títulos indexados em dólar.  Na realidade isto é começo de "dolarização" do País.  Títulos nada mais são do que contratos.  O povão não pode indexar nenhum contrato em dólar, se o fizer vai preso!  O Banco Central usa prerrogativa de garantidor da estabilidade da moeda é emite títulos indexados em dólar contrariando o que determina para o povão.  O governo pode, mas reles cidadão não pode.

Bem, acontece que o Brasil tem reserva cambial, que gira em torno de US$ 375 bilhões enquanto o conjunto do setor público e privado tem endividamento no exterior a longo prazo, segundo banco Central, de US$ 315 bilhões.  Mais menos como você ter depósito à vista de US$ 375 bilhões e empréstimo de US$ 315 bilhões que vence a longo prazo.  A banca internacional enxerga que a parte líquida da reserva cambial é de US$ 60 bilhões e não o total da reserva cambial.  

Nota explicativa minha: Na análise de ontem, cometi equívoco à favor do Banco Central, com número de endividamento externo do setor público e privado como sendo de R$ 280 bilhões, mas não é o correto.  O referido valor corresponde a parte da dívida em dólares à longo prazo.  Foi equívoco meu não ter considerado a parte de endividamento a curto prazo de US$ 35 bilhões.  O valor correto da dívida externa é de US$ 315 bilhões, segundo nota do Banco Central de 23.8.2013.  

Como pode ver, no conceito de notas de crédito, o Brasil tem reserva cambial livre de apenas US$ 60 bilhões.  Explico o porque. Nas contas externas, o Banco Central é avalista de todas operações em dólares feitos pelo setor público e privado.  Quem garante liquidez das dívidas externas do setor público e privado, em última análise, é o Banco Central do Brasil.  

Com esta explicação dá para entender porque o Banco Central não vende dólar à vista, mas vende títulos cambiais indexado ao dólar.  O Banco Central não tem reserva suficiente para segurar o dólar ao contrário de que a tripla Mantega/ Tombini/ Dilma falam.  O Banco Central anunciou que vai emitir títulos swap cambial até o montante de US$ 100 bilhões até o final de 2013.  Vai lançar mão de swap cambial porque não tem dólar sobrando, em tese só tem R$ 60 bilhões para queimar.  

Então, a gambiarra inventada pela Dilma e equipe econômica foi o seguinte:  Cria-se uma nota "fake", escritural, no valor unitário equivalente a US$ 50.000.00.  Os títulos não valem como dólar, porque no vencimento não são entregues dólares mas sim em reais equivalentes à cotação Ptax do dia do vencimento.  Não está se vendendo o dólar!  Está vendendo uma nota falsa criada de US$ 50.000.00, nada mais!  

Eu digo que swap cambial é fake porque o Banco Central pretende lançar swap cambial até US$ 100 bilhões, sem os tê-los suficiente.  Nada impede que após gastar os US$ 100 bilhões de swap cambial necessite de intervenções maiores, o Banco Central vai emitir quantos US$ bilhões de notas fakes, escriturais, necessárias.   Swap cambial é uma falsa moeda, para o Banco Central brincar de cassino, na tentativa de segurar a cotação do dólar.

Quando se faz transferência de dólares, tanto para fluxo positivo como para fluxo negativo, vai direto para conta reserva cambial, inexoravelmente.  As operações são feitas à vista, porque é assim que funciona o câmbio no mundo.  A não ser que o Banco Central centralize o câmbio e faça o controle de entrada e saída.  Esta é uma situação que poderá ocorrer com o Brasil, se bobear.  Para não ocorrer, terá que pagar Selic de desespero, até 50% ao ano, como fez o Armínio Fraga para tentar conter o fluxo negativo do dólar.  Só para lembar a Venezuela pratica centralização do câmbio, por falta de reserva cambial.  

As medidas do Banco Central não produz efeitos na balança de pagamentos.  Apenas evita especulação.  O fluxo de dólares decorrentes da balança comercial e balança de conta corrente vão continuar negativos, numa média de US$ 10 bilhões por mês, se continuar a tendência.  Por enquanto é bancado com ingresso de investimento estrangeiro direto (IED) e capital especulativo atrás dos juros as mais altas do mundo (Selic).  Isto pode mudar, conforme humor do mercado financeiro internacional.  

Em termos de mercado financeiro internacional, a venda de US$ 100 bilhões de swap cambial, pegou pelo lado negativo.  O mercado entendeu: Por que a tamanha gambiarra para segurar o dólar?  Ao invés de trazer tranquilidade no câmbio, deixou o mercado financeiro global com pulga atrás da orelha.  Os próximo acontecimentos demonstrarão se a medida tomada pelo BC fará efeito no médio prazo e longo prazo.  A mim, me parece que o Banco Central botou mais lenha na fogueira do que água para apagar.  

Alô jornalistas e analistas econômicos! Chega de dizer que o Banco Central está vendendo o dólar!  O que o Banco Central vende é são notas falsas de US$ 50.000!

Ossami Sakamori

sábado, 24 de agosto de 2013

Dilma está com bomba no colo! Cartel do Siemens.

A coluna da Sonia Racy, do tradicional jornal Estadão, de ontem, traz notícias importantes sob o título "A quem interessar", detalhando a participação da empresa Siemens, auto-denunciante do cartel do Metrô de São Paulo, nas obras do PAC.  


Siemens participa em obras:

1. Refinaria Premium 1 no Maranhão (Chemtech)
2. Refinaria Premium 2 no Ceará (Chemtech)3. Refinaria Abreu e Lima em Pernambuco (Chemtech)
4. Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Chemtech)
5. Plataforma P-58 no Espírito Santo (Chemtech)
6. Usina de Belo Monte, no Pará (Voith Hydro, joint venture da Siemens)
7. Usina de Jirau (Siemens)
8. Usina de Santo Antônio (Siemens)
9. Parques eólicos nordestinos (Siemens)
10. Gasoduto Sudeste/Nordeste, da Petrobrás (Siemens)


Comentário.

Há dias o ministro da Justiça do governo Dilma Eduardo Cardozo veio ao público denunciar suposto esquema de cartel denunciado pelo próprio integrante do cartel, a empresa Siemens, que teria acontecido nos sucessivos governos do PSDB, em especial, do Geraldo Alckmin de São Paulo.  

O esquema de METROduto vem sendo sistematicamente colocado na imprensa, informando os nomes dos supostos beneficiários.  Digamos vazamento de documentos de investigações, supostamente, sigilosos do inquérito policial.   Nada contra a denúncia da imprensa. Como já disse nas duas matérias específicas sobre METROduto do Geraldo Alckmin, toda suspeita deve ser apurada e os responsáveis sejam punidos, se for o caso, incluindo o governador Alckmin.  

A prática de carteis estão disseminados em todos órgãos públicos, federais, estaduais e municipais.  Só não vê quem não quer enxergar.  O famoso caso de cartel dos empreiteiros do DNIT continuam agindo com desenvoltura nos governos Lula e Dilma.  E outros tantos que nem vou tomar tempo para contar.

Vamos ao assunto da empresa alemã Siemens que teria auto-denunciado a participação no cartel de fornecimento de equipamentos para Metrô de São Paulo.  O cartel de fornecimento de equipamentos e peças não se circunscreve ao Metro de São Paulo, conforme relação de obras e órgãos em que a mesma empresa Siemens participa.  

Nem tudo que reluz é diamante.  Diante da auto-denúncia pela empresa Siemens perante o CADE, coincidentemente, vinculado ao ministério da Justiça, deveria o mesmo ministro da Justiça mandar apurar com todo rigor que se aplica ao Metro de São Paulo, nas obras da sua própria esfera, o governo federal, a possível ocorrência de carteis nos fornecimentos de equipamentos e peças da Siemens para inúmeras obras do PAC.  

Vou longe ainda, que crie CPI do cartel do Metrô de São Paulo, com abrangência para as obras do PAC.  Que apure tudo que tem que ser apurado.  Que além do Metrô de São paulo, os responsáveis pela liberação de verbas do PAC e da própria mãe do PAC, a presidente Dilma, sejam investigados com rigor que será dado ao governador Alckmin. O assunto urge porque os principais suspeitos Geraldo Alckmin e Dilma Roussef são respectivamente candidatos à reeleição ao governo de São Paulo e à presidência de República.

Condeno veementemente, a não convocação da CPI.  Espero, também, que a CPI, não fique inconcluso como aconteceu com a CPMI do Cachoeira num acordo entre o PT e PSDB.  

Ossami Sakamori

Onde vai para o dólar? Falando sério.

Vamos falar a sério, hoje.  Recebi muitas críticas a respeito de últimas matérias, que coloco uma pitada de humor a respeito de notícias sobre as últimas medidas tomadas pelo Banco Central.  Sim, eu disse textualmente que o Banco Central tinha virado o cassino.  Muitos investidores, os pequenos, consideram toda e qualquer aplicação de renda variável, no curto prazo, uma espécie de cassino.   Isto é fato!  

As aplicações em rendas variáveis são investimentos de longo prazo, para os grafistas de acordo com o que o gráfico mostra e para os fundamentalistas é a distribuição dos dividendos é que interessa.  Mercado de capitais, é a alavanca do desenvolvimento para o País e para grandes corporações, no regime capitalista.  

Há muitos derivativos no mercado.  Derivativos, como o próprio nome diz, é uma aplicação de risco derivado dos ativos negociados em bolsas ou em alguma instituição financeira.  Tem o mercado futuro de índice Bovespa, opções de compra de ações, contrato de termo de aquisição de ações, mercado futuro de moedas, mercado futuro de commodities, mercado futuro de boi gordo.  São infinidades de produtos denominados derivativos.  

Feito este preâmbulo, vamos ao anunciado venda de swap cambial tradicional pelo Banco Central do Brasil atrelado à variação de dólar com vencimento a curto prazo.  Banco Central entende como curto prazo títulos vincendos nos próximos 12 meses.  

Segundo a nota do Banco Central emitido em 22.8.2013, o estoque de swap cambial tradicional naquele dia era de US$ 45 bilhões.  Ainda segundo a nota, o Banco Central faria intervenções diárias de swap cambial no montante global, incluindo os títulos já emitidos, de US$ 100 bilhões até o final do ano.  

Ao anunciar intervenções diárias, Banco Central admite que há movimento de alta de dólar, sobretudo pela revoada de dólares provocada pelo crescente déficit de conta corrente, sobretudo em função da defasagem do dólar perante o real.  Este movimento de saída de dólar é que o Banco Central quer conter com as emissão de títulos atrelados à cotação do dólar, para tentar acalmar o mercado.  

Segundo nota para imprensa divulgada ontem pelo Banco Central, as transações correntes acumularam déficit de US$ 77,7 bilhões nos últimos 12 meses, terminado em 31.07.2013.  O balanço de pagamentos, somente apresentou superávit de US$ 471 milhões, no mês de julho porque houve ingresso de dólares.  Ainda segundo Banco Central, houve ingresso de US$ 9,4 bilhões na conta financeira, sendo US$ 5,2 bilhões pela via de investimento estrangeiro direto (IED) e US$ 4,2 bilhões em títulos de renda fixa negociados no País.  

Dizem, no jargão do mercado financeiro, que a venda de títulos swap cambial tradicional é uma venda de dólares no futuro.  Mas isto é apenas termo do jargão do mercado, porque os títulos swap cambial tradicional não garante no seu vencimento entrega de dólares.  O swap cambial apenas garante o lucro ou prejuízo decorrente da variação cambial do período.  É um derivativo do ativo dólar.  Não é venda de dólares para entrega futuro!  

O normal seria que o Banco Central intervisse, em querendo, no mercado de dólares, vendendo ou comprando à vista.  Nós do mercado financeiro denominamos de "spot".  Swap cambial tradicional serve para conter a alta do dólar, no caso, por curto período, como aplicações cirúrgicas pontuais.  Como o Banco Central do Brasil  anunciou de ante-mão que vai vender swap cambial diariamente, pelo menos, até o final do ano, soluções emergenciais acabou virando perenes.  Eu já disse, inúmeras e repetidas vezes, que soluções emergenciais não devem se tornar perenes, sob pena dos custos altos para sair da nova situação que se criou.  Este é mais um caso típico deste fenômeno inaugurado pela presidente Dilma.

O governo Dilma tem razões para lançar mão de swap cambial ao invés de fazer intervenções no mercado à vista de dólares.   Apesar de Mantega/ Tombino/ Dilma, alardearem que o Banco Central tem Reserva Cambial robusta US$ 373,7 bilhões em 31.07.2013, o total da dívida externa do setor privado e público mostrava um saldo de US$ 280 bilhões no longo prazo.  

Outros estudos, fora do Banco Central, mostram que a dívida externa do Brasil estaria em US$ 325 bilhões.  Seja como for, os investidores internacionais, consideram Reserva Cambial líquida, apenas a diferença do que tem de depósito e do que tem de dívida.  Na minha conta o número é cerca de US$ 50 bilhões e na conta do Banco Central seria de US$ 93 bilhões.  

O Banco Central vai lançar títulos swap cambial no montante de até US$ 100 bilhões.  Para analistas financeiros internacionais, emissão de títulos cambiais até o montante de US$ 100 bilhões estaria confortável uma vez que, em tese, teria garantia (psicológica) da Reserva Cambial líquida.   

O maior problema que vejo, é que a utilização dos títulos atrelados à variação cambial se torne mais um produto do mercado financeiro, além daquele de resolver problema conjuntural.   Pode ser que a "gambiarra" inventada pelo Banco Central funcione, mas poderá ser insuficiente para segurar o dólar.  O limite confortável seria emissão até US$ 100 bilhões como dito acima.  Além disso é uma aventura.

Se as medidas emergenciais, tiverem que ultrapassar o final do ano ou mesmo acontecer antes do final do ano, o limite anunciado, o swap cambial de solução vai passar para problema.  O volume dito acima de US$ 100 bilhões, em tese, ficaria sem lastro, neste caso, em tese.  Ficaria, como mais um título de dívida do governo federal.  Pior, atrelado ao dólar.  Isto é apenas o início da "dolarização" da economia.  

O perigo maior está por vir.  Fiquemos atentos, não o que possa ocorrer na próxima segunda-feira, porque é bem provável que o Banco Central ganhe novamente na queda de braço com o mercado.   Mas outros fatores conjunturais estão em andamento como balança comercial, balança de conta corrente, ingresso de capitais estrangeiros diretos e especulativos.  Infelizmente, todos estes fatores conjunturais conspiram contra o plano do Banco Central em conter o dólar.  O quadro econômico do Brasil nada muda com ou sem swap cambial.  

Aviso: Esta matéria não é para minha especial amiga "loira", minha personal. 

Ossami Sakamori

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Médicos cubanos são escravos brancos!

Ontem à noite, assisti entrevista do senador Humberto Costa, PT,  líder do governo no Senado. Simplesmente, fiquei estarrecido, tamanha safadeza que governo Dilma pratica com relação ao médicos cubanos.  Por sinal, os primeiros médicos estão desembarcando no Brasil, hoje.  

Segundo senador Humberto Costa, ex-ministro de Saúde do governo Lula, os médicos cubanos serão contratados pelo governo brasileiro, via OPAS - Organização Pan-americana da Saúde, órgão da ONU.  Até aqui, tudo bem.  O governo brasileiro vai pagar para OPAS,   R$ 10 mil, por médico mês, num dispêndio total de R$ 480 milhões do governo brasileiro.   A OPAS vai repassar este valor integralmente para o governo cubano, ainda segundo Senador.  

Segundo senador Humberto Costa, não sabe dizer quanto o governo  cubano vai pagar para os médicos.  Estão a falar que os médicos cubanos receberiam em benefícios e salários cerca de 30% do valor pago pelo governo brasileiro à OPAS.  Mais ou menos como venda de escravos brancos pelo governo cubano ao governo brasileiro, com recibo passado pela OPAS, o que não me espanto por conta do regime vigente naquele país.   O que estranho é o governo brasileiro concordou com o governo cubano, sobre o trabalho escravo dos médicos cubanos.

O que me causou mais espanto foi a declaração do senador Humberto Costa de que os 4.000 médicos estão sendo preparados pelo governo cubano há mais de 1 ano e meio.  Isto significa que o acerto do tráfico de escravos brancos, já fora tratado e acertado  antecipadamente entre os governos de ambos países, desde governo Lula.  Agora, entendo claramente a justificava do Lula em tornar segredo de Estado, os acordos firmados entre ele e Raul Castro, há cerca de 3 anos.  

Ainda, segundo senador Humberto Costa, líder do governo Dilma no Senado, os "revalida" dos médicos cubanos foram dispensados pelas condições impostas pelo governo brasileiro de tais médicos se servirem em áreas restritas designadas pelo governo brasileiro.  Segundo Humberto Costa, os médicos cubanos terão licenças para atuarem, tão somente, em áreas restritas designadas. As condições são semelhantes aos escravos africanos que eram comprados pelos fazendeiros para trabalharem em territórios circunscritos.

O governo brasileiro, já tem uma mancha na história recente, com o tratamento dado aos imigrantes japoneses do início do século passado.  O governo brasileiro, incentivou e permitiu que um rico empresário japonês chamado Ryu Mizuno vendesse os escravos amarelos para os barões do café, por cabeça, para trabalharem em territórios circunscritos às fazendas dos barões do café, mediante contratos leoninos, que nunca sobravam dinheiro aos imigrantes.  Parece ser assim o destino dos médicos cubanos no Brasil.  

Com certeza, os médicos cubanos serão incorporados ao conjunto de população brasileira, mediante formação de famílias (com filhos) no período de vigência dos contratos para se conseguirem vistos de residência permanente.  É o sonho dos médicos cubanos, mesmo que tenham quer exercer serviços em forma de escravos brancos para se ver livre do regime comunista do Raul Castro.    

Concluindo, os médicos cubanos são escravos brancos!

Ossami Sakamori

Cassino no Banco Central continua a todo vapor!

No cassino do Banco Central, hoje, a banca está ganhando       cerca de R$ 3,7 bilhões.  Como ninguém liquidou antecipadamente os contratos Swap Cambial, os ganhos do Banco Central é apenas virtual e os prejuízos dos Investidores são virtuais.  

O cenário externo e interno nada mudou, até pelo contrário, o déficit da Balança de Conta Corrente está cada vez mais acentuada, a tendência do mercado de dólar é de alta, mesmo com intervenções sistemática do Banco Central.  

No final das contas, o Banco Central da presidente Dilma, enveredou no caminho perigoso.  O Banco Central vende Swap Cambial, sem ter o respaldo da Reserva Cambial líquida.  Se fosse jogo de póquer diria que o Banco Central está blefando, mostrando ao mercado que tem fichas equivalentes a US$ 100 bilhões.  Lembrando, fichas sem lastro.

Está cada vez mais emocionante a movimentação do cassino do Banco Central do Brasil, localizado no prédio do BC em Brasília.   As operações são informadas pelo Tombini para com a presidente Dilma, a dona da banca.    

kukuku !  Daqui a pouco, vai ter gente quebrando ou ganhando fortunas!  Não façam apostas deste tipo, recomendo!  

Ossami Sakamori

Marina Silva é mais um fake?

Notícias dos jornais de ontem deram destaque sobre a suspeita de fraudes na coletas de assinaturas para a fundação do partido Rede Sustentabilidade da Marina Silva.  Para quem não se lembra, Marina Silva foi integrante do PT e foi ministra do Meio Ambiente do governo Lula.  

Marina Silva, deixou o PT e ingressou no PV e lançou-se candidata à presidência da República contra Dilma Rousseff, PT, porém, apoiou-a no segundo turno das eleições de 2010.  Obteve expressiva votação no primeiro turno e deu apoio decisivo à Dilma para se eleger presidente da República.  Ela se revelou pró Lula.

Não tendo espaço no PT para candidatura à presidência da República em 2014 pelo PV, Marina Silva, tenta registrar um novo partido denominado de Rede Sustentabilidade.  O novo partido, segundo sua própria afirmativa, não teria apoio de grandes corporações e nem teria comprometimento com grupos econômicos.

Ainda, segundo notícias na imprensa, os apoiadores da Rede Sustentabilidade já teriam desembolsado quase R$ 1 milhão, para coleta de assinaturas para fundação do novo partido.  Para formação de novo partido, segundo TSE, seria necessário de no mínimo de 450 mil assinaturas.  Até a última notícia, TSE teria validado cerca de 250 mil assinaturas.  

Contrariando a filosofia do novo partido de não representar grupos econômicos, dão conta de que a fundação do partido está sendo financiado pelos empresários ligados ao grupo econômico Natura e Itaú.  É mais ou menos como Greenpeace que é financiado pelas grandes corporações transnacionais.  O discurso é um, mas a prática é outra.  

Contrariando também, a filosofia do partido Rede Sustentabilidade de não ter máculas como os partidos que antes participou, o PT e PV, segundo Marina Silva de probidade administrativa, a imprensa divulga série de supostos fraudes nas coletas de assinaturas para criação do seu novo partido.  Dizem que é obra do PT para impedir a criação do novo partido.  O discurso passa, mas duvido que os TREs estejam trabalhando para o PT.  

A virtual candidata à presidência da República do virtual partido Rede Sustentabilidade, não goza de saúde perfeita.  Isto é de conhecimento público, doença proveniente de ingestão de metais pesados.  Mesmo na campanha de 2010, Marina Silva, não conseguia sequer ficar de pé por período prolongado, por conta da saúde frágil.  Questão de saúde não é defeito, mas é importante que presidente da República tenha saúde mais que perfeito, porque exigirá uma agenda muito pesada no exercício da presidência da República.    

A Marina Silva, defende o crescimento sustentável do País, mas nunca vi ela defendendo programa de despoluição do Rio Tietê ou despoluição da Baia de Guanabara.  Tão pouco ouvi ela defendendo a ampliação da rede de esgoto sanitário, sobretudo em grandes centros urbanos.  Nunca vi, ela questionando sobre construção de favelas nas encostas nas regiões serranas. Parece me que ela entende da Floresta Amazônica e preservação da natureza, mas nunca ouvi proposição dela no tocante aos efluentes químicos de indústrias poluidoras do País.  

Tudo leva a crer que Marina Silva seria mais uma figura que vai fazer muita espuma no lugar de tratar dos temas mais cruciais para o País como os problemas explicitadas acima. Problemas de desmatamentos da Amazônia, se resolve com policiamento ostensivo e efetivo da Polícia Federal e Florestal, em cumprimento do Novo Código Florestal.  

É provável como temas importantes das áreas importantes para a vida econômica e cotidiana do Pais, não conste do programa do novo partido, porque estes temas não poucos votos para muita luta.  Pouco vai se fazer em dar solução para as grandes indústrias poluidoras, porque estes são alguns financiadores da sua campanha presidencial.

As últimas notícias dão conta de que a Marina Silva, prepara um plano B.  Plano B seria encontrar um partido de aluguel para lançar a sua candidatura à presidência da República.  Neste ponto, Marina Silva é obstinada, ela é uma pessoa soberba, se acha a salvadora da pátria.  Aliás, os marqueteiros dela apostam nisto: Marina Silva, a única salvadora da pátria.  Atitude semelhantes às velhas figuras da política brasileira: Janio Quadros e Fernando Collor.  

Engraçado.  A semelhança dela Marina Silva com a presidente Dilma.  Ambas gostam de espuma, ambas são soberbas, ambas se acham salvadora da pátria, uma rotula como ecologista e outra como gerentona.  Marina Silva é de auditório, Dilma também.  Marina gosta de holofotes, Dilma também.  Dilma não gosta de cheiro do povo, a Marina também.  Nunca vi Marina no meio do espreme, espreme, na rua, a mesma situação nunca vi a da Dilma.  

Ambas, Marina e Dilma acreditam na força de imagem criada pelos marqueteiros.  Ambas vendem a figura do "fake" das redes sociais, isto é, a figura que parece mas não é. O  Brasil já está com saco cheio desse tipo de gente, vamos botar gente competente para governar o País, só isso!  Chega de politicagem e de politiqueiros!

Marina Silva é mais um fake?

Ossami Sakamori 

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Banco Central confirma dolarização!

Hoje de manhã, postei matéria com o título: Brasil da Dilma caminha para dolarização.  No final da tarde de hoje, Banco Central confirma a dolarização da economia.  

Achei engraçado, hoje de manhã, uma amiga me disse para eu explicar para "loira".  Minha amiga é loira.  Loira danadinha de inteligente! Mas vou tentar simplificar a explicação, usando números aproximados.  Números aproximados que não chega a distorcer a minha análise que passo a fazer com respeito ao câmbio.

Para vocês poderem entender melhor, vou colocar aqui grosso modo alguns números, para poder avaliar se estou falando verdade ou não.  

Dívida pública do setor público:  R$ 4 trilhões.
Dívida federal, vencimento no curto prazo: R$ 750 bilhões.
Reserva cambial bruta : US$ 375 bilhões.
Dívida externa, pública e privada : US$ 325 bilhões.
Reserva cambial líquida: US$ 50 bilhões. 

Chega de número, senão a "loira", minha amiga, vai se atrapalhar!

Quando, por razões de falta de credibilidade do Brasil no exterior e por razões da retomada do crescimento dos EEUU, aliado ao movimento das ruas do mês de junho, os investidores e especuladores estrangeiros começaram repatriar os seus dólares para seus países de origem.  Vamos dizer, revoada de dólares para fora do País.

Quanto os investidores estrangeiros, sobretudo os especuladores, desejam levar o dinheiro aplicado em reais no Brasil para fora do País tem que comprar dólar do Banco Central.  Quando traz, vende o dólar para movimentar em reais.  No Brasil, não aceita depósito em moeda estrangeira, contrário de muitos países, por isso o câmbio.

Entendeu até aqui?

Acontece que o Brasil, ao contrário do que o ministro Mantega diz, tem Reserva Cambial líquida baixa.  Teoricamente, seria conveniente gastar apenas a Reserva Cambial líquida, senão ficamos descoberto em garantia.  Vide os números das Reservas Cambiais e a dívida externa do Brasil para sentirem o tamanho do buraco.  

Diante da sinuca de bico, o Banco Central vende um derivativo denominado de Swap Cambial tradicional, que nada mais é do que um derivativo cambial atrelado ao dólar, normalmente com vencimento no curto prazo.  Isto equivale a vender dólar no futuro. Em tese, no vencimento, teria que entregar o dólar ou equivalente em real correspondente ao título vendido.  

Na verdade, como o Banco Central não tem Reserva Cambial suficiente, em vez de vender dólar no mercado à vista, queimando a Reserva Cambial, vende o Swap Cambial tradicional.  Se no vencimento do derivativo cambial o dólar estiver cotado à maior do que vendeu, o Banco Central perde dinheiro.  Se ocorrer o contrário, se no vencimento o dólar estiver contado à menor do que foi vendido, ganha o Banco Central.  

O Banco Central, ainda tem a prerrogativa de, no vencimento, se não conseguir honrar com o compromisso, rola o derivativo com prejuízo, leiloando títulos com novos vencimentos, bancando o prejuízo.  Com o investidor não acontece o mesmo, no vencimento tem que arcar com o prejuízo ou vai embolsar o lucro, não tem alternativa da renovação.  

Ontem eu disse que o Banco Central virou cassino.  Isto tudo que descrevi não é cassino?  Ontem Banco Central perdeu cerca de R$ 2,2 bilhões e hoje Banco Central ganhou cerca de R$ 900 milhões.  Na outra ponta, os investidores ou especuladores, ganharam ontem e perderam hoje, no movimento inverso.

Atrás de tudo isto, esconde grave consequência.  Pelo volume negociado e anunciado pelo Banco Central, hoje, US$ 100 bilhões em Swap Cambial tradicional até o final de 2013, equivalente a grosso modo R$ 250 bilhões.  Compare o número com a Dívida pública federal de curto prazo (12 meses) de R$ 750 bilhões.  O número é expressivo, equivale a grosso modo 1/3 do volume de títulos do Tesouro a serem rolados.  

Lembra-se da história do cachorro que roía só osso e de repente lhe é dado músculo?  Pois Swap Cambial é músculo.  Título do Tesouro atrelado ao Selic vira osso!  Como não tem nenhum cachorro bobo, vai aumentando o número de animais querendo o músculo.  

Ah! Vocês querem saber do filé mignon, não é?  Pois filé mignon está lá fora, sobretudo na terra do tio Sam.  Lá você pode ter dólar em depósito em algum banco ou mesmo ter dólar físico no bolso.   Quanto mais tempo deixar no bolso, o dólar, mais valoriza, em tese. Por isso, o fluxo de dólares para o exterior.  O tão festejado real valorizado do Lula e Dilma, já era!   Enquanto não acabar com a ciranda de títulos cambiais.

Diante do volume tão expressivo de títulos cambiais com indexação em dólar, o País vai mergulhando na indexação em dólar, paulatinamente.  Ao movimento de indexação de dólar de forma crescente se denomina "dolarização".  Onde, não tardará, os preços referências serem cotados em dólares.  

Minha estimada amiga "loira", entendeu agora?  Se não entendeu, mete a bronca nos comentários do rodapé, porque não fui eficaz em atender o seu pedido, amiga!  

Ossami Sakamori

Brasil da Dilma caminha para dolarização!

Após o dia do cão em 29/5, Banco Central do Brasil vem intervindo no mercado de dólar, não atuando no mercado spot ou à vista, mas lançando mão do derivativo cambial denominado de Swap Cambial tradicional.  Não existe dados concretos sobre o estoque da dívida em forma de Swap Cambial nem nas páginas do site do Banco Central.  Mas, coletando dados das notícias desde o dia do cão, o volume é expressivo, uma média diária acima de US$ 1 bilhão.  

Há poucos dias, o Banco Central começou fazer a rolagem dos Swaps Cambiais com vencimentos para setembro de 2013.  Já são os vencimentos daqueles primeiros títulos lançados no início da crise em junho último.  Recentemente, o Banco Central vem lançando o Swap Cambial com vencimentos mais longos, abril de 2014.  

Swap Cambial é um instrumento para conter a saída de dólar, sobretudo os investimentos em especulação.  Pode funcionar como hedge, para as empresas com dívidas em dólares ou para importadores de grandes volumes, também.  De um lado o Banco Central aposta na estabilidade do real perante o dólar e por outro lado o mercado aposta na depreciação do real perante o dólar e é assim que se dá a liquidez.

Pelas minhas contas, o Banco Central já vendeu equivalente a parte líquida da Reserva Cambial, cerca de US$ 50 bilhões, do total de US$ 375 bilhões, número de ontem, dia 20/8.  Significa que se o Banco Central tivesse vendido os dólares no mercado à vista no lugar do Swap Cambial já teria queimado a Reserva Cambial líquida.  O Banco Central lança mão de instrumentos como Swap Cambial porque não tem dólar o suficiente para queimar, contrário do que afirma ministro Guido Mantega.  Por enquanto não vi economista nenhum alertando sobre este fato importante. Estão só copiando release do Planalto.  

No meu entender, o título Swap Cambial, poderia ser usado para uma situação de crise mais aguda, mas está utilizando instrumento cotidianamente.  Eu já chamei atenção sobre medidas e programas emergenciais virarem perenes.  O governo Dilma é especialista nisto, gastam à toa instrumentos de reserva.  Pior, os tornam instrumentos cotidianos.  Daqui a pouco, Swap Cambial vai entrar como termo cotidiano do povo.  Há perigo nisto!  Explico.

O governo FHC tentou impor "paridade" entre o real e dólar e deu no que deu.  Terminou em maior crise cambial dos últimos tempos, na virada do primeiro mandato para o segundo mandato.  Era tudo em nome de reeleição. Aliás, o presidente Lula utilizou-se da âncora cambial para eleger sua sucessora a Dilma.  A presidente Dilma, agora, visando tão somente a sua reeleição em 2014, utiliza-se de um derivativo cambial para mascarar a crise cambial em marcha.  Isto vai terminar em m-e-r-d-a!

Funciona mais ou menos assim. Um dia o seu cachorro vira lata fez birra com o osso que dava todos os dias e você dá músculo para agradá-lo.  O cachorro acostumado com o músculo, faz birra, então você dá carne de primeira. Depois que ele se acostumou com a carne de primeira, experimente tirar.  Vai morrer de tanta tristeza! 

É assim que funciona o mercado financeiro global.  Para não ter que dar carne de primeira, o dólar à vista, você dá o músculo, o swap cambial.  Daqui a pouco, o mercado financeiro inteiro vai exigir o músculo.  Por que somente as instituições financeiras ou grandes empresas tem acesso ao músculo, o swap cambial?  Os pequenos investidores vão exigir também uma fatia do músculo, já que são impedidos de ter acesso à carne de primeira, o dólar à vista.  A legislação brasileira não permite depósito em moeda estrangeira. 

Em outras palavras, o real virou osso do cachorro.  Tudo mundo quer se livrar do real e comprar dólar, para proteção do poder de compra.  O real tão valorizado pelo FHC no primeiro governo do FHC e tão comemorado no segundo mandato do Lula, está tornando carne de segunda, perdão moeda de segunda.  O povo está a perder confiança no real.  Fenômeno que está ocorrendo na Argentina.  Swap cambial é sofisma, é uma enganação, para acalmar o nervo dos que entendem um pouco de economia.

O perigo é perenizar o instrumento Swap Cambial.  Chegará um momento que o mercado vai exigir os títulos cambiais ao invés de Selic com taxas altas.  Para não ter que pagar Selic cada vez mais alta, chegará o momento que o Banco Central terá que substituir os títulos normais pelos swaps cambiais.  Vocês não devem estar entendendo aonde quero chegar.  Sem sofisma, isto se chama "dolarização" da economia.  Agora, vocês se assustaram, não é?  

Dilma, presidente, não fique brincando com o fogo!  Quem não tem competência não deve brincar com coisas sérias, sem ter noção das consequências.  O momento é delicado, Dilma.  Não é hora de ficar brincando com os médicos cubanos!  Vamos cuidar do nosso País, vamos!  

PS: Só no dia de ontem, no cassino do Banco Central, o Tesouro perdeu cerca de US$ 1 bilhão. Ganharam os especuladores!  

Brasil da Dilma caminha para dolarização!

Ossami Sakamori